localização atual: Novela Mágica Moderno O Amor Mais Cruel​ Capítulo 7

《O Amor Mais Cruel​》Capítulo 7

Clara soube da notícia ao meio-dia do dia seguinte.

Ela chegou ao hospital de salto alto, o rosto com uma tristeza perfeitamente medida.

Ao empurrar a porta da morgue, viu Leonardo sentado no chão, encostado à cama onde Sofia estava, os olhos inchados e vermelhos, a barba por fazer.

Seu coração apertou, mas logo ajustou a expressão novamente, aproximou-se e agachou-se diante dele.

"Leo, ouvi dizer que aconteceu algo com a Irmã Sofia, eu…"

Leonardo não ergueu a cabeça, nem disse uma palavra.

Clara estendeu a mão para tocar a mão dele, e ele a empurrou de repente.

"Leo, sei que você está triste, mas uma pessoa morta não pode voltar à vida, você precisa cuidar da sua saúde."

Leonardo finalmente ergueu a cabeça, olhando para ela.

Aquele olhar a fez estremecer de frio.

"Some."

Clara ficou paralisada.

"Leo, o que você está dizendo?"

"Eu disse: some."

As lágrimas de Clara jorraram imediatamente: "Leo, como pode fazer isso comigo? Esqueceu como meu irmão foi morto? Esqueceu o que ele disse a você antes de morrer?"

Leonardo encarou-a, levantando-se lentamente.

"Eu me lembro."

"Lembro-me perfeitamente bem."

"Protegi você com a minha vida por sete anos."

"Em sete anos, quantas vezes você incriminou Sofia, e eu fingi não ver."

"Em sete anos, quantas vezes você a maltratou, e eu fingi não saber."

"Porque eu achava que ela me devia, que a família Ventura me devia, que ela merecia."

Ele fez uma pausa, a voz muito rouca.

"Mas só agora percebi que fui eu quem a devia."

"Nesta vida, nunca poderei pagar."

Clara olhou para ele, uma onda de pânico inundando seu coração.

Ela nunca tinha visto Leonardo assim.

A luz em seus olhos parecia ter morrido junto com Sofia.

O funeral de Sofia foi marcado para daqui a três dias.

Organizado pessoalmente por Leonardo.

Ele a vestiu com o vestido branco de que ela mais gostava, aquele que ela usou no dia em que se casou com ele.

Ele encontrou a pilha de cartas de amor amareladas entre seus pertences.

Leu uma a uma, do começo ao fim.

Aquela caligrafia, de infantil a madura, de torta a regular.

No final de cada uma, havia a mesma frase:

'Leonardo Vargas, espere por mim, com certeza vou conquistá-lo.'

A última foi escrita por ela antes do casamento.

Ela escreveu:

'Leonardo Vargas, finalmente vamos nos casar.

Embora eu saiba que você não gosta de mim, embora eu saiba que você se casa comigo por causa da aliança entre as famílias.

Ainda quero lhe dizer: eu gosto de você, gosto há muitos, muitos anos.

Nos dias que virão, farei o meu melhor para ser uma boa esposa.

Vou fazer você se apaixonar por mim.'

Leonardo, ao ler até aqui, deixou as lágrimas caírem sobre o papel da carta, borrando a tinta.

Ele apertou o papel contra o peito, curvou-se, todo o corpo se encolhendo em um novelo.

PUBLICIDADE

Afinal, ela o amou por tantos anos.

Afinal, no dia em que se casou com ele, seu coração estava transbordando de alegria.

E ele?

Na noite de núpcias, ele mesmo a entregou a outro homem.

No funeral, vieram muitas pessoas.

Gente do comando da região, gente do condomínio militar, e os poucos parentes que restavam da família Ventura.

A mãe de Sofia também foi trazida do sanatório.

Ela estava sentada em uma cadeira de rodas, olhando para a foto da filha, o olhar vazio.

Leonardo ajoelhou-se diante do altar, batendo a cabeça contra o chão repetidamente.

A cada batida, dizia uma frase: "Mãe, sinto muito."

Dona Helena não olhou para ele, apenas fitou a foto, perdida em pensamentos.

De repente, ela falou.

"Naquele dia em que ela morreu, ela veio me ver."

Leonardo ergueu a cabeça.

"Ela trouxe um bolo, de osmanthus."

A voz de Dona Helena era muito baixa, como se estivesse falando sozinha.

"Joguei o bolo no rosto dela, xinguei-a, disse para ela morrer."

"Ela ficou ali, coberta de creme, me olhando."

"Ela disse: 'Está bem, vou ouvi-la, vou morrer.'"

Dona Helena virou a cabeça, olhando para Leonardo.

Naqueles olhos turvos, duas fileiras de lágrimas desciam.

"Ela falou a verdade."

"Ela realmente foi e morreu."

O corpo de Leonardo estremeceu violentamente.

Ele deitou-se no chão, a testa pressionada contra o ladrilho frio, os ombros tremendo descontroladamente.

A voz de Dona Helena continuou:

"Eu a odiava, odiava ela por ter matado o irmão dela, odiava ela por ter destruído a família Ventura."

"Mas só agora percebi que ela foi quem mais sofreu."

"Ela não fez nada de errado, mas teve que carregar a culpa por tudo."

"A pessoa que ela amava não a amava, as pessoas que ela protegia a odiavam."

"Para ela, viver era mais doloroso do que morrer."

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia