《A Herdeira Traída e o Jogo da Vingança》Capítulo 4

Quando a porta das apostas se abre…

é quase impossível fechá-la de novo.

Nas rodadas seguintes,

as apostas rapidamente deixaram de ser apenas joias

e passaram a envolver bens reais.

Às vezes eu perdia acessórios pouco importantes ou pequenos investimentos,

às vezes conseguia recuperar algo por pura sorte.

Eu agia como uma jogadora típica…

cada vez mais envolvida.

Quando perdia, meu rosto empalidecia.

Quando ganhava, mal conseguia conter a excitação.

O álcool, misturado à adrenalina do jogo,

me fazia parecer… fora de controle.

Leonardo tentou me impedir algumas vezes,

mas sempre era interrompido.

Seu cenho se fechava cada vez mais.

Não pude deixar de rir de mim mesma, por dentro.

Talvez, na cabeça dele,

eu ainda estivesse apenas fazendo birra…

esperando o momento de voltar para o lado dele

e pedir ajuda, como sempre fiz.

Mas aquela mesa…

já tinha virado um campo de batalha.

Quando, por pouco, eu ganhei uma das empresas de mídia da Camila,

ela finalmente perdeu a compostura.

— Isabella, você tá com sorte hoje, hein. Que tal apostar algo grande de verdade?

Peguei meu copo e virei o resto da bebida de uma vez.

O álcool queimou minha garganta…

e levou embora o último vestígio de hesitação.

— Por que não? Diz como.

Leonardo tentou falar,

mas Camila o interrompeu, pressionando seu braço.

— A próxima rodada. ALL IN.

Eu aposto todas as minhas ações e propriedades.

Ela me encarou.

— E você? Tem coragem de acompanhar?

O silêncio caiu sobre a mesa.

ALL IN.

Era apostar tudo.

Todos os olhares se voltaram para mim.

Baixei os olhos.

Fiquei em silêncio por dez segundos inteiros.

— Certo.

Levantei o olhar.

— Eu entro. Aposto… todos os meus bens.

A área inteira ficou muda.

Leonardo se levantou abruptamente.

— Isabella, você enlouqueceu? Sabe o que tá dizendo?

Eu apenas sorri levemente.

— Leonardo… numa mesa de jogo, não existe brincadeira.

Inclinei a cabeça.

— Ou você… ficou com medo?

Camila também se levantou, segurando o braço dele.

— Léo, se ela quer entregar tudo, por que a gente recusaria? Ou você tá com pena dela?

Depois voltou-se para mim:

— Isabella, palavras não bastam. Chama seu advogado agora. A gente também vai chamar o nosso.

— Perfeito.

Respondi sem hesitar.

Na frente de todos, liguei para meu advogado particular

e pedi que ele trouxesse imediatamente os documentos de comprovação de bens

e um contrato provisório.

Leonardo me lançou um olhar frio.

— Não vai se arrepender.

Então, sob os olhares de todos,

sentou-se ao lado de Camila.

A posição dele estava clara.

E o último resquício de esperança dentro de mim…

desapareceu completamente.

O advogado chegou rápido.

Nós três assinamos um acordo provisório,

definindo que o resultado seria decidido… por uma rodada de dados.

O copo voltou ao centro da mesa.

— Uma rodada só — disse Rafael, a voz seca.

— Quem tirar o maior número leva tudo.

Camila pegou o copo.

Cinco… seis… onze.

Um número alto.

Leonardo pegou o copo em seguida.

Sem truques,

apenas sacudiu algumas vezes

e bateu na mesa.

Revelou.

Dois seis.

Doze.

Pontuação máxima.

— UAU!!!

A mesa explodiu em gritos.

— Doze! Ganhou tudo!!

— Acabou, acabou!

— Só perde se ela também tirar doze!

— Impossível! Isso é pontuação máxima!

Camila pulou nos braços de Leonardo, e depois olhou para mim.

— Isabella… parece que nem Deus tá do seu lado hoje.

Leonardo também me encarou.

Seu olhar era complicado.

— Bella… se você desistir agora… o que perdeu antes… eu posso considerar…

Eu apenas o encarei… pela última vez.

Afinal, a partir de amanhã,

não haveria mais nada entre nós.

Então, em silêncio, peguei o copo de dados.

Sem pressa.

Sacudi levemente.

E bati com força sobre a mesa.

Todos os olhares se voltaram para mim.

Ninguém respirava.

O silêncio se prolongou…

Até que—

O grito de Camila cortou o ar:

— Isso… não pode ser possível?!

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