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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 36 — Maluquinha, que tal brincar comigo?

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Han Xiao entrou.

Os cabelos prateados estavam presos com um cordão azul, e ele carregava uma concha transparente nas mãos, cheia de um líquido azul-claro.

— Luninha, isso é orvalho condensado do Mar do Leste. Funciona melhor do que o orvalho de coral. Experimenta.

Quando viu os arranhões no rosto dela, uma dor estranha passou por seus olhos azuis.

— Foi aquele dragão que fez isso?

— Foi. Aquele velho era bem nervoso. Ainda bem que consegui subornar ele com umas latas.

Luna riu sem o menor peso no coração. Pegou a concha e assentiu.

— Obrigada. Quando eu melhorar, vou com você até o Mar do Leste pra ver esse recife de coral.

— Certo.

Han Xiao assentiu.

Não ficou mais do que isso.

Virou-se e foi embora logo—

ele tinha medo de que seu poder de água fosse percebido e atraísse a atenção do grande sacerdote.

Assim que Han Xiao saiu, ouviu-se uma gritaria do lado de fora.

A voz de Camila era especialmente irritante:

— Eu quero ver a Luna! E daí que ela venceu a competição? Vai ver ganhou usando truque sujo!

A voz de Rafael veio gelada:

— A Luninha está se recuperando. Ela não vai te receber. Some daqui.

Luna franziu a testa, afastou a coberta e tentou levantar da cama.

— Deixa ela entrar. Quero ver o que ela quer.

— Luninha, não liga pra ela. Essa garota só está com inveja porque você venceu.

Helena segurou o braço dela, sem querer que ela se agitasse.

— Tá tudo bem, mãe. Vai ser até bom pra eu me mexer um pouco.

Luna soltou o braço da mãe, andou até a porta e viu Camila no meio do pátio.

Os cabelos castanhos estavam presos em duas tranças.

Ela vestia um vestido rosa.

Atrás vinham duas fêmeas-cervo.

Assim que viu Luna, os olhos de Camila se encheram de inveja.

— E daí que você venceu? Continua sendo uma inútil F-rank. Mais cedo ou mais tarde, alguma fera vai te comer viva!

— Ainda assim sou melhor do que você.

Luna encostou no batente da porta e arqueou a sobrancelha.

— Nem coragem de entrar numa competição você tem. Só sabe ficar atrás dos outros fofocando.

Ao ouvir o nome de Leonardo ser insinuado, o rosto de Camila ficou ainda mais feio:

— Não se ache tanto! Um dia o Leonardo vai perceber que você é uma mulher cheia de truques e segundas intenções!

— Isso não é da sua conta.

Rafael veio até a frente de Luna, bloqueando-a com o corpo.

— Camila. Se continuar causando confusão, eu não vou ser educado.

Camila deu um passo para trás, assustada.

Ainda lançou um olhar venenoso para Luna antes de ir embora arrastando as duas cervinhas atrás dela.

Luna olhou para as costas dela e soltou um sorriso frio.

Aquela mulher com certeza não ia desistir tão fácil.

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Mais cedo ou mais tarde, precisaria levar uma lição de verdade.

【Hospedeira! A Camila acabou de ir falar com o Zhu Liang! Parece que estão planejando alguma coisa contra você!】

A voz de Borboleta surgiu tensa.

【O Zhu Liang também mandou gente pra Floresta Nebulosa atrás daquele dragão negro. Não sei o que eles querem fazer!】

— Atrás do dragão negro?

O coração de Luna afundou por um segundo.

Depois, quase caiu na risada.

— Tomara que aquele velho guloso não seja enganado por esse povo. Eu já comprei ele com lata.

Ela passou a mão pela concha no colo e começou a pensar.

Amanhã já seria a competição S-rank.

Pelo tom do grande sacerdote, provavelmente ainda aconteceria na Floresta Nebulosa.

Ótimo.

Dava para tentar enganar o velho dragão de novo e arrastar ele para o seu lado.

Se virasse subordinado dela, caçar feras depois seria muito mais conveniente.

Então Luna lançou um olhar de lado para Dante, que ainda estava pálido.

A mente dela, como sempre, correu para outro lado.

Esse daí tá no cio e não me procurou…

Será que foi atrás de outra fêmea pra resolver?

O cio dos machos-besta não durava sete dias?

Se ele já tivesse me traído, melhor ainda. Eu cortava um “ferramenta” da minha lista e pronto.

Pensando nisso, Luna tossiu de propósito algumas vezes e se moveu um pouco, fazendo uma cara sofrida.

— Cof… ah… droga… ainda dói.

Os cinco noivos vieram para perto dela no mesmo instante.

Leonardo perguntou primeiro, tenso:

— O que foi? Seu ferimento abriu de novo?

Luna balançou a cabeça, mas deixou o olhar escorregar até Dante.

— Não é nada. Só achei… que tem gente por aí que falha justo na hora mais importante.

O rosto de Dante travou.

Os olhos dourados encheram-se de uma mágoa quase infantil.

— Luninha, eu não… eu não fiz nada…

— Tá, tá. Eu sei que seu cio tá te atormentando.

Luna acenou com a mão e o interrompeu, escondendo o riso por dentro.

— Se você quiser procurar outra, vai. Sem problema. Eu posso muito bem arrumar outra companhia também.

Sebastian apareceu pelo lado, sorrindo:

— Sua maluquinha, então me chama. Eu estou livre a qualquer hora.

— Some daqui, sua raposa tarada.

Luna rebateu na mesma hora, mas sem raiva de verdade.

No fim da tarde, Xuan Hai e Augusto vieram vê-la.

Xuan Hai sentou-se numa cadeira de madeira e balançou levemente os chifres.

— Luninha, você venceu essa competição. O vovô vai te dar uma recompensa. O que você quer?

Os olhos de Luna se acenderam.

— Vovô, eu quero permissão pra entrar no tesouro da tribo. Quero procurar técnicas de cultivo.

Ela sabia que, dentro do tesouro tribal, havia várias artes de treinamento deixadas pelos ancestrais.

Talvez alguma delas pudesse ajudar no aperfeiçoamento da

Arte do Rei Coelho

.

— Tudo bem. Amanhã eu mando o Rafael te levar.

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Xuan Hai assentiu.

Depois ficou mais sério:

— Mas toma cuidado. Zhu Liang e Dong Qin andam se movimentando demais. Eles certamente não têm boas intenções.

Augusto estava sentado ao lado. Passou a mão nos cabelos dela e falou em voz baixa:

— Luninha, para de se arriscar desse jeito. Seu pai não quer mais te ver machucada.

— Eu sei, pai.

Luna assentiu.

Mas, por dentro, não tinha a menor intenção de parar.

Ela queria juntar cem milhões de pontos de fofura e voltar ao mundo moderno.

Sem se jogar no perigo, isso jamais aconteceria.

À noite, Luna entrou no espaço outra vez.

A terra preta tinha crescido ainda mais.

O arroz estava bonito.

Os coelhinhos roíam cenoura ao lado.

Os peixes nadavam de um lado para o outro no riacho.

Borboleta estava deitada na grama, mordiscando um chocolate que Luna tinha trocado antes.

— Hospedeira, você está com 238300 pontos agora. Se juntar mais 61700, chega aos trezentos mil e libera a fonte espiritual! Aí você pode correr direto para o A-rank, sua transformação vai ficar ainda mais estável… e você também vai ficar mais bonita!

— Se a fonte espiritual melhora a constituição, então vai ajudar na minha prática. Vai que eu acabo cultivando até virar imortal? Hehe.

Luna se agachou ao lado do riacho, olhando seu reflexo.

Ela agora era B-rank.

Faltava só um passo para A-rank.

Quando rompesse essa barreira de verdade, se livraria de uma vez por todas do rótulo de “coelha inútil”.

Ela foi até a área de plantio e fez crescer algumas Flores de Sangue Rubro e Ervas Qingling.

Aquelas ervas eram valiosas no mundo das feras.

Podiam ser trocadas por muitos pontos de fofura.

Mal terminou de fazer isso—

o som do sistema surgiu:

【Ding! Você acelerou o crescimento de 10 ervas raras! Ganhou 5000 pontos de “cultivo”! Pontos de fofura +5000! Pontos atuais: 243300!】

Luna ficou feliz na hora.

Sentou-se na grama e começou a mastigar uma cenoura.

— Mais tarde, quando todo mundo em casa dormir, eu vou pra Floresta Nebulosa procurar aquele velho dragão. Vou levar mais latas e amansar ele de vez.

Ela sorriu para si mesma.

— Se amanhã eu encontrar perigo na competição S-rank, uso ele de escudo. Perfeito.

【Hospedeira! Você faz conta até dormindo!】

Borboleta riu.

【Mas, sinceramente, se você conseguir puxar um dragão S-rank pro seu lado, isso vai ser mesmo muito útil!】

Luna assentiu, olhando para a cabaninha de palha no espaço.

Ela estava mais perto do mundo moderno do que nunca.

Bastava continuar.

Mais um pouco.

Mais um pouco.

E um dia, sem dúvida, ela pisaria de novo no mundo onde existiam hot pot e chá com leite, sem precisar arriscar a vida entre feras.

A noite foi ficando mais funda.

Luna saiu do espaço, deitou-se na cama de madeira e ouviu os insetos cantando lá fora.

Sem perceber, um sorriso apareceu no canto de sua boca.

……

Luna ficou deitada ouvindo o som dos insetos do lado de fora ir ficando cada vez mais ralo.

Calculou mentalmente que os pais e os irmãos já deviam estar dormindo profundamente.

Então puxou a coberta para o lado e desceu da cama sem fazer barulho.

As costas ainda doíam um pouco.

Mas muito menos do que durante o dia.

A Pequena Pílula Restauradora e o orvalho de coral realmente funcionavam.

Ela mal tinha chegado à porta—

quando a voz de Borboleta apareceu na mente dela:

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