localização atual: Novela Mágica Fantasia De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura Capítulo 35 — Eu vi uma bola saindo rolando

《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 35 — Eu vi uma bola saindo rolando

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Matheus foi o primeiro a perceber que havia algo errado com Dante.

Ele bateu de leve no ombro dele e perguntou em voz baixa:

— Seu cio chegou?

Dante assentiu.

A voz saiu rouca:

— Eu tô bem… ela ainda tá lá dentro.

Adrian e Sebastian também olharam para ele.

Sebastian balançou as nove caudas e murmurou:

— Aguenta mais um pouco. Quando a Luninha sair, a gente vê isso.

……

De repente, um som estranho veio da névoa.

— Glu… glu… glu…

Parecia alguma coisa rolando.

Todos os membros-besta ficaram em silêncio e viraram o rosto na direção da floresta.

Logo apareceu uma bola enorme de vinhas verdes, rolando cada vez mais rápido de dentro da névoa.

No fim, veio com tudo e bateu numa pedra da entrada.

— BUM!

— O que é isso? Um monstro?

— Não parece… tem alguma coisa se mexendo lá dentro!

— Será que é a Luna? Ela não tem poder de planta?

Os comentários vieram de todos os lados.

A família Valente correu para perto.

Rafael puxou a espada e cortou as vinhas com cuidado.

Elas estavam macias, e bastou um golpe para se abrirem.

Quando a pessoa lá dentro apareceu, todo mundo ficou parado.

Era Luna.

O corpo inteiro estava coberto de ferimentos.

O vestido tinha virado tiras.

No rosto, havia arranhões tão profundos que pareciam quase atingir o osso.

A lama estava grudada na boca.

Mas, mesmo naquele estado, a mão dela continuava agarrando um embrulho de pano, de onde saíam folhas das dez ervas.

— LUNINHA!

Helena correu e a abraçou, chorando.

Luna fez uma careta de dor quando as lágrimas caíram em cima dos cortes, mas mesmo assim sorriu:

— Mãe… eu tô bem… deixa eu deitar mais um pouco… eu trouxe todas as ervas…

Augusto se aproximou, pegou Luna nos braços e a ergueu com firmeza.

Nos olhos dourados havia dor demais.

— Vamos pra casa. Seu pai vai cuidar desses ferimentos.

O grande sacerdote olhou para o horário.

Ninguém mais saía da floresta.

Então veio até eles, conferiu as ervas no embrulho e assentiu.

— As dez ervas estão completas. Vitória de Luna Valente na terceira fase.

A multidão mergulhou num silêncio curto—

e depois explodiu num alvoroço ainda maior.

— Ela venceu mesmo! Dos cento e quarenta e três, só ela voltou!

— As ervas são verdadeiras! Isso é absurdo!

— Quem apostou que ela perderia agora tá arruinado!

Na plataforma alta, os rostos de Zhu Liang e Dong Qin estavam sombrios até o extremo.

Os cabelos grisalhos de Zhu Liang caíam sobre os olhos de lobo, e ele já fazia cálculos frios no coração:

Aquela garota estava ficando cada vez mais difícil de eliminar.

Precisava ser resolvida o quanto antes.

Dong Qin passou a mão pelos cabelos vermelhos, os olhos de raposa semicerrados.

Aquela menina tinha habilidade, sorte e um destino estranho a seu favor.

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Se conseguisse atraí-la para o seu lado…

Sang Qi bateu no ombro de Xuan Hai e riu:

— Xuan Hai, sua neta é ainda mais impressionante do que você era.

Xuan Hai sorriu, os chifres de dragão brilhando discretamente:

— Claro. Ela é da família Valente.

Luna estava nos braços de Augusto, encostada nele, mas ainda conseguiu lançar um olhar para os cinco noivos ao lado.

O cabelo dourado de Leonardo estava molhado de suor, e os olhos dele carregavam uma preocupação que já não fazia questão de esconder.

O rosto de Dante seguia pálido, mas o olhar não saía dela.

Matheus estava de cenho franzido, com a mão ainda pousada na faca da cintura.

Os cabelos brancos de Adrian balançavam ao vento, e os olhos azuis traziam uma ternura rara.

Sebastian mexia as nove caudas devagar, com um sorriso quase aliviado na boca.

Mesmo morrendo de dor, Luna ainda teve forças para ser atrevida:

— O que foi? Nunca viram alguém com sorte boa assim?

Mas a frase nem terminou.

A dor puxou tudo de uma vez, e ela apagou.

【Ding! As três fases da competição foram concluídas! Você ganhou 20000 pontos de “vitória”! Pontos de fofura +20000! Pontos atuais: 243300!】

【Detectado: a hospedeira desmaiou por excesso de ferimentos. “Modo de cura” ativado automaticamente. Troca forçada por 1 Pequena Pílula Restauradora ao custo de 5000 pontos. Pontos atuais: 238300!】

A voz do sistema ecoou no fundo da consciência dela.

Antes de afundar completamente no escuro, Luna ainda conseguiu pensar:

Quando eu acordar… preciso trocar mais umas latas…

Vai que aquele dragão negro ainda tá esperando comida na caverna…

E, se eu topar com ele de novo numa eventual fase S-rank, talvez valha mais a pena puxar amizade do que arrumar outro inimigo…

Mas será que ele é macho ou fêmea?

……

Luna acordou com dor.

A luz do sol atravessava o telhado de palha, e no ar havia o cheiro das ervas aromáticas que Helena cultivava.

Ela estava deitada numa cama de madeira coberta por peles macias.

Só de puxar um pouco as costas, a dor já a fez mostrar os dentes.

— Ah… desgraçado. A cauda daquele velho quase me desmontou inteira.

Ela xingou em voz baixa e ainda tentava se virar—

quando Helena entrou carregando uma tigela de barro, os olhos cheios de carinho e preocupação.

— Luninha, você acordou? Não se mexe. A mamãe fez sopa de Erva Qingling. Ajuda a desinflamar.

Helena levou a tigela até a boca dela.

O caldo soltava vapor.

— Bebe devagar. Tá quente.

Luna abriu a boca e tomou um gole.

O amargor da Erva Qingling, misturado com o aroma adocicado de cenoura, era cem vezes melhor do que os biscoitos comprimidos do apocalipse.

Enquanto bebia, perguntou:

— Mãe… quanto tempo eu dormi?

— Um dia e uma noite.

Helena limpou o canto da boca dela.

— Seu pai e seus irmãos ficaram aqui cuidando de você a noite toda. O Leonardo e os outros cinco também não foram embora. Estão esperando do lado de fora.

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Mal ela terminou de falar, a porta rangeu.

Os cinco entraram um atrás do outro.

Leonardo veio primeiro.

Os cabelos dourados estavam presos com um cordão de couro, e nas mãos ele carregava uma bandeja de madeira com carne de cervo assada.

— Luninha, come um pouco. Você precisa recuperar forças.

Ele colocou a bandeja ao lado da cama.

Os olhos dourados caíram sobre os ferimentos dela, e a expressão se fechou num nó de preocupação.

Dante veio logo atrás, aproximando-se rápido demais.

Os cabelos negros caíam perto do rosto dela, e os olhos dourados ainda estavam avermelhados.

— Luninha… ainda dói? Eu posso soprar, se você quiser.

Ele estendeu a mão como se fosse tocar o machucado, mas teve medo de fazê-la sentir mais dor e ficou parado no ar.

Luna revirou os olhos, teimosa como sempre:

— Doer, uma ova. É só machucadinho.

Mas, por dentro, amoleceu um pouco.

No apocalipse, ninguém nunca se importou daquele jeito com as feridas dela.

No máximo, alguém jogava uma garrafa de antisséptico e pronto.

Ninguém ficava rodeando a cama daquele jeito.

【Hospedeira! Você já não é mais aquela galinha fraca F-rank!】

A voz de Borboleta apareceu de repente.

【A Pequena Pílula Restauradora foi excelente. Você já é B-rank agora! Tá a um passo de virar A-rank!】

【Seu poder de madeira subiu pro nível 5, com 190 de 400 pontos! E a Arte do Rei Coelho já foi pra 68%!】

O coração de Luna pulou.

Mas ela não deixou isso aparecer no rosto.

Movimentou a energia discretamente, e a luz verde na ponta dos dedos estava claramente mais forte do que antes.

Até a dor no corpo ficou um pouco mais leve.

Foi então que Matheus tirou um embrulho de dentro da roupa.

Ali dentro havia

Erva de Osso de Tigre

seca e moída.

— Se passar isso nos ferimentos, cicatriza mais rápido.

Ele falou pouco.

Depois ficou de pé ao lado da cama, os olhos presos nela como se tivesse medo de que ela voltasse a fazer alguma loucura.

Adrian então lhe ofereceu um cantil. Os cabelos brancos caíam sobre os ombros, e a voz tinha uma suavidade rara:

— Aqui tem orvalho de coral do Mar do Leste. O Han Xiao mandou. Ele disse que ajuda a curar ferimentos externos.

— Han Xiao?

Luna ficou surpresa.

Imediatamente se lembrou do jovem sereio de cabelos prateados e olhos azuis.

— Ele veio aqui?

Sebastian respondeu, balançando as nove caudas:

— Veio ontem. Como você ainda tava apagada, ele deixou o orvalho e foi embora.

Então inclinou a cabeça e sorriu:

— Sua maluquinha, você realmente sabe causar problema. Ganha a competição e ainda volta quase desmontada. Se continuar assim, da próxima vez a gente não espera mais por você.

A boca dele continuava brincando.

Mas os olhos carregavam preocupação de verdade.

Luna ia rebater como sempre—

quando passos soaram do lado de fora, e a voz de Rafael veio da porta:

— Luninha, o Han Xiao voltou. Disse que precisa falar com você.

— Deixa ele entrar.

Luna se sentou devagar, e Helena correu para colocar um travesseiro macio atrás das costas dela.

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