localização atual: Novela Mágica Fantasia De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura Capítulo 34 — Já que somos todos dragões, precisa mesmo dificultar a vida de um dragão?

《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 34 — Já que somos todos dragões, precisa mesmo dificultar a vida de um dragão?

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Luna caiu de bruços no chão e cuspiu sangue direto na terra.

A dor era tão forte que seus dentes rangiam.

Por dentro, já estava xingando aquele dragão até a décima geração:

— Filho da puta! Isso não é lutar com honra! Atacar de surpresa vale? Se tem coragem, vem no braço!

【Hospedeira! Acho que seu osso rachou! Entra logo no espaço!】

A voz de Borboleta vinha quase chorando, pulando de desespero dentro da mente dela.

【Ele tá vindo de novo!】

Luna mal tinha conseguido se apoiar no chão—

quando viu o dragão negro avançando com passos pesados. As garras imensas deixavam buracos profundos na pedra.

Ela forçou um sorriso que, na cabeça dela, parecia amigável o suficiente. Só que a voz saía tremendo por causa da dor:

— Irmão dragão! Calma! Vamos conversar direito! Meu pai também é dragão! Um dragão negro SSS-rank!

Ela respirou fundo, tentando ganhar tempo.

— Vai que a gente é da mesma família? Sendo dragão, por que dificultar a vida de outro dragão?

【Mestra! Isso é puro “apanhei e agora tô fingindo humildade”! E você não disse que não ia se render nem fazer charme? A humilhação veio rápido demais!】 Borboleta debochou.

O dragão negro não quis saber.

A garra continuou descendo.

Luna rolou para o lado com tudo.

A pata esmagou o lugar onde ela estava instantes antes, abrindo um buraco no chão.

Ela conseguiu se levantar de novo, limpou o sangue do canto da boca e continuou berrando:

— Meu irmão também é dragão! Na verdade, meus seis irmãos são dragões!

Ela apontou para o próprio peito.

— Meu avô é o rei das feras do sul! A gente realmente tem algum parentesco! Escuta a minha explicação— quer dizer, escuta o que eu tenho pra dizer!

O dragão hesitou por um instante.

Nos olhos dourados passou uma sombra de dúvida.

Mas ela durou muito pouco.

Logo a raiva voltou, e a cauda enorme varreu o ar outra vez.

Dessa vez, Luna reagiu mais rápido e conseguiu se desviar.

Só que não percebeu a pedra atrás de si.

As costas bateram com tudo nela.

Outra onda de dor atravessou seu corpo.

Pontinhos começaram a explodir em sua visão.

O sangue continuava saindo dos ferimentos.

E ela só conseguia reclamar mentalmente:

— Porra… esse filho da mãe me bateu tão forte que até parece que arrancou minhas entranhas!

Assim, um dragão e uma garota seguiram rodando um em volta do outro na caverna.

Mas Luna se esquivava com cada vez mais dificuldade.

O corpo já tinha passado do limite fazia tempo.

Antes disso, ela já tinha lutado com membros-besta, colhido ervas, corrido pela floresta e agora ainda precisava enfrentar um dragão negro S-rank.

Estava no fim.

Quando a garra do dragão desceu mais uma vez—

Luna cerrou os dentes e, com um único pensamento, entrou no espaço.

Lá dentro, a grama continuava verdinha.

Os coelhinhos ainda roíam cenoura tranquilamente, sem ter a menor ideia do inferno que acontecia do lado de fora.

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Luna se largou na grama.

A dor foi tanta que ela se encolheu toda.

Levantou a mão até as costas.

Estava encharcada de sangue.

— Caralho… dói demais.

Ela arfou.

— Esse velho desgraçado bate muito forte.

Então ergueu os olhos para a estela do espaço.

Nela, os pontos de fofura brilhavam:

226300

Só que, como tinha gastado cinco mil na pistola, agora restavam

221300

.

Foi então que seus olhos se iluminaram.

O sistema entre planos trocava comida moderna.

E aquele dragão parecia bem idiota.

Talvez desse para seduzi-lo com comida.

— Ei, larva! Troca dez latas de carne bovina e mais duas latas de porco cozido!

【Hospedeira! Isso custa 8000 pontos de fofura! Você já tá com 221300!】 Borboleta lembrou.

— Gasta logo! Se eu morrer, ponto guardado serve pra que?

Luna respondeu na hora.

【Ding! Troca concluída: 10 latas de carne bovina, 2 latas de porco cozido. Custo: 8000 pontos de fofura! Pontos atuais: 213300!】

Assim que as latas apareceram no espaço, Luna suportou a dor, saiu de novo da caverna e voltou ao mundo real.

O dragão ainda dava voltas pelo lugar.

Quando a viu reaparecer, já começou a se preparar para atacar.

Luna levantou imediatamente uma das latas de carne e gritou:

— Não bate! Isso aqui é comida imortal do reino celestial! Comer isso aumenta sua força! E ainda pode até te ajudar a assumir forma humana! É cem vezes melhor do que ficar mastigando pedra!

O dragão parou.

Os olhos dourados se fixaram na lata.

As narinas se moveram.

Ele sentiu um cheiro que nunca tinha conhecido antes.

Mais tentador até do que carne crua.

Luna aproveitou a hesitação e jogou a lata para ele.

O dragão a pegou com a garra, com um cuidado desajeitado, e tentou abrir a tampa usando a ponta da unha.

Quando conseguiu—

o cheiro da carne se espalhou pela caverna.

O dragão lambeu de leve.

No mesmo instante, os olhos brilharam.

Depois disso, começou a comer em enormes bocadas.

A cauda até balançava de leve, como a de uma criança comendo doce.

Por dentro, Luna xingou o dragão de guloso sem vergonha.

Mas, enquanto ele comia, foi se deslocando aos poucos na direção do

Incenso de Saliva de Dragão

.

A substância amarelada estava sobre a pedra onde ele tinha dormido antes.

Faltavam só alguns passos.

Aproveitando que o dragão estava completamente perdido no sabor da carne, Luna correu, pegou o Incenso de Saliva de Dragão e enfiou tudo no espaço.

【Ding! Você coletou 1 Incenso de Saliva de Dragão! Ganhou 10000 pontos de coleta de ervas! Pontos de fofura +10000! Pontos atuais: 223300!】

O dragão terminou a primeira lata e ergueu a cabeça.

Já ia explodir de raiva ao não vê-la—

quando Luna lhe atirou outra lata, dessa vez de porco cozido:

— Calma! Ainda tem! Essa aqui é ainda melhor!

Os olhos do dragão voltaram a se iluminar.

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Ele pegou a nova lata e mergulhou nela imediatamente.

Luna então entrou no espaço de novo, tirou as dez ervas que tinha acabado de coletar e usou o poder de madeira para acelerar o crescimento de cada uma.

Ela estava com medo de acontecer algum acidente quando saísse. Era melhor já deixar algumas cópias de reserva preparadas.

Depois de fazer isso, pegou mais duas latas.

E voltou mais uma vez para fora.

— Irmão dragão! Ainda tem mais duas! Se comer tudo, a gente vira amigo. Da próxima vez que eu aparecer, nós dois já somos quase irmãos, ouviu?

Luna estendeu as latas.

No instante em que o dragão foi pegá-las—

ela apanhou a pistola preta do chão, girou o corpo e correu para fora da caverna.

O dragão terminou de abrir a lata, percebeu que ela estava fugindo e soltou um rugido furioso, disparando atrás dela.

Assim que saiu da caverna, Luna ouviu os passos pesados se aproximando.

Com o restinho de força que ainda tinha, fez as vinhas brotarem do chão e se enrolarem ao redor do próprio corpo, formando uma grande bola vegetal.

— Lá vou eu! Agora o que me resta é virar bola e rolar!

Dentro da esfera de vinhas, ela xingava sem parar, enquanto o corpo ia quicando e rolando pela montanha.

Cada pedra em que a bola batia arrancava um gemido dela.

Doía demais.

Mas ela não podia parar—

o maldito dragão, depois de perceber que o tesouro tinha sumido, estava vindo atrás.

A bola de vinhas rolou por quase meia hora.

Só então chegou perto da saída da Floresta Nebulosa.

Luna, ainda lá dentro, perguntou:

— Ei, larva! Vê se o dragão ainda tá atrás!

【Hospedeira! Não tá mais! Acho que ele ficou preso pelas latas de novo! Aquele idiota deve ter acreditado em você e tá lá na caverna esperando mais comida!】 Borboleta respondeu, já rindo.

Luna soltou o ar aliviada.

Fez as vinhas se abrirem um pouco, só para deixar uma fresta por onde pudesse respirar.

No meio da névoa das montanhas, não muito longe dali, Shi Yong e outros seis ainda estavam presos pelas vinhas, balançando como se estivessem num cipó, pendurados nas árvores. De tanto gritar, já estavam quase sem voz.

Shi Yong xingava rouco:

— Desgraçada da Luna Valente! Quando eu sair daqui, vou arrancar a pele dela!

Os outros acompanharam nos xingamentos.

Mas nenhum ousava lutar demais—

quanto mais se mexiam, mais as vinhas apertavam.

……

Mais à frente, a névoa continuava espessa, mas já dava para ouvir os comentários vindo da saída.

Na entrada da floresta, a multidão estava tão apertada que mal cabia mais alguém.

As apostas já tinham subido para duzentas vezes o valor inicial.

Um lobo-besta erguia uma pele e berrava:

— Eu aposto que Luna Valente perde! Mais dez peles em cima disso!

Um urso-besta entrou no coro:

— Eu também aposto contra ela! Ela com certeza morreu lá dentro!

A família Valente estava sentada logo na frente.

Os olhos de Helena estavam vermelhos de tanto chorar. As mãos apertavam a saia do vestido enquanto ela murmurava sem parar:

— Por que a Luninha ainda não saiu… será que aconteceu alguma coisa…

Augusto não dizia nada.

Mas seus olhos dourados não desgrudavam da névoa, e a mão no punho da espada estava tão apertada que os dedos tinham ficado claros.

Rafael, ao lado, tinha a armadura prateada manchada de poeira. De tempos em tempos, olhava para dentro da névoa, em silêncio, pedindo aos céus que a irmã voltasse viva.

Mais adiante, Dante estava pálido.

O lábio estava machucado de tanto morder.

As unhas tinham entrado tão fundo na palma da mão que quase arrancavam sangue.

O calor do cio só aumentava dentro dele.

Mas ele não ousava deixar isso aparecer.

Tudo o que podia fazer era se agarrar à dor para se manter lúcido.

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