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《O Amor Mais Cruel​》Capítulo 5

No momento em que a porta foi arrombada, Leonardo viu uma cena que nunca esqueceria pelo resto da vida.

Lucas estava encolhido na cama, a virilha ensanguentada, a pessoa toda desmaiada de dor.

Sofia estava deitada na cama, os olhos entreabertos, as pupilas já dilatadas.

Sobre a mesa de cabeceira, deitava-se um frasco vazio de pesticida.

Espuma branca escorria dos cantos de sua boca, misturada a fios de sangue, deslizando pelo rosto até o travesseiro.

As pernas de Leonardo pareciam cheias de chumbo. Ele moveu-se, passo a passo, até a beira da cama.

Estendeu a mão para tocar o rosto de Sofia.

Frio.

Ele puxou a mão de volta de repente, estendeu-a novamente, tocando seu pescoço.

Sem pulso.

"Sofia."

Chamou o nome dela, a voz rouca como lixa sobre vidro.

"Sofia, levante."

Nenhuma resposta.

Ele agarrou Sofia da cama, puxando-a para seu colo, sacudindo-a desesperadamente.

Sua cabeça pendia frouxamente, balançando sem forças com seus movimentos.

"Sofia, abra os olhos e olhe para mim."

"Você não me odeia mais do que tudo? Levante e brigue comigo."

"Levante e me bata."

A resposta a ele foi apenas o som do vento lá fora e os gemidos de dor de Lucas.

Leonardo baixou a cabeça, encostando o rosto na testa de Sofia.

Sua testa ainda guardava um último resquício de calor.

Apenas aquele último resquício de calor fez seu corpo inteiro estremecer violentamente.

De repente, ele lembrou-se de algo, pegou o celular e discou para o serviço de emergência.

No momento em que a ligação foi atendida, ele não conseguiu falar.

Os lábios tremiam violentamente, os dentes batiam uns nos outros, produzindo um som de estalo.

"Vila… vila dos familiares do comando… rápido…"

Desligando a ligação, ele segurou Sofia com força, o queixo apoiado no topo de sua cabeça.

Ele sentiu o cheiro residual de osmanthus em seu cabelo.

Era o perfume que ela havia adquirido ao visitar a mãe naquele dia.

Lágrimas caíram sem aviso, caindo entre seus fios de cabelo.

A ambulância chegou rapidamente.

Quando a maca levou Sofia, Leonardo ainda estava parado no mesmo lugar, as mãos cobertas de espuma branca e sangue.

Um paramédico perguntou-lhe: "E a outra pessoa?"

Leonardo seguiu seu olhar até Lucas na cama, seus olhos vazios como um lago de água morta.

"O que houve com ele?"

Leonardo não respondeu.

Ele apenas olhava fixamente para o rosto de Sofia na maca, para seu braço pendurado, para seus dedos pálidos.

De repente, ele correu, agarrando a maca.

"Vou com você."

No carro, ele segurou a mão de Sofia.

Aquela mão estava fria como gelo, por mais firme que ele apertasse, não conseguia aquecê-la.

Ele abriu seus dedos um a um, olhando para os resíduos de pesticida presos sob as unhas.

Aquele líquido marrom foi por aquelas mãos que ela mesma despejou em sua garganta.

Leonardo fechou os olhos, sua mente preenchida com as cenas de uma hora atrás.

Ela no reservado, vendo-o sair com Clara em seus braços.

Ela parada na chuva, completamente encharcada.

Ela dizendo:

Quero ir para casa antes de escurecer.

Ela dizendo:

Como você quer que eu peça desculpas, ajoelhar e bater a cabeça no chão, ou passar a noite com ele?

Quando ela disse essas coisas, seus olhos eram como um lago de água morta.

Como ele não tinha percebido naquela época?

Como ele não tinha percebido que ela realmente não queria mais viver?

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