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《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 21

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Leonardo agarrou os cabelos de Bianca—

arrastando-a até a piscina ornamental do condomínio.

Bianca gritava de forma desesperada—

arranhando os braços dele com força, deixando marcas de sangue.

— Me solta! Socorro! Ele vai me matar!

Leonardo não reagiu.

Nos olhos—

apenas um vermelho morto, sem vida.

Ele a arrastou até a borda da piscina.

Exatamente como—

no dia em que ela tentou afogar Sofia.

— Você gosta de água? — a voz dele era gelada — gosta de ver alguém sufocar?

De repente—

ele pressionou a cabeça dela com força.

— Então prova… como isso é!

— SPLASH!

A cabeça de Bianca foi afundada na água.

A água gelada invadiu seu nariz—

a sensação de asfixia veio como um tsunami.

— Mmm! Glu glu—

Ela se debatia desesperadamente—

chutando a água, levantando respingos violentos.

Cheng Ming correu para fora.

Ao ver a mulher que amava sendo torturada—

seus olhos ficaram injetados de sangue.

— LEONARDO! PARA!

Ele correu para salvá-la—

mas foi imobilizado pelos seguranças.

— Me soltem! Isso é crime! É uma vida!

As veias nas mãos de Leonardo saltaram.

Ele continuava pressionando Bianca—

sem deixá-la subir.

— Vida? A vida da filha da Amélia não era vida?!

Nesse momento—

um carro freou bruscamente.

Amélia, ainda fraca—

apoiada por Daniel, correu cambaleando.

Assim que chegou—

viu a cena na piscina.

Os movimentos de Bianca—

cada vez mais fracos.

O ar—

já não existia mais.

Cheng Ming olhou—

e sua sanidade quebrou.

— AAAAH!!

Com uma força absurda—

ele se soltou dos seguranças.

Pegou uma faca de frutas—

e correu em direção a Leonardo.

— MORRE!

Amélia gritou, desesperada:

— LEONARDO! CUIDADO!

Tarde demais.

Tudo aconteceu rápido demais.

Leonardo estava totalmente focado em Bianca—

sem tempo de reagir.

— SHHHK—

A lâmina entrou pelas costas.

O sangue—

tingiu instantaneamente a camisa branca.

O corpo de Leonardo—

travou.

Mas ele não soltou.

Pelo contrário—

usou sua última força—

para pressionar Bianca ainda mais fundo.

— Morre… paga… pela Sofia…

O sangue escorreu pelo canto de sua boca.

Pingou na água—

se dissolvendo lentamente.

Até que—

o corpo sob suas mãos parou de se mover.

Ficou rígido.

Só então—

Leonardo soltou.

Bianca emergiu—

olhos arregalados, morta, sem descanso.

Leonardo cambaleou—

e caiu para trás.

— BANG!

Caiu no chão—

a respiração quase inexistente.

Cheng Ming olhou para suas mãos ensanguentadas.

A faca caiu.

— Eu… eu matei alguém?

— Não… eu só queria salvar ela…

A sirene da polícia se aproximava.

Amélia correu—

ajoelhando-se ao lado de Leonardo.

— LEONARDO! ACORDA!

Ela tentou pressionar o ferimento—

mas o sangue não parava.

O calor do sangue—

fazia suas mãos tremerem.

Leonardo abriu os olhos—

com dificuldade.

A visão já se apagando.

— Mel…

Ele levantou a mão—

tentou tocar o rosto dela.

Mas parou no meio do caminho.

Mãos sujas.

Cheias de sangue.

Indignas de tocá-la.

— Desculpa…

— Nessa vida… eu te perdi…

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— Fui inútil… só consegui… me redimir assim…

As lágrimas de Amélia caíam—

uma após outra, no rosto dele.

Leonardo sorriu levemente.

— Bianca morreu…

— Agora… ninguém mais pode te machucar…

— Mel… na próxima vida… não me encontre…

Sua mão—

caiu no chão.

Sem força.

Amélia ficou imóvel—

boca aberta—

sem conseguir emitir som algum.

Só um vazio absoluto—

invadindo tudo.

Até o ódio—

também dói.

Um ano depois.

Na maternidade do Hospital Anhe.

Um choro alto—

cortou a manhã.

— Parabéns, é uma menina linda.

Amélia, deitada—

olhava para o pequeno bebê rosado.

Nesse momento—

Daniel entrou correndo—

com um telefone na mão.

— MEL! Ela acordou! A Sofia acordou!

— Os médicos disseram que é um milagre! Ela chamou por você!

Duas felicidades—

ao mesmo tempo.

Amélia levou a mão à boca—

chorando sem controle.

Todo o sofrimento—

finalmente se dissipava.

Outro dia de finados.

Cemitério da zona oeste.

Chuva fina.

Amélia vestia preto.

Nos braços—

sua filha pequena.

Na mão—

Sofia, já recuperada.

Ela parou diante de uma lápide.

O homem na foto—

olhava para ela com ternura.

Leonardo.

Amélia se abaixou—

depositou flores brancas.

— Leonardo… eu vim te ver.

O vento passou—

como uma resposta.

Ela falou calmamente—

como se conversasse com um velho amigo.

— Bianca morreu. De verdade.

— Cheng Ming foi condenado a dez anos.

— Sofia está bem… sem sequelas.

Ela fez uma pausa—

beijou a testa da filha.

— Eu tive outra filha… muito parecida com o Daniel.

Ela limpou o pó da lápide—

com cuidado.

— Leonardo… eu não te odeio mais.

— Você pagou com a vida.

— Estamos quites.

— Descanse.

Ela se levantou—

olhou pela última vez.

Como se dissesse adeus—

ao garoto de dezesseis anos.

A chuva parou.

O sol atravessou as nuvens.

Daniel estava ao longe—

com um guarda-chuva.

Ele sorriu—

e estendeu a mão.

— Vamos. Para casa.

Amélia segurou aquela mão quente—

e caminhou em direção à luz.

Sem nunca olhar para trás.

————————————

FIM

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