localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Traição da Prima Invejosa Capítulo 20

《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 20

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Amélia ficou em casa três dias.

Além dos exames pré-natais—

não saiu de casa.

Daniel observava—

com o coração apertado.

— Mel, quer sair um pouco? — disse enquanto descascava uma maçã.

— Para onde?

— Meu primo Miguel… arrumou uma nova namorada e nos chamou para jantar.

Amélia passou a mão na barriga.

Ela realmente já estava sufocada de ficar em casa.

— Tudo bem.

O apartamento de Miguel era luxuoso.

Assim que entraram—

o ambiente estava aquecido e animado.

— Primo! Cunhada!

Miguel os recebeu com entusiasmo.

Ao lado dele estava uma mulher em cadeira de rodas.

Ela vestia um vestido largo.

Usava uma máscara grossa, deixando apenas os olhos à mostra.

Amélia parou por um instante.

Aqueles olhos…

pareciam familiares.

— E ela?

— Essa é Jingjing. — Miguel passou o braço pelos ombros da mulher, apresentando-a com carinho.

Jingjing?

Bianca?

O coração de Amélia começou a bater acelerado.

Quanto mais olhava—

mais aqueles olhos pareciam com os de Bianca.

A mulher tossiu levemente.

A voz rouca, como se estivesse cheia de areia:

— Prazer, cunhada… estou com alergia no rosto e inflamação na garganta… não repare.

Amélia soltou um leve suspiro.

A voz não era igual.

Devia estar pensando demais.

Ou talvez fosse apenas alguém com o mesmo nome.

Durante o jantar—

todos brindavam e conversavam.

A mulher chamada “Jingjing” quase não tocava na comida.

Apenas encarava Sofia.

Um olhar fixo.

Incômodo.

Amélia sentiu um arrepio.

Sofia ainda era pequena.

Depois de um tempo, começou a se mexer inquieta.

— Mamãe, estou entediada… quero brincar.

Amélia ia responder—

mas “Jingjing” se aproximou com a cadeira de rodas.

— Eu também não estou comendo. — disse, acenando para Sofia — A tia te leva para o jardim, lá tem uma piscina grande… e peixes.

Amélia, instintivamente, quis recusar.

Daniel tocou sua mão:

— É dentro de casa, não tem problema.

Miguel também sorriu:

— Pode ir, é da família.

Amélia reprimiu o desconforto.

Soltou a mão de Sofia:

— Vai, escuta a tia.

Observando as duas se afastando—

o pressentimento em seu peito só aumentava.

No jardim dos fundos.

A noite era profunda.

A única luz vinha do fundo da piscina.

Um azul frio.

Hipnótico.

— Tia, onde estão os peixes?

Sofia se inclinou à beira da piscina, curiosa.

Bianca ficou atrás dela.

A voz baixa:

— Os peixes estão lá no fundo.

— Olha… ali está sua mãe.

Sofia virou a cabeça, confusa:

— Onde está a mamãe?

— Aqui.

Bianca estendeu a mão—

e empurrou com força.

— Pluft!

A água espirrou alto.

Sofia nem teve tempo de gritar—

caiu direto na água.

O frio invadiu seu corpo.

A água entrou pelo nariz e pela boca.

As mãos pequenas se debatiam:

— Soc…

Bianca se agachou.

Pressionou a cabecinha dela com força—

afundando-a na água.

— Bebe… bebe mais!

— Sua mãe desgraçada roubou o que era meu… você paga por ela!

Bolhas subiam à superfície.

A força da criança diminuía—

cada vez mais fraca.

Nos olhos de Bianca—

só havia prazer.

No restaurante.

A pálpebra direita de Amélia começou a tremer sem parar.

A colher em sua mão caiu na tigela com um som seco.

Seu coração disparou.

— O que foi? — perguntou Daniel.

— Demorou demais. — Amélia se levantou de repente — Vou ver a Sofia.

Ao chegar ao corredor que levava ao jardim—

ela deu de frente com Bianca voltando.

Sozinha.

Enxugando calmamente a água das mãos.

— Srta. Jingjing? — Amélia a parou — E a Sofia?

Os olhos de Bianca vacilaram.

— Está brincando… voltei só para pegar água.

Amélia encarou aqueles olhos—

e, de repente—

todo seu corpo se arrepiou!

— Sai da frente!

Uma sensação horrível tomou conta dela.

Empurrou Bianca—

e correu como uma louca para o jardim.

Abriu a porta de vidro.

O vento era frio.

A superfície da piscina—

completamente calma.

Sem risadas.

Sem vozes.

Um silêncio mortal.

Amélia correu até a borda.

Com a luz azul iluminando—

ela viu.

No fundo da piscina—

um pequeno corpo.

Como uma boneca quebrada.

Imóvel.

Os cabelos espalhados—

como algas escuras.

— NÃO—!

As pernas de Amélia cederam.

Ela caiu com força no chão.

A dor no peito—

como se estivesse sendo rasgada viva.

Aquilo era sua vida.

Era o único motivo que a fez continuar—

em todas aquelas noites em que quis morrer.

E agora—

tudo estava destruído.

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