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《O Amor Mais Cruel​》Capítulo 2

No dia seguinte, levei o bolo de osmanthus encomendado e fui ao sanatório de saúde mental anexo ao comando militar.

A segurança aqui era rigorosa. Se não fosse pela autorização de Leonardo Vargas, eu nem conseguiria passar por aqueles portões.

Ao ver minha mãe deitada na cama do hospital, forcei-me a lhe dirigir um sorriso rígido.

"Mamãe, vim visitar a senhora."

As costas de minha mãe, deitada na cama, ficaram subitamente rígidas. Ela não me deu atenção.

Engoli o amargor que fervia em meu peito e abri a caixa do bolo.

"Mamãe, hoje vim comemorar seu aniversário com a senhora. O bolo é de osmanthus, o seu sabor preferido de antes. Fiquei cinco horas fazendo. Levanta e dá uma mordidinha, por favor?"

"Só uma mordidinha, pode ser?"

"Mamãe, é a última vez."

Mas antes que eu terminasse de falar, a parte de trás da minha cabeça foi atingida por um golpe forte.

No segundo seguinte, meu rosto inteiro foi pressionado com violência no creme grudento do bolo.

"Some."

Minha mãe me empurrou para fora como uma louca, as unhas arranhando minhas bochechas e pescoço.

"Morra! Vá fazer companhia ao seu irmão!"

Creme cobriu meu nariz e boca, o doce sabor obstruía minha traqueia, e até respirar se tornou extremamente difícil.

Abri a boca, tentando dizer algo mais.

"Mamãe."

Meu corpo cambaleou, e eu fui empurrada com força por ela, batendo contra o batente da porta. Uma dor surda veio das minhas costas.

Minha mãe gritou histérica.

"Leonardo Vargas e Clara Tavares têm um caso, e você não podia simplesmente fingir que não sabia?"

"Com que temperamento eu fui, para dar à luz uma coisa tão ingrata como você?"

"Sofia, morra! Morra logo!"

As lágrimas finalmente rolaram incontroláveis, misturando-se ao creme em meu rosto, salgadas e doces.

Minhas mãos tremiam incontrolavelmente.

Antes, ela era quem mais me amava.

Ela dizia que, não importa o que eu quisesse fazer, a família Ventura seria sempre meu apoio, e o condomínio militar sempre teria um quarto para mim.

Mas agora ela me odiava.

Odiava a ponto de enlouquecer, a ponto de cada palavra ser um incentivo para que eu morresse.

Todos esses anos, eu realmente estive errada sobre tudo?

Baixei a cabeça, pousei o olhar no chão frio, e somente depois de um bom tempo consegui falar com a voz rouca.

"Está bem."

"Vou ouvi-la. Vou morrer."

Talvez a aura de morte em meus olhos fosse tão pesada que ela ficou quieta por um instante.

No segundo seguinte, com um estrondo, ela me trancou do lado de fora do quarto do hospital.

Fiquei parada do lado de fora por um longo tempo, até recuperar as forças em meu corpo, e então me arrastei, passo a passo, até o banheiro do sanatório.

A água gelada batia em meu rosto, lavando o creme grudento e também as lágrimas em meu rosto.

Fiquei olhando para meu rosto pálido e abatido no espelho, em silêncio por um longo tempo.

Talvez, naquela época, minha escolha de me casar com Leonardo Vargas por aliança familiar tivesse sido, desde o início, um erro completo e absoluto.

E agora, esse erro também deveria chegar ao fim.

Que termine hoje à noite.

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