localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Traição da Prima Invejosa Capítulo 16

《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 16

PUBLICIDADE

No instante em que a onda colossal estilhaçou o vidro—

o mundo virou de cabeça para baixo.

A água salgada invadiu suas narinas.

A sensação de sufocamento a perseguiu como uma sombra.

De repente—

um aperto forte envolveu sua cintura.

Leonardo agarrou Amélia com força, usando a flutuação da água para puxá-la à superfície à força.

— Não tenha medo! Segura em mim!

Sua voz estava rouca.

Ele a colocou nas costas—

e saiu correndo em direção à escada.

A água subia rapidamente.

Leonardo correu com os dentes cerrados—

até finalmente alcançar o terceiro andar.

No fim do corredor—

havia uma porta de segurança.

Era o único caminho para o terraço.

— Abre a porta!

Leonardo bateu com força.

Do outro lado, uma voz apavorada respondeu:

— Para de bater! Está trancada! Está cheio de gente aqui dentro, não tem colete salva-vidas para todos! Vão para outro lugar!

O rosto de Leonardo ficou sombrio:

— Abre a porta!

— Não vamos abrir! Se abrir, a água entra! Quer matar todo mundo?!

A natureza humana—

diante da catástrofe—

era repugnante em sua forma mais crua.

Atrás deles, passos desordenados.

Os colegas de Amélia e alguns acionistas do grupo também subiram correndo.

A água já chegava às panturrilhas.

Leonardo passou a mão no rosto e virou-se para o assistente:

— Já chamou o helicóptero?!

O assistente levantou o telefone via satélite:

— Já! Vai chegar no terraço em dez minutos!

Terraço.

Eles precisavam passar por aquela porta.

Leonardo olhou para a porta de ferro fechada—

e seu olhar se endureceu.

Ele colocou Amélia atrás de si.

Levantou o punho—

e golpeou o vidro ao lado da fechadura.

— Bang!

O vidro não se moveu.

— Bang!

O sangue começou a escorrer pelos nós dos dedos.

Uma vez.

E outra.

Amélia olhava para aquela mão ensanguentada—

e seus olhos ardiam.

— Crash—

O vidro finalmente se estilhaçou.

Leonardo enfiou a mão por dentro, girou a tranca—

e chutou a porta com força.

Alguns homens que estavam bloqueando a entrada avançaram:

— Já falamos que não pode entrar! Não tem lugar!

Leonardo não disse nada.

Levantou o punho—

e acertou o rosto de um deles com força.

— Sai da frente!

O homem cambaleou para trás.

Leonardo puxou Amélia—

e a empurrou para dentro.

— Vai! Sobe!

Amélia conseguiu se equilibrar.

Virou-se e estendeu a mão:

— Leonardo! Me dá a mão!

Ele estava prestes a alcançar—

quando—

— BOOM—

Outra onda violenta invadiu o corredor, arrastando móveis e destroços.

Engoliu Leonardo em um instante.

— LEONARDO!

Amélia, sem pensar—

quis se jogar na água.

— Dra. Amélia! Vamos! A água está subindo!

O Dr. Yang a puxou com força—

arrastando-a escada acima.

— Me solta! Ele ainda está lá embaixo!

— Sobe primeiro! O helicóptero chegou!

Amélia foi levada à força até o terraço.

O vento rugia.

O som das hélices era ensurdecedor.

PUBLICIDADE

Ela se soltou—

e correu até a grade.

Olhou para baixo.

Só havia escuridão.

Nada.

Nesse momento—

os homens que estavam bloqueando a porta subiram.

Ao verem o helicóptero—

seus olhos brilharam de ganância.

Um deles—

empurrou Amélia de volta com violência.

— Ah!

Sem reação—

ela caiu novamente na água acumulada da escada.

— Clack.

A porta de ferro do terraço foi fechada—

e trancada.

Do lado de fora, o Dr. Yang batia desesperado:

— O que vocês estão fazendo?! A doutora ainda está lá dentro!

A voz cruel respondeu:

— Não tem lugar para todos no helicóptero! Sem eles dois, dá certinho para nós!

— Aquilo também é uma vida!

— Cala a boca! Se quer morrer, vai lá com ela!

As discussões foram engolidas pelo som das hélices.

Amélia estava mergulhada na água gelada.

Olhando para a porta trancada—

o desespero se enroscava como uma trepadeira.

O helicóptero estava prestes a partir.

A água continuava subindo.

Logo—

aquele espaço seria totalmente submerso.

Amélia forçou-se a se acalmar.

Alavanca…

ela lembrava—

tinha um pequeno pé de cabra no bolso.

Suas mãos tremiam enquanto procurava.

Nada.

Vazio.

Devia ter caído na água durante a confusão.

Ela respirou fundo.

Abaixou-se—

e começou a tatear na água suja.

Nada.

Ainda nada.

Quando já estava prestes a desistir—

de repente—

uma mão surgiu da escuridão da água.

Agarrou seu pulso com força.

Amélia levantou a cabeça, assustada—

e viu um homem emergir da água.

Ele passou a mão pelo rosto—

e colocou o pequeno pé de cabra na mão dela.

Era Leonardo.

— Boba… está procurando isso?

As lágrimas de Amélia transbordaram.

Misturaram-se com a água.

Leonardo não disse mais nada.

Puxou-a até a porta de ferro—

e chutou com força.

— Bang!

A fechadura já enferrujada não resistiu.

A porta se abriu.

O ar fresco invadiu.

Leonardo arrastou Amélia para fora.

Os dois subiram até o terraço—

e praticamente desabaram sob a chuva.

Ele virou a cabeça.

Olhou para o rosto molhado e desolado dela—

e sorriu levemente.

— Mel… não chora.

— Enquanto eu não morrer…

— vou te proteger para sempre.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia