localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Traição da Prima Invejosa Capítulo 11

《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 11

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Amélia abriu os olhos lentamente, a dor surda na cabeça fez com que franzisse a testa.

Ao lado da cama, Leonardo se aproximou e segurou sua mão.

— Mel, você acordou? — sua voz estava rouca — Como você caiu da escada? Eu vi os médicos te levando para a emergência… quase morri de susto.

Amélia tentou puxar a mão de volta, mas não tinha forças.

Ela olhou para ele, com um leve sorriso de deboche nos lábios:

— Se eu disser que foi a Bianca que me empurrou… você acredita?

Leonardo ficou atônito.

O frio no olhar de Amélia se intensificou:

— O quê? Vai dizer de novo que foi um acidente? Ou que eu tenho paranoia?

No passado, não importava o que Bianca fizesse, mesmo quando as provas eram claras, ele sempre dizia “ela não fez de propósito” e ficava do lado dela.

Desta vez, porém, Leonardo não hesitou.

Ele apertou a mão dela:

— Eu acredito. Se foi você quem disse, eu acredito.

Amélia ficou surpresa por um instante, mas logo virou o rosto.

Confiança tardia…

vale menos que nada.

Ela já não precisava mais disso.

Nesse momento, a enfermeira entrou para fazer a checagem, e Amélia imediatamente pediu que recuperassem as imagens das câmeras da escada.

Quando o vídeo foi exibido, ficou claro como o dia: Bianca empurrando Amélia escada abaixo.

O rosto de Leonardo escureceu instantaneamente.

Amélia pegou o celular e ligou diretamente para a polícia.

Depois de desligar, ela olhou friamente para Leonardo:

— Você já pode ir embora. E se pretende tirá-la de lá, pense bem antes.

— O Gabe já acionou a melhor equipe de advogados. Desta vez, eu não vou deixá-la escapar.

Leonardo olhou para o olhar desconfiado dela, e um amargor subiu até a garganta:

— Mel… no seu coração, eu sempre vou protegê-la? Eu sou tão indigno da sua confiança assim?

Amélia soltou uma risada fria:

— O você de antes não era exatamente assim? Sem distinguir certo de errado, me mandou para a prisão e me fez pegar prisão perpétua.

— Leonardo Tavares, confiança é como um espelho. Depois que quebra… não tem como colar.

Leonardo abriu a boca, mas não conseguiu dizer nada.

Nesse momento, a porta do quarto foi aberta.

— Mel!

Gabriel entrou rapidamente, seguido por uma pequena figura.

— Mamãe!

Luna correu até a cama, com lágrimas nos olhos:

— Mamãe, dói muito? A Luna sopra pra melhorar.

Aquele “mamãe”, claro e doce—

atingiu Leonardo como um raio.

Ele virou a cabeça lentamente e olhou fixamente para a menina.

Nos traços dela…

parecia haver um pouco de Amélia.

— Você… você tem um filho? — Leonardo olhou para Amélia, incrédulo — Amélia! Você disse que tinha medo de homens, que nem deixava eu te tocar!

— Você disse que tinha trauma… eu aguentei cinco anos! Cinco anos inteiros!

— Como você pôde… ter um filho com outro homem?!

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Ainda por cima com Gabriel… aquele bastardo?!

O ciúme e a raiva quase o consumiram.

Ele encarava Luna como se quisesse esmagá-la.

Amélia abraçou a menina, ergueu os olhos friamente:

— É. Eu não tinha trauma nenhum.

— Eu só não tinha interesse em você.

— Com outra pessoa, eu estou muito bem.

Aquelas palavras—

foram como uma lâmina certeira.

Leonardo, com os olhos vermelhos, cambaleou.

No segundo seguinte, tentou avançar em direção a ela.

— Eu não acredito! Amélia, você está mentindo!

O olhar de Gabriel esfriou.

Ele fez um gesto com a mão.

Os seguranças atrás dele avançaram imediatamente, segurando Leonardo pelos braços.

Leonardo foi arrastado para fora, ainda lutando, sua voz ecoando pelo corredor.

O quarto finalmente ficou em silêncio.

Amélia se recostou no travesseiro, exausta.

Gabriel pegou uma toalha úmida e limpou suas mãos com delicadeza:

— Mel, não dê ouvidos a ele. Tudo já passou.

Amélia assentiu.

Mas seu olhar estava distante.

De repente, lembrou-se de algo:

— Minha mãe… Helena… como ela está?

Gabriel hesitou por um instante:

— Foi reanimada. Está no quarto ao lado.

Amélia levantou o cobertor e saiu da cama:

— Eu vou vê-la.

Ela abriu a porta do quarto ao lado.

No ambiente escuro, havia uma atmosfera pesada, quase sem vida.

Helena estava deitada na cama, com vários tubos ligados ao corpo, a respiração tão fraca que parecia prestes a desaparecer.

Ao ver Amélia entrar, lágrimas surgiram em seus olhos turvos:

— Mel… Mel…

Amélia ficou parada ao pé da cama, com uma expressão complicada.

Ela odiava aquela mulher.

Mas, ao vê-la naquele estado…

seu coração estava vazio.

A voz de Helena saiu abafada pela máscara de oxigênio, rouca e quebrada:

— Mel… eu sei… eu não mereço o seu perdão…

— Naquela época… eu sabia que seu pai era um monstro…

— Eu sabia o que ele queria fazer com você…

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