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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 21 — O azar de uma maluca finalmente saiu do controle

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Luna foi de frente contra mais de dez membros-besta.

A espada ficou ainda mais rápida.

Ela chegou até a saltar, pisando no ombro de um deles para ganhar impulso e se lançar na direção de Shi Hang.

Shi Hang ergueu o machado para cortar—

mas Luna dobrou o corpo no ar.

A espada passou por baixo da axila dele,

e o punho da arma bateu com força em suas costas.

— UGH!

Shi Hang caiu de bruços.

No mesmo instante, Luna pisou entre suas omoplatas e o prendeu no chão.

— Você não queria “cobrar a dívida do seu povo”? Então por que não levanta agora?

O rosto de Shi Hang ficou vermelho até a raiz do cabelo.

Mas ele não ousou se mexer.

A lâmina estava encostada em seu pescoço.

Se tentasse qualquer coisa, a garganta seria aberta.

— Eu… eu perdi…

A voz saiu baixa, sufocada.

Luna tirou o pé das costas dele e ergueu os olhos para os competidores restantes.

— Mais alguém quer continuar?

Ela girou a espada na mão.

— Se não, podem descer. Eu ainda preciso guardar energia pra derrotar os A-rank.

Os outros se entreolharam.

Ninguém avançou.

Todos tinham visto o que ela acabara de fazer.

E agora até Shi Hang tinha admitido derrota.

Continuar só significava apanhar de graça.

Luna arqueou a sobrancelha.

— Então acabou?

Virou-se para o grande sacerdote.

— Se ninguém mais vai lutar, isso quer dizer que eu ganhei esta etapa, certo? Posso ir pra próxima rodada contra os A-rank?

O grande sacerdote bateu o cetro na plataforma.

— Luna Valente, vitória confirmada! Descanse por uma hora e prepare-se para desafiar os A-rank!

A praça inteira explodiu em gritos.

A família Valente finalmente respirou.

Helena correu para cima da plataforma e abraçou Luna com tanta força que as lágrimas caíram direto sobre a roupa dela.

— Minha filha… você quase matou sua mãe de susto!

Rafael também subiu.

Ao pegar a espada de volta das mãos dela, percebeu que a lâmina estava toda lascada.

Era uma espada que ele usava havia cinco anos.

Nunca a tinha desgastado daquele jeito.

Luna se apoiou nos braços de Helena, ofegando, mas ainda sorria.

— Mãe, eu tô bem.

Então ergueu a cabeça, orgulhosa:

— Olha só. Eu ganhei um monte de pontos de fofura. Já já chego em duzentos mil!

Ela então acenou na direção de Leonardo e dos outros, ainda cantarolando bem desafinada:

— O mar dá uma risada… as duas margens viram maré…

Leonardo se aproximou, tirou um cantil de dentro da roupa e o levou até a boca dela.

— Bebe água.

A voz dele estava baixa.

— E para de cantar. Sua voz já tá rouca.

Luna pegou o cantil, bebeu um gole e, de repente, perguntou:

— Leonardo… eu fui boa?

Leonardo assentiu sem hesitar.

Os olhos dourados estavam cheios de uma ternura silenciosa.

— Foi. Melhor do que eu.

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Sebastian se inclinou para frente, rindo, e passou a mão pelos cabelos dela.

— Sua maluquinha… que música era essa? Tava totalmente fora do tom, mas até que animava.

As caudas balançaram atrás dele.

— Vai cantar de novo quando lutar contra os A-rank?

— Vou!

Luna assentiu com força.

Os olhos brilhavam.

— Por pontos de fofura, eu canto. Se precisar, eu até danço.

A família Valente trocou olhares estranhos.

Ninguém fazia ideia do que era “pontos de fofura”.

Mas, vendo como ela estava cansada, ninguém perguntou nada.

A multidão continuava comentando.

Só que agora ninguém mais a chamava de inútil ou de doida.

O tom tinha mudado.

— A fêmea da família Valente não é só forte. Ela ainda é divertida!

— Se ela tivesse assumido forma humana mais cedo, com certeza seria uma S-rank de elite!

Mais ao fundo, Camila mordia o lábio.

A inveja quase explodia para fora dos olhos.

Ela jamais imaginou que aquela coelha inútil viraria uma maluca tão assustadoramente brilhante.

Na plataforma alta, Xuan Hai olhou para Zhu Liang e Dong Qin com um sorriso orgulhoso.

— E então? O que acharam da minha neta? Ainda querem chamá-la de lixo?

Zhu Liang não respondeu.

Mas os olhos de lobo estavam ainda mais cautelosos.

Dong Qin sorriu e assentiu, embora o cálculo em seu olhar tivesse ficado ainda mais profundo.

Essa garota precisava ser puxada para o lado dele.

Luna não percebeu nada disso.

Ela estava encostada em Helena, limpando o suor do rosto e fazendo contas.

105800.

Faltavam mais de noventa mil até duzentos mil.

Se a rodada dos A-rank rendesse bastante, talvez desse para chegar perto.

E, se depois viesse a rodada S-rank…

quem sabe ela não abria logo o sistema de troca entre planos e começava a trocar por hot pot e chá com leite do mundo moderno?

Só de pensar nisso, deu mais uma risadinha.

E voltou a cantarolar sua música desafinada, completamente alheia ao fato de que, perto do mercado, um jovem sereio de cabelos prateados e olhos azuis a observava em silêncio.

Na mão dele havia uma escama azul.

Quando viu Luna usando o poder das vinhas, ele pensou imediatamente nos recifes de coral do Mar do Leste, que estavam murchando havia meses.

Se ela realmente ganhasse…

talvez ele pudesse usar aquela escama para negociar com ela.

Talvez o poder dela fosse capaz de salvá-los.

Debaixo do velho gafanhoto-branco ao lado da arena, a família Valente encontrou um pedaço plano de chão para descansar.

Rafael puxou a espada e cortou uma tora seca ao meio com um golpe.

— CRACK!

A madeira se abriu, e em pouco tempo ele já tinha feito uma pequena pilha de lenha.

Helena tirou da bolsa de couro vários espetos de carne de cervo que tinha preparado desde cedo. As tiras de carne estavam cobertas com ervas aromáticas.

Leonardo se agachou, tirou a brasa guardada e a colocou entre capins secos. Em pouco tempo, o fogo subiu, e a luz alaranjada iluminou seus cabelos dourados e a pele clara.

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Luna sentou numa pedra e começou a balançar as pernas.

Seu estômago roncou alto.

— Mãe, anda logo com isso. Tô morrendo de fome! Depois de bater em tanta gente, eu gastei energia demais.

— Já vai ficar pronto, já vai.

Helena colocou os espetos sobre o fogo. A gordura pingou nas chamas, e uma fumaça branca subiu junto com um cheiro irresistível.

— Bebe mais um pouco d’água primeiro. O cantil que o Leonardo trouxe ainda tá com você?

Dante logo tirou outro cantil do peito e o estendeu até ela. Os olhos dourados estavam macios.

— Luna, tá aqui. Eu abro pra você.

Luna pegou o cantil e deu um gole.

Mal ia falar—

quando uma voz rouca cortou o ar:

— A família Valente passou dos limites! O fogo é sagrado! Como ousam usá-lo para assar carne?!

Todos viraram a cabeça.

Um grupo de mais de dez membros-besta vinha em direção a eles.

Na frente estava

Walker

, um lobo-besta B-rank.

Ele usava peles cobertas de poeira e trazia um machado de pedra nas mãos. Seus olhos estavam fixos no fogo com uma indignação quase fanática.

— No mundo das feras, só os reis e os grandes sacerdotes podem usar fogo sagrado! E vocês estão assando carne com ele? Isso é blasfêmia contra o Deus do Fogo!

Ao redor, outros membros-besta começaram a se aproximar e a concordar:

— Isso mesmo! Passaram dos limites!

— Então porque a família Valente é forte pode fazer o que quiser?

Até alguns membros do povo da pedra que Luna tinha derrotado antes começaram a atiçar a confusão:

— Essa inútil acabou de usar bruxaria pra vencer a gente! Agora ainda blasfema contra o Deus do Fogo! Ela tem que pedir desculpas!

Luna franziu a testa, levantou-se e deixou escapar um sorriso frio.

— O fogo é sagrado?

Ela inclinou ligeiramente a cabeça.

— E quando vocês comem carne crua feito bicho, por acaso lembram que a carne também pode ser sagrada? Se o Deus do Fogo tiver que ficar bravo com alguém, vai ser com vocês, seus inúteis que só sabem fazer coro.

— O quê?!

Walker ficou vermelho de raiva.

Ergueu o machado de pedra e avançou.

— Hoje eu vou ensinar uma lição nessa pequena imprestável!

Rafael sacou a espada na mesma hora, metade da lâmina já fora da bainha.

— Walker. Você tá procurando briga com a família Valente?

Mas Luna empurrou o braço do irmão e deu dois passos à frente.

— Irmão, deixa. Eu mesma resolvo.

Assim que terminou de falar, Walker desceu o machado na direção dela.

Luna girou o corpo para o lado—

e devolveu com um tapa violento na cara dele.

Ela colocou força da

Arte do Rei Coelho

no golpe.

Walker cambaleou dois passos, a boca se abrindo, e sangue escorreu no canto dos lábios.

Ele levou a mão ao rosto, sem acreditar.

— Você… você ousou me bater?

Luna ergueu o queixo.

Os olhos amendoados estavam frios.

— E se bati, vai fazer o quê?

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