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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 19 — A pequena inútil tem um poder divino

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Camila sorriu ainda mais.

Por dentro, já fazia suas contas:

quando Luna perdesse, ela iria consolar Leonardo e mostrar de uma vez por todas que era muito melhor do que aquela coelha.

Mas então—

Luna sorriu.

Os olhos amendoados, levemente avermelhados, se curvaram num sorriso quase insano.

Ela soltou o bastão.

Na ponta dos dedos, uma luz verde-clara brotou de repente.

Poder de madeira.

Ela bateu a mão no chão da plataforma.

A luz entrou pelas frestas da madeira e, no segundo seguinte, várias vinhas verdes explodiram de baixo para cima, enrolando-se nas pernas do javali-besta como cobras vivas.

— O que é isso?!

O javali se assustou e tentou se desvencilhar, mas quanto mais lutava, mais apertadas ficavam as vinhas.

Luna aproveitou.

Pegou de volta o bastão que estava ao lado, e a luz verde voltou a cair sobre ele.

O bastão cresceu de repente.

De algo da grossura de um pulso, virou quase um tronco da espessura de um braço.

E ainda brotaram espinhos ao longo da madeira.

Luna ergueu o bastão engrossado e desceu com força nas costas do javali.

— PÁ!

O javali soltou um urro e caiu estatelado, ainda com as pernas presas pelas vinhas.

Os membros-besta ao redor congelaram.

Ninguém ousou avançar de novo.

Eles nunca tinham visto uma habilidade assim.

Fazer plantas crescerem enlouquecidas daquele jeito.

【Ding! Você derrotou o inimigo usando habilidade de madeira! Ganhou 300 pontos de poder elemental! Pontos de fofura +300!】

【Você recebeu 200 pontos de choque da plateia! Pontos de fofura +200!】

【Progresso da Arte do Rei Coelho +5%! Progresso atual: 40%!】

O aviso do sistema ecoou.

Luna segurou o bastão grosso e passou os olhos pelos outros competidores.

— E então? Quem mais quer vir?

O lobo-besta que a tinha provocado antes engoliu seco.

Mesmo assim, forçou coragem e correu para cima dela.

— Isso é feitiçaria! Você tá usando feitiçaria!

Luna soltou uma risada fria.

Mais vinhas saíram do chão, prendendo os tornozelos dele.

Ela girou o bastão e acertou em cheio o ombro do lobo.

— PÁ!

O lobo gemeu de dor e caiu de joelhos no chão, sem coragem de mexer mais.

Os outros dezessete competidores se entreolharam.

Nenhum avançou.

Todos estavam com medo.

Medo daquelas vinhas que prendiam.

Medo daquele bastão que crescia.

A praça inteira caiu em silêncio por alguns segundos.

Só depois disso começaram os cochichos:

— Isso não é feitiçaria… é poder vegetal?

— A pequena fêmea da família Valente tem uma habilidade divina! Ela não é inútil!

O urso-besta que tinha sido derrotado por ela no mercado estava no meio da multidão, segurando a barriga ainda dolorida.

Murmurou para si mesmo:

— Então não foi sorte…

A família Valente soltou o ar de uma vez.

Helena enxugou as lágrimas, emocionada:

— A Luninha tem poder! Ela não é um lixo!

Rafael relaxou as sobrancelhas e deixou escapar um sorriso.

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Ele sabia.

Sabia que a irmã não seria inferior a ninguém da família.

Os cinco noivos estavam ainda mais óbvios.

Os olhos dourados de Leonardo brilharam de surpresa e orgulho.

Dante pulou de animação, cerrando o punho:

— Luninha, boa!

Sebastian abanou as caudas e riu:

— Sua maluquinha… você escondeu isso bem demais.

Os olhos de lobo de Matheus se suavizaram por completo.

E até o frio nos olhos azuis de Adrian ficou menos cortante.

Na lateral da arena, até os quatro reis das feras mudaram de expressão.

Os olhos de lobo de Zhu Liang se estreitaram, cheios de cautela.

A família Valente tinha uma fêmea com poder elemental.

Isso significava problema para as tribos do leste no futuro.

Dong Qin passou a mão pelos cabelos vermelhos, o olhar de raposa carregado de cálculo.

Se aquela pequena pudesse ser levada para seu segundo príncipe…

então a tribo do norte ganharia uma arma poderosa o bastante para superar o sul.

Pela primeira vez, Sang Qi olhou para Luna com seriedade de verdade. A mão em sua barba parou.

A garota…

talvez não fosse lixo nenhum.

Xuan Hai ergueu um canto da boca e olhou para Zhu Liang e Dong Qin com provocação.

— E então? O que acharam da minha neta? Ainda é um “resto inútil”?

Luna olhou para os dezessete competidores restantes e deu outra mordida na cenoura.

— Vocês ainda vão lutar ou não? Se não forem, então a vitória é minha.

Um coelho-besta C-rank balançou a cabeça desesperadamente.

— Não vamos! Nós desistimos!

Os outros assentiram também e começaram a pular da plataforma um por um.

Ninguém queria ser preso por aquelas vinhas e tomar outra paulada daquele bastão monstruoso.

O grande sacerdote ergueu o cetro.

— Há mais algum desafiante? Se não houver, Luna Valente avança para a próxima fase.

Mal a ponta do cetro tocou a plataforma—

a praça inteira explodiu em vozes.

Uma voz rouca veio lá de trás da multidão:

— Eu não aceito isso!

Todos viraram.

Mais de uma dezena de homens-besta do povo da pedra empurrava a multidão e avançava em direção à plataforma.

O povo da pedra era conhecido em toda a Floresta do Sul por ser duro de lidar.

Usavam machados de pedra.

Três anos antes, ao tentar roubar uma mina da família Valente, três chefes deles tiveram as pernas quebradas por Augusto.

Desde então, carregavam rancor.

Na frente vinha

Shi Hang

, duas cabeças mais alto do que Luna.

As roupas de pele estavam cobertas de pó mineral.

Na mão, ele trazia um machado de pedra muito bem afiado.

A pressão de poder de um B-rank fez os membros-besta ao redor recuarem instintivamente.

— Sua pequena inútil da família Valente!

Shi Hang saltou para a plataforma e apontou o machado para Luna, cuspindo palavras como veneno.

— Da última vez, seu pai cortou três rotas de minério do meu povo. Hoje eu vou cobrar essa dívida em nome dos meus irmãos!

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Ele ergueu o queixo.

— Ganhar de um urso imprestável não prova nada. Tem coragem de enfrentar sozinho os trezentos irmãos do povo da pedra?

Assim que ele terminou—

mais gente começou a subir e cercar a arena.

Duzentos…

trezentos…

Lobos que já tinham sido humilhados por Rafael.

Raposas que morriam de inveja da posição da família Valente.

Machos de baixo nível que queriam aproveitar o caos para roubar uma fêmea.

Em poucos segundos, a plataforma ficou cercada até o limite.

Armas batiam umas nas outras, fazendo um barulho seco e metálico.

— Luta! Vai, se tiver coragem!

— Só vai ter valor se vencer a gente também!

— Uma inútil dessas se achando? Hoje você morre em cima dessa plataforma!

A praça inteira silenciou.

O coração da família Valente subiu à garganta.

Helena agarrou o braço de Augusto com tanta força que os dedos embranqueceram.

— Augusto, tira a Luninha daí agora! São trezentos! E ainda estão armados! Ela vai se machucar!

Rafael já tinha a mão no cabo da espada.

Os músculos sob a armadura prateada estavam tensos.

Bastava Luna fazer um sinal—

e ele subiria na hora para protegê-la.

Na plataforma alta, os quatro reis das feras também se endireitaram.

Sang Qi pousou o copo de vinho de osso e olhou com atenção renovada para Luna.

Se aquela garota aguentasse trezentos inimigos…

talvez fosse mesmo digna de Leonardo.

Os olhos de Zhu Liang viraram uma linha estreita.

Batendo os dedos no apoio do assento, ele pensava:

se o povo da pedra a matasse, a família Valente perderia um trunfo perigoso.

Mas, se ela vencesse…

então seria preciso vigiar ainda mais a família Valente no futuro.

Luna, por outro lado, não parecia nervosa nem um pouco.

Ainda terminou a última mordida da cenoura.

O suco alaranjado ficou no canto da boca, e ela o limpou com o dorso da mão.

Na mente, perguntou ao sistema:

— Ei, parasita. Quanto tá meu total agora? Se eu derrotar esses trezentos, dá pra chegar em cento e cinquenta mil?

【Hospedeira! Você enlouqueceu?! Agora você tá com 101150! Só a luta anterior te deu 500! Aqui tem oitenta B-rank e duzentos e vinte C-rank! Seu corpo não vai aguentar!】

Borboleta tremia tanto que as asas mal paravam.

【No apocalipse você era boa em matar zumbi, eu sei! Mas isso aqui é o mundo das feras! Eles têm armas e ainda podem assumir forma bestial!】

— E daí?

Luna cuspiu o restinho de cenoura no chão e bateu as mãos uma na outra.

— Eu tenho poder. E ainda tenho espada.

Ela ergueu o rosto e olhou para Rafael.

— Irmão, me empresta sua espada reserva.

Rafael ficou atordoado por um instante.

Depois soltou das costas uma espada de ferro.

A lâmina tinha um desenho suave de dragão ao longo do corpo; era uma arma de treino, com o peso perfeito.

Mas, ao entregá-la, ele hesitou:

— Luninha… você sabe usar espada?

Ele só sabia que ela treinava a

Arte do Rei Coelho

.

Nunca tinha visto a irmã pegar em arma nenhuma.

Luna estendeu a mão para a espada.

— E quem disse que eu não posso aprender agora?

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