《Promessa de Ódio, Sussurro de Amor》Capítulo 13

Naquele dia, depois de partir, Sophia primeiro ficou um dia em seu destino original, e no dia seguinte seguiu para outro lugar. Era o local que ela originalmente escolhera para ficar com a mãe.

Ao chegar, dormiu como uma pedra. Quando acordava, comia. Se não acordasse, não comia.

Fazia muito tempo que não mantinha uma rotina tão pouco saudável. Antes, sempre havia Vincent para controlá-la. Agora, ela podia fazer o que quisesse.

Depois de ter dormido o suficiente, Sophia foi até a praia com o colar que conseguira recuperar. Havia um resto de cinzas dentro do pingente. Ela jogou o colar inteiro no mar.

"Mãe, me perdoe. Até suas cinzas eu não consegui proteger. Fui incapaz. Você ficou presa por mais de uma década. Agora, eu a coloco no mar. Daqui para frente, seja livre."

Sua voz ainda estava muito rouca. Uma lágrima escorreu pelo canto de seu olho.

A brisa marinha era suave como uma mão acariciando seu rosto, enxugando aquela lágrima.

Sophia tocou a própria face, baixou a cabeça e sorriu, sua voz muito baixa: "Eu também serei livre."

Já havia se passado uma semana desde a última cirurgia, mas sua voz não apresentava a menor melhora. Falar não só doía, como também saía extremamente rouco e áspero.

A atitude de Sophia em relação à sua voz tornara-se negativa. Havia um pensamento de autossabotagem: 'Deixa para lá. Não vou tratar. Pelo menos para viver normalmente está bom.'

Assim, ela viveu de forma um tanto vazia naquele lugar por um tempo. Em uma noite, saiu para caminhar e, de repente, encontrou uma banda tocando na rua. Involuntariamente, parou e assistiu à apresentação inteira.

Ao final da música, a pessoa que cantava notou sua presença. Caminhou em sua direção, passo a passo, e entregou-lhe o microfone: "E aí, espectadora, topa cantar uma conosco?"

Sophia hesitou, acenando negativamente com a mão. A pessoa não desistiu, porque percebeu que ela gostava muito de cantar.

Sem saída, Sophia finalmente falou: "Minha voz está arruinada. Não consigo mais cantar."

Os membros da banda notaram que ela disse

não conseguir

mais cantar, e não que

não podia

. Sorriram, encorajando-a: "Mesmo com sua voz arruinada, aposto que você cantava muito bem. Não desista. Com certeza dá para tratar."

Observando as costas deles enquanto se afastavam, Sophia ficou paralisada por um momento. Tocou a própria garganta e voltou em silêncio para o hotel.

Depois de pensar a noite toda, decidiu tratar sua voz. Porque percebeu que ainda gostava muito de cantar, e não queria desistir desse sonho.

Sophia marcou uma consulta com o médico mais próximo. Após examiná-la por um bom tempo, o médico olhou para os raios-X com a testa profundamente franzida.

"Suas cordas vocais... não parecem danificadas externamente. Parecem ter sido danificadas após um corte."

Embora a frase fosse aterradora, era a verdade. Naquele dia, Sophia já sabia que Camila o fizera de propósito. Ela permaneceu em silêncio.

O médico não insistiu. Colocou os raios-X de lado com pesar. "O dano é muito extenso. Aqui não podemos fazer nada."

Antes que a decepção a dominasse, ele continuou: "Mas conheço um amigo, especialista nessa área. Talvez ele tenha uma solução. Só que ele está em outro país. Se não se importar com a viagem, pode procurá-lo."

Enquanto falava, tirou um cartão de visita de uma gaveta. O nome nele era Leonardo Costa.

Sophia pegou o cartão e agradeceu.

De volta ao hotel, pensou a noite toda. Decidiu ir. Ela não tinha mais nada a prender ali. Qualquer lugar poderia ser seu lar.

Na véspera de sua partida, ela viu a silhueta de Vincent do lado de fora do prédio. Seus olhos estavam vermelhos, e ele parecia irreconhecivelmente acabado.

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