localização atual: Novela Mágica Fantasia De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura Capítulo 16 — A nossa pequena inútil finalmente se transformou

《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 16 — A nossa pequena inútil finalmente se transformou

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Matheus estava mais atrás.

Sua figura alta, vestida de negro, parecia ainda mais imponente parada no meio dos outros. Os olhos de lobo brilhavam de um jeito quase assustador, fixos em Luna. Ele não disse nada, mas os punhos foram se fechando devagar.

Adrian se aproximou dela e estendeu um pano limpo.

— Limpa o rosto. Eu prendo seu cabelo.

Luna pegou o pano e passou no rosto, sentindo um calorzinho no peito.

Tanta gente ao redor.

Tanta gente se importando com ela.

No apocalipse, ela nunca teve nada parecido.

Ela olhou para Leonardo e os outros, e sorriu:

— Claro que sou eu. Quem mais aqui poderia ser tão bonita assim?

— Hospedeira, cadê a vergonha? Você esqueceu que ainda é só C-rank? — Borboleta soltou na mente dela. — Uma beleza inútil, isso sim.

— Você não entende nada, parasita. E daí se eu sou C-rank? Eu derrubo A-rank.

Luna rebateu mentalmente, antes de virar para Adrian.

— Obrigada, Adrian.

Adrian pegou o cordão vermelho que estava nas mãos dela e, com movimentos cuidadosos, prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo simples. O resto dos fios caiu solto pelas costas, e no mesmo instante ela pareceu muito mais arrumada.

Dante então se aproximou para ajeitar o vestido que ela tinha vestido ao contrário.

Enquanto amarrava as faixas, a ponta dos dedos dele roçou sem querer a cintura dela.

Luna se encolheu de leve.

No mesmo instante, o rosto de Dante ficou vermelho.

Augusto tossiu baixo e quebrou o clima:

— Chega de ficar parado no quarto. Vamos tomar café. Depois saímos.

Havia satisfação em sua voz.

— A arena da competição fica na praça ao lado do mercado de troca. A pé, leva meio dia. Temos que sair cedo.

O café da manhã foi simples.

Helena assou frutas.

Também serviu o restante da carne seca de cervo do dia anterior.

Rafael ainda colocou algumas batatas-doces no fogo para assar.

Luna sentou ao lado de Helena, segurando uma batata-doce assada. Assim que deu a primeira mordida, os olhos se estreitaram de prazer.

— Mãe, essa batata tá muito doce. Depois a gente devia plantar mais.

— Claro. Quando a gente voltar da competição, eu planto com você.

Helena lhe estendeu um pedaço de carne seca.

— Come mais um pouco. A caminhada é longa. Não vai me passar fome no caminho.

Depois do café, o grupo partiu.

Augusto e Helena iam na frente.

Os seis irmãos vinham atrás.

Leonardo, Dante, Sebastian, Matheus e Adrian cercavam Luna num círculo de proteção.

Era a primeira vez que Luna andava com duas pernas naquele mundo, então ainda estava meio desajeitada.

De vez em quando tropeçava um pouco.

Sempre que isso acontecia, Leonardo a segurava a tempo, os olhos dourados cheios de paciência.

— Vai devagar. Não precisa correr.

A estrada foi ficando mais movimentada.

Alguns membros-besta carregavam presas de caça.

Outros levavam peles nas costas.

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Outros ainda traziam ervas medicinais.

Todos iam para o mercado ou para assistir à competição.

Dois javalis carregavam um cervo-da-montanha e caminhavam ao lado, conversando sem parar:

— Ouvi dizer que, desta vez, representantes das quatro tribos vão participar. Os três primeiros colocados vão ganhar prêmios absurdos. Tem Flor de Sangue Rubro e até pele de fera para o inverno!

O outro javali riu:

— Não só isso. Se algum macho ficar entre os três primeiros, ainda pode escolher uma fêmea de quem goste para acasalar!

Ele abaixou a voz, mas a empolgação continuava ali.

— Também ouvi dizer que vai vir gente do Mar do Leste. Sereias. Dizem que as escamas delas curam ferimentos. Se eu pudesse ver uma fêmea sereia ao menos uma vez…

As orelhas de Luna se moveram.

Sereias?

Até então, ela só tinha visto sereias em romances do apocalipse.

Não imaginava que aquele mundo das feras tivesse mesmo algo assim.

Ela cutucou Sebastian ao lado.

— Sebastian, as sereias do Mar do Leste vêm mesmo?

Sebastian abanou a cauda e respondeu sorrindo:

— Devem vir, sim. Todo ano elas aparecem na competição pra entregar escamas. Têm comércio com as tribos do sul: trocam escamas por ervas.

Dante se aproximou pelo outro lado, o cabelo negro encostando no ombro de Luna.

— Você quer escamas de sereia? Se eu vencer, troco algumas pra você.

— Não precisa. Eu mesma posso ganhar.

Luna fez bico, mas por dentro já pensava em outra coisa.

Escamas de sereia curavam ferimentos.

Se conseguisse algumas e jogasse aquilo na água do espaço…

será que não dava pra multiplicar?

E render ainda mais pontos?

Nesse instante, uma voz doce e enjoativa surgiu ao lado:

— Leonardo!

Luna ergueu os olhos.

Camila vinha em direção ao grupo com vestido rosa, acompanhada das duas fêmeas do clã dos cervos.

Assim que viu Luna, os olhos dela se arregalaram, e a expressão ficou horrorosa.

— Você… quem é você? Por que tá andando tão perto do Leonardo?

Luna ergueu a sobrancelha e sorriu.

— Eu sou a Luna. A noiva do Leonardo. Quem você acha que eu sou?

O rosto de Camila ficou branco num segundo.

Ela encarou Luna como se não pudesse acreditar.

— V-você… assumiu forma humana? Como? Você não era uma inútil? Como isso é possível?

— E daí se eu era inútil?

A voz de Luna saiu fria.

Os olhos amendoados ficaram duros.

— Uma inútil também pode se transformar. Ainda assim, continuo melhor do que certas pessoas que só sabem fofocar pelas costas.

Ela deu um passo à frente.

— Da outra vez, na encosta norte, você não tava dizendo que eu tinha ficado possuída? Quer repetir agora?

Camila ficou furiosa.

Mas não ousou discutir.

Augusto e Rafael estavam ali.

Ela não teria coragem.

Então só lançou um olhar venenoso para Luna e saiu quase correndo.

Sebastian riu e deu um tapinha leve no ombro de Luna.

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— Boa, maluquinha. Tem gente que só aprende quando leva resposta.

Luna sorriu, mas não disse nada.

Por dentro, no entanto, já tinha decidido:

Se encontrasse Camila na competição…

ia “cuidar” muito bem dela.

Ela ainda precisava aprender quem era a verdadeira noiva de Leonardo.

Mesmo que ele fosse só um “funcionário útil” dela.

Ainda era dela.

A estrada foi ficando cada vez mais cheia.

As vozes ao redor também aumentavam.

Alguns diziam que Leonardo com certeza ficaria em primeiro lugar.

Outros comentavam que os machos-raposa do norte eram muito fortes.

Havia também quem falasse das sereias do Mar do Leste, dizendo que eram misteriosas e que quase ninguém tinha visto seus rostos de perto.

Luna seguia com o grupo, ouvindo tudo isso e ficando cada vez mais animada.

Aquela competição não serviria apenas para esbofetear a cara de quem zombou dela.

Também renderia pontos.

E, com sorte, ainda permitiria ver sereias.

Três vantagens de uma vez.

Depois de cerca de duas horas de caminhada, uma área movimentada surgiu à frente.

Tinham chegado ao mercado de trocas.

As barracas estavam por toda parte.

Algumas vendiam presas recém-caçadas.

Outras peles de fera.

Outras ervas medicinais.

Os membros-besta se apertavam de um lado para o outro, tornando o lugar barulhento e cheio de vida.

A praça ficava logo ao lado do mercado.

Ali já havia sido erguida uma enorme plataforma de madeira.

Ao redor dela, uma multidão de membros-besta se apertava, todos esperando o início da competição.

Augusto levou o grupo até um espaço mais ao lado e encontrou um lugar para se sentarem.

Helena segurou a mão de Luna e falou em voz baixa:

— Luna, não força nada. Se perceber que não consegue, desiste. O mais importante é sair inteira.

— Eu sei, mãe.

Luna assentiu.

Mas seus olhos estavam fixos na arena.

A vontade de lutar crescia cada vez mais dentro dela.

Ela não era mais aquela coelha inútil que só sabia pular de um lado para o outro.

Dessa vez, ela faria com que toda a Floresta do Sul entendesse uma coisa:

até “resto” sabe morder.

A praça ficou cada vez mais lotada.

Ao redor da plataforma de madeira, já quase não havia espaço.

Alguns membros-besta arrastavam pedras para sentar.

Outros se acomodavam no chão mesmo, mastigando frutas enquanto comentavam sobre os quatro reis das feras, que ainda não tinham chegado.

— Ouvi dizer que o rei das feras, Sang Qi, vai lutar pessoalmente desta vez! As garras de tigre dele conseguem esmagar rocha!

— Zhu Liang também vem! Da última vez, ele varreu o clã dos ursos negros do leste sem dar chance!

Sentada ao lado de Helena, Luna fingia ouvir.

Mas seus olhos escapavam toda hora para o mercado ali do lado.

Nas barracas havia presas frescas penduradas, peles peludas balançando ao vento e membros-besta agachados no chão vendendo ervas raras.

Frutas de todas as cores formavam montes brilhantes.

Só de olhar, ela já começava a coçar de curiosidade.

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