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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 15 — Finalmente não preciso mais sair pulando com perninhas curtas

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Luna escondeu a garrafinha junto ao peito e deixou as orelhas caírem.

— Eu me perdi procurando raiz doce. Matheus… eu tô com sono. Vou voltar pro ninho.

Assim que terminou de falar, saiu correndo na direção da casa de madeira.

Matheus ficou olhando suas costas se afastarem, a testa franzida.

Ultimamente, aquela pequena sempre saía à noite.

E, de vez em quando, ainda voltava com o cheiro de sangue de fera no corpo…

mas sem ferimento nenhum.

Estranho demais.

Mesmo assim, ele não perguntou nada.

Apenas a seguiu em silêncio até a casa e só foi embora depois de vê-la entrar no ninho de coelha.

Então voltou para sua patrulha.

Luna se enfiou no ninho e puxou a pele felpuda até cobrir tudo.

Destampou a garrafa.

Um perfume leve e fresco escapou dela.

Ela ergueu a cabeça e bebeu tudo de uma vez.

O líquido era doce.

Parecia água com mel.

Quase no mesmo instante, o calor começou.

Uma corrente quente percorreu seus membros, espalhando-se por todo o corpo.

A

Arte do Rei Coelho

começou a girar sozinha dentro dela.

A energia em seu abdômen crescia cada vez mais forte.

Então seu corpo começou a queimar.

O pelo branco foi se soltando aos poucos.

Os ossos estalaram.

— crack… crack…

Ela estava se transformando.

【Ding! Parabéns, hospedeira! Transformação bem-sucedida! Seu nível de força subiu para C-rank!】

【Sua habilidade de madeira subiu para o nível 3 (50/300)!】

【O progresso da Arte do Rei Coelho subiu para 35%!】

Quando o aviso do sistema terminou, Luna abriu os olhos.

Estava deitada sobre a pele felpuda.

Mas agora—

em forma humana.

Ela puxou água do espaço para uma bacia e se olhou.

Rosto pequeno.

Olhos amendoados levemente avermelhados.

Lábios rosados.

Cabelos pretos, macios.

Corpo esguio e alto.

Parecia com a antiga ela em uns sete pontos…

mas era ainda mais delicada.

Mais bonita.

Mais viva.

— Eu consegui me transformar!

Luna se sentou depressa, passou a mão pelo próprio rosto e depois olhou para as mãos.

Não havia mais patinhas rosadas.

Só dedos finos e humanos.

Ela começou a rir.

Rir alto.

Rolou sobre a pele e quase perdeu o ar de tanta felicidade.

— Hahahaha! Finalmente! Finalmente eu não sou mais uma coelha! Nunca mais vou ter que ficar pulando por aí com quatro patas!

【Hospedeira, fala baixo! O tio Augusto e a tia Helena ainda estão em casa!】

Borboleta quase surtava.

【Você acabou de se transformar! Sua força ainda não tá estável! Não deixa ninguém perceber!】

Luna cobriu a boca com as mãos, mas ainda assim não conseguia parar de sorrir.

Os olhos brilhavam como estrelas.

— Quinze dias…

Ela apertou os dedos, ainda sem acreditar.

— Eu levei só quinze dias pra me transformar.

O sorriso dela ficou ainda mais afiado.

— Aqueles idiotas que me chamaram de inútil… na competição de amanhã, eu vou mostrar quem é o verdadeiro lixo.

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Ela voltou a se deitar sobre a pele e ficou olhando para as próprias mãos.

Na cabeça, já fazia planos.

No dia seguinte, ia aparecer na competição em forma humana.

Ia dar um tapa na cara de todo mundo que riu dela.

E também ganhar ainda mais pontos de fofura, até juntar um bilhão e voltar ao mundo moderno pra comer hot pot e tomar chá com leite.

A luz da lua entrou pela pequena janela e caiu sobre o rosto dela.

O sorriso triunfante não desapareceu por um segundo.

Ninguém fazia ideia de que a coelha inútil e ridicularizada…

já tinha assumido forma humana em segredo.

E, muito em breve, viraria a Floresta do Sul de cabeça para baixo.

Quando o dia começou a clarear, Luna despertou com a luz do sol batendo no rosto.

Antes de qualquer coisa, olhou para a própria mão.

Dedos finos.

Não patinhas rosadas.

Só então percebeu de verdade:

a transformação da noite passada não tinha sido sonho.

Ela se sentou de uma vez.

A pele felpuda escorregou de seu corpo, revelando sua figura esguia.

No mesmo instante, agarrou a pele e se enrolou nela.

— Caralho! Eu esqueci que, em forma humana, não tenho mais pelo pra me cobrir!

Pelas memórias da antiga Luna, Helena já tinha preparado roupas para o dia em que ela finalmente assumisse forma humana.

Devia estar tudo no armário de madeira ao lado.

Ela correu descalça até lá, abriu a porta e encontrou algumas peças dobradas:

um vestido verde-claro de estilo antigo,

uma blusa curta branca,

e uma calça cinza.

Luna pegou o vestido.

Tentou vestir.

Errou o lado do decote.

Amarrou as faixas todas emboladas.

No fim, jogou a peça por cima do corpo de qualquer jeito, amarrou o que deu, colocou a blusa por cima, e acabou com uma manga maior que a outra.

Parecia uma criança que tinha roubado roupa de adulto.

O cabelo estava pior.

Os fios pretos, macios, iam até os ombros.

Ela tentou ajeitar com as mãos.

Só ficou mais bagunçado.

Achou então um cordão vermelho no armário e tentou prender o cabelo.

Depois de muito esforço, conseguiu amarrar só metade.

O resto ficou espalhado pelo pescoço.

Parecia uma maluca recém-saída do mato.

— Hospedeira, que roupa é essa? Você tá parecendo um fantasma que acabou de sair de uma caverna!

Borboleta já rolava de rir na mente dela.

— O vestido tá ao contrário! O decote tá embaixo!

— Cala a boca!

Luna lançou um olhar furioso para o ar.

Puxou o vestido.

Apertou uma faixa.

Soltou outra sem querer.

No fim desistiu.

— Contanto que cubra o que tem que cobrir, tá ótimo. Com essa minha cara bonita, eu fico linda usando qualquer coisa.

Foi então que a voz de Helena veio do lado de fora:

— Luninha, levanta pra tomar café. Hoje é o dia da competição, a gente precisa sair cedo…

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A porta abriu.

Helena entrou.

E parou.

No quarto havia uma jovem lindíssima, desconhecida, com o vestido verde-claro vestido ao contrário, o cabelo completamente bagunçado e a pele felpuda ainda nas mãos.

Helena gritou.

— Quem é você?! O que tá fazendo no ninho da minha filha?! Cadê a Luninha?!

Luna mal teve tempo de abrir a boca.

Helena já tinha se virado e saído correndo para fora.

— Augusto! Augusto! Tem uma fêmea estranha aqui dentro! A Luninha sumiu!

— O quê?

A voz de Augusto soou do lado de fora, dura e autoritária.

No instante seguinte, ele entrou com a mão sobre o cabo da espada. Os olhos dourados percorreram Luna inteira, frios e severos.

— Quem é você? Onde escondeu a minha filha?

Luna revirou os olhos.

Deu dois passos à frente, os olhos vermelhos levemente erguidos, e afinou a voz de propósito:

— Ai, pai… mãe… sou eu. Eu sou a Luninha. Eu me transformei.

— Luninha?

Helena voltou num salto e começou a rodeá-la em círculos.

Tocou o rosto dela.

Depois o cabelo.

Então as lágrimas despencaram de repente.

— É ela mesmo! Os olhos são iguais aos meus… e o cabelo é igual ao do seu pai! Você finalmente conseguiu!

A mão de Augusto se afastou devagar do punho da espada.

A frieza nos olhos dourados desapareceu, substituída por algo muito mais suave.

Ele chegou um pouco mais perto e a examinou com atenção.

— Quando você conseguiu se transformar? Por que não nos contou?

— Ontem à noite.

Luna respondeu sem piscar.

— Eu achei melhor contar de manhã, pra não assustar vocês.

Por dentro, já ria.

Não tinha a menor condição de contar que passou metade do mês matando fera escondida de madrugada.

Nesse momento, os seis irmãos e os cinco noivos invadiram o quarto quase ao mesmo tempo.

Rafael foi o primeiro a parar.

As sobrancelhas se ergueram.

— Luninha? Você ficou mais bonita do que qualquer outra fêmea da nossa família.

Enzo quase pulou em cima dela, esticando a mão para tocar seu cabelo.

— Uau! Luninha, você finalmente deixou de ser coelhinha! Nunca mais vai precisar sair pulando com quatro patas!

Leonardo conseguiu abrir caminho no meio de todos.

O cabelo dourado e a pele clara brilhavam sob a luz da manhã. Os olhos dourados estavam presos nela, cheios de choque.

Depois, aos poucos, foram amolecendo.

Ele deu dois passos à frente.

— Você… é mesmo a Luninha?

Dante veio em seguida, rápido demais, segurando o braço dela sem nem se controlar. Os cabelos negros caíram quase sobre o rosto dela, e seus olhos dourados estavam acesos de animação.

— Luninha! Você conseguiu! Eu sabia que você não era inútil!

Sebastian balançou as nove caudas, com o manto roxo roçando o chão. Aproximou-se sorrindo.

— Sua maluquinha, você ficou linda depois da transformação. Só essa roupa…

Ele olhou Luna de cima a baixo e riu.

— Tá um desastre. Parece que você roubou de alguém.

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