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《De Inútil a Rainha: Minha Jornada no Mundo das Feras com um Sistema de Fofura》Capítulo 14 — Caralho! Esse couro de javali é grosso demais!

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Matheus ficou encarando Luna por dois segundos.

Os olhos de lobo suavizaram um pouco.

Então ele a colocou no chão.

— De noite tem fera solta. Eu vou com você.

Luna xingou mentalmente.

Que grude do inferno.

Mas, por fora, amoleceu a voz:

— Não precisa… eu só vou pegar uma raiz e já volto.

Enquanto falava, foi recuando devagar.

E, aproveitando um instante de distração dele, enfiou-se de repente no mato.

— Achei! Matheus, pode voltar! Eu já vou!

Matheus ainda pensou em seguir.

Mas ela já tinha contornado uma árvore e desaparecido.

Ele ficou parado no mesmo lugar, as orelhas de lobo se movendo de leve.

Não correu atrás.

Sabia que aquela pestinha agora tinha muitas ideias na cabeça.

Só não imaginava que ela teria coragem de ir sozinha até o fundo da floresta.

Luna se jogou para dentro do arbusto e levou a pata ao peito.

— Porra, quase morri de susto. Sistema, anda logo e me acha uma fera B-rank. Quanto mais perto, melhor!

【Hospedeira, a leste, a uns três quilômetros, tem um javali de nível B cavando batatas selvagens!】

A voz de Borboleta ainda tremia.

【Toma cuidado! Esse javali consegue quebrar pedra com uma patada!】

Os olhos de Luna se acenderam.

Na mesma hora, disparou na direção leste, as quatro patinhas correndo tanto que o vento colava o pelo no corpo.

Logo, um cheiro forte de terra úmida chegou até ela.

O javali era maior do que a própria Luna.

O pelo negro brilhava, as presas se projetavam para fora da boca, e ele fuçava sem parar as ramas de batata-doce selvagem no chão.

— É você mesmo.

Escondida atrás de uma árvore, Luna puxou a habilidade de madeira.

Na ponta das patas surgiu uma luz verde-clara, que ela empurrou em direção a uma Vinha de Flor Roxa próxima.

— Cresce! Enrola nele!

A vinha explodiu em crescimento.

Disparou como uma cobra e se enrolou nas pernas do javali.

Assustado, ele ergueu a cabeça de uma vez e bufou na direção da árvore atrás da qual Luna estava escondida. Tentou arrebentar a vinha, mas quanto mais se mexia, mais preso ficava.

Luna aproveitou a chance.

Correu até ele e, seguindo a fórmula da

Arte do Rei Coelho

, bateu com toda a força nos olhos do bicho.

As patas eram rosadas, macias, sem garras.

Mesmo assim, o golpe fez o javali urrar de dor e sacudir a cabeça feito louco.

— Caralho! Esse couro de porco é grosso demais!

Luna saltou para trás e fez a vinha crescer de novo, agora em direção ao pescoço do animal.

— Aperta! Não deixa ele respirar!

O javali ainda lutou por algum tempo.

Mas foi perdendo força.

Até cair no chão, pesado, sem se mover mais.

【Ding! Você abateu com sucesso um javali B-rank! Ganhou 600 pontos de abate! Pontos de fofura +600!】

【Experiência da habilidade de madeira +10. Nível atual: 1 (10/100)!】

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【Progresso da Arte do Rei Coelho +1%! Progresso atual: 11%!】

O aviso do sistema ecoou.

Luna ficou agachada ao lado do javali, ofegante, massageando a pata dolorida.

— Só seiscentos? Esse porco deu trabalho demais pra render tão pouco!

【Hospedeira, fica feliz! Essa foi a primeira vez que você matou uma fera B-rank!】

Borboleta flutuou para fora e deu uma volta ao redor do javali.

【Anda, põe isso no espaço antes que alguém veja! Se algum membro-besta passar por aqui, você tá ferrada!】

Luna assentiu.

Usou a Vinha de Flor Roxa para amarrar o javali e começou a arrastá-lo para dentro do espaço.

Só depois de terminar soltou o ar e se encostou na parede de pedra da caverna, mordendo uma cenoura do sistema.

— Da próxima vez, me arranja alguma coisa mais fácil de matar. Esse javali quase acabou com as minhas patas.

Foi assim que os quinze dias seguintes passaram.

Todas as noites, Luna escapava escondida para “trabalhar”.

No primeiro dia, matou um javali B-rank.

No segundo, um lobo B-rank.

No terceiro, já estava se achando mais corajosa e foi atrás de um urso negro A-rank.

Resultado?

Levou uma patada que a jogou longe e quase quebrou sua perna.

No fim, só conseguiu matar o urso porque jogou cenouras do espaço para distraí-lo e depois usou a Vinha de Flor Roxa para estrangular seu pescoço.

【Ding! Você abateu com sucesso um urso negro A-rank! Ganhou 2500 pontos de abate! Pontos de fofura +2500!】

【Experiência da habilidade de madeira +50. Nível atual: 2 (30/200)!】

【Progresso da Arte do Rei Coelho +5%! Progresso atual: 16%!】

Luna ficou esparramada no chão, com a língua de fora, ofegando.

O pelo branco estava coberto de sangue e lama.

— Porra… A-rank é outra história mesmo. Quase entreguei minha vida de coelha nessa! Sistema, da próxima vez me arranja A-rank velho, doente ou aleijado!

【Hospedeira, você ainda quer caçar A-rank?!】

Borboleta parecia à beira do choro.

【Os membros-besta do norte já perceberam que várias feras sumiram da floresta! Eles até começaram a patrulhar a área!】

— E daí? É só eu tomar mais cuidado.

Luna se levantou, bateu a lama do corpo e ergueu o queixo.

— Quando eu juntar cem mil pontos, vou assumir forma humana. Aí quero ver quem ainda vai ter coragem de me chamar de inútil.

Durante o dia, porém, Luna fazia o papel da coelhinha mais obediente do mundo.

Quando Helena assava frutas, ela esfregava o rosto na mão da mãe e dizia que “as frutas da mamãe eram as mais gostosas”, ganhando

pontos de mimo

.

Quando Rafael a ensinava a treinar a

Arte do Rei Coelho

, ela errava de propósito alguns movimentos para que ele corrigisse um por um, ganhando

pontos de instrução

.

Quando Leonardo trazia carne seca fresca, ela a segurava na boca e o seguia de pertinho, ganhando

pontos de companhia

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.

Quando Dante fazia coroas de capim para ela, Luna as colocava na cabeça e balançava as orelhas, ganhando

pontos de adoração

.

Quando Sebastian a provocava, ela fingia raiva e batia na cauda dele, ganhando

pontos de interação

.

Quando Matheus ficava quieto guardando ao lado dela, Luna se enfiava perto de seus pés, ganhando

pontos de proteção

.

Quando Adrian encontrava pedrinhas bonitas e trazia para ela, Luna as escondia junto ao peito, ganhando

pontos de ternura

.

Augusto observava aquela rotina e, cada vez mais, acreditava que a filha tinha amadurecido.

No fundo, sentia-se até orgulhoso.

— A Luninha anda muito mais comportada ultimamente. Pelo visto, o susto daquela vez serviu pra alguma coisa.

Helena concordava, oferecendo a ela mais um pedaço de carne de cervo assada:

— Pois é. Antes ainda escolhia comida. Agora tá comendo tudo direitinho. Só que anda dormindo pesado demais à noite. Eu chamo e ela nem acorda.

Luna mastigava a carne e ria por dentro.

Dormir pesado?

Claro.

Ela estava exausta de tanto matar fera durante a madrugada.

Naquela noite, depois de matar um leopardo A-rank, Luna se recostou na parede de pedra da caverna para recuperar o fôlego.

Foi então que o aviso do sistema soou de novo:

【Ding! Você abateu com sucesso um leopardo A-rank! Ganhou 2200 pontos de abate! Pontos de fofura +2200!】

【Experiência da habilidade de madeira +45. Nível atual: 3 (15/300)!】

【Progresso da Arte do Rei Coelho +4%! Progresso atual: 30%!】

【Ding! Pontos de fofura atuais: 100250! Você já pode trocar pelo “Líquido Avançado de Evolução”!】

Luna pulou de pé num salto.

Os olhos vermelhos ficaram redondos.

— Quanto?! Cem mil?!

【Sim, hospedeira! Cem mil e duzentos e cinquenta! Já dá pra trocar pelo líquido de evolução!】

Borboleta pulava tanto de emoção que parecia um monte de estrelinhas tremendo.

【Você finalmente vai poder assumir forma humana! Chega de ficar pulando com quatro patas!】

Luna ficou encarando o painel do sistema por alguns segundos.

Então começou a rir.

Rir alto.

Tanto que as quatro patinhas mal conseguiam se manter firmes.

Ela agachou no chão e bateu na pedra ao lado, quase sem acreditar.

— Hahahaha! Cem mil! Finalmente!

O riso ficou ainda mais descontrolado.

— Seus desgraçados que riram de mim… esperem só até eu assumir forma humana! Vou quebrar todo mundo!

O eco da gargalhada bateu na caverna.

Borboleta quase tapou a própria boca inexistente.

— Hospedeira, fala baixo! Vai que o Rafael escuta durante a patrulha!

Luna assentiu, mas ainda não conseguia parar de rir. As patas arranhavam o chão de tanta euforia.

— Isso aqui não é cultivo demoníaco, não. Isso é uma maluca determinada a crescer! Em quinze dias eu derrubei mais de dez feras. Os pontos subiram mais rápido que flecha!

Ela mergulhou a consciência no espaço do sistema.

Na pedra diante da cabana, o número

100250

brilhava como ouro.

Sem perder tempo, clicou na opção

“Trocar por Líquido Avançado de Evolução”

.

Uma pequena garrafa apareceu ao lado da pedra.

O líquido dentro dela era dourado-claro e soltava um aroma suave de ervas.

— Então é isso que vai me deixar assumir forma humana?

Luna pegou a garrafinha na boca, saiu do espaço e disparou de volta para o Vale Valente.

Ela queria se transformar dentro do próprio ninho de coelha.

Lá era seguro.

Mas, quando já estava perto da entrada do vale—

deu de cara de novo com Matheus.

Ele continuava encostado na velha árvore de sempre.

Assim que viu Luna, os olhos de lobo brilharam um pouco.

— Onde você foi?

A voz saiu baixa.

— Por que voltou tão tarde?

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