《Promessa de Ódio, Sussurro de Amor》Capítulo 8

Véspera do casamento.

Depois de ver os fogos de artifício com Camila na montanha, Vincent decidiu passar a noite por lá.

No início da manhã seguinte, planejava levar Camila direto para casa e depois voltar ao hospital. Mas, mal o carro entrou na cidade, a pessoa ao seu lado falou: "Doutor, hoje é meu dia de folga. Vamos ao aquário?"

De repente, Vincent lembrou-se de Sophia, no hospital. A recusa estava na ponta da língua quando Camila deu um toque nele: "Doutor, o aquário é logo ali. Vamos, por favor?"

Sempre que ela usava aquele tom de voz suplicante, ele nunca sabia como recusar.

Quando saíram, já era entardecer. Ele levou Camila para casa e já se virou para voltar ao hospital quando uma mão suave o segurou: "Doutor, está muito tarde. Fique aqui hoje à noite."

Seu pulso parecia queimar. Ele hesitou, lutando consigo mesmo. Pensou: 'Amanhã é o casamento. É só uma noite.' No final, aceitou.

Ao vê-lo concordar em ficar, Camila sentiu um surto de alegria.

Em seguida, ela pegou uma garrafa de vinho do armário: "Doutor, vamos tomar um pouco?"

Camila sabia que o casamento de Vincent com Sophia seria no dia seguinte. Durante todo esse tempo, por mais que ela insinuasse, direta ou indiretamente, Vincent parecia não entender, sem dar nenhum sinal de cancelar a cerimônia.

Mesmo depois de terem dormido juntos, ele não mencionou responsabilidade. Ela não via outra saída a não ser embebedá-lo, para que ele perdesse o casamento.

Mas Vincent estava determinado. Amanhã, ele iria ao casamento. Qualquer fator de risco, ele eliminaria. "Não vou beber. Amanhã tenho compromisso. É melhor irmos dormir cedo."

Dito isso, ele pegou o celular e seguiu para o quarto de hóspedes, deixando Camila para trás, observando suas costas com os dentes cerrados.

Vincent mandou uma mensagem para Sophia. Mas até a hora de dormir, não houve resposta.

No início da manhã seguinte, ele foi ao hospital. Checando o celular, ainda sem resposta. No passado, ela também costumava esquecer de responder. Vincent não deu muita importância, desligando a tela.

No hospital, foi direto para o quarto dela. Ao abrir a porta, estava vazio. Ele pegou o celular e ligou. A chamada caiu na caixa postal. Gradualmente, uma ponta de inquietação começou a crescer dentro dele.

Vincent reprimiu a ansiedade, foi até o balcão de enfermagem e descobriu que Sophia havia recebido alta no dia anterior.

Aquela sensação de apreensão ficou mais forte, mas ele se convenceu: 'Ela deve ter ido antes para o local do casamento.'

No carro, Vincent verificava o relógio de vez em quando. Já estava atrasado. Ele apressou o motorista: "Tio Wang, pode ir mais rápido, por favor? Se chegarmos atrasado, a Sophia vai ficar brava."

Ela era assim. Mimada pela família Alves desde pequena, não suportava a menor frustração. Pensando nisso, um sorriso que ele mesmo não percebeu surgiu em seus lábios.

Com o motorista dirigindo no limite máximo de velocidade, chegaram rapidamente ao hotel escolhido para o casamento.

Vincent entrou a passos largos. Empurrou as pesadas portas. Lá dentro, tudo estava sombrio, sem nenhum sinal de uma celebração. Se não fosse o lugar que ele mesmo havia escolhido, pensaria que estava no endereço errado.

Um garçom passou por perto. Ele o agarrou: "Com licença, não haveria um casamento aqui hoje?"

"Casamento? Não ouvi falar de nenhum casamento", o garçom respondeu, confuso.

A mão de Vincent soltou o braço do homem. Sua expressão ficou vazia. Ele sentiu algo desmoronando de uma forma que não conseguia suportar.

Desorientado, com as mãos trêmulas, pegou o celular e ligou para o pai. Seu tom de voz era uma tentativa forçada de leveza: "Pai, mudaram o local do casamento? Por que não me avisaram? A Sophia já chegou?"

"Sophia? Ela não partiu ontem?" A voz do Sr. Henrique soou perplexa.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia