《Promessa de Ódio, Sussurro de Amor》Capítulo 6

Sophia chegou em casa muito tarde. No caminho, começou a chover forte. Quando entrou, estava encharcada.

Ao abrir a porta, Vincent já estava em casa. Ela nem sequer olhou para ele, indo direto para as escadas.

Mal chegou ao pé da escada, foi envolvida por trás por uma toalha.

A voz de Vincent, carregada de preocupação, chegou até ela: "Por que não me chamou para buscá-la? Está toda molhada."

Você teria ido? Um brilho de ironia passou pelos olhos de Sophia. Ela afastou sua mão e subiu.

Foi tomar um banho. Ao sair, viu Vincent segurando um copo de chá de gengibre, soprando para esfriar.

Na verdade, Vincent era um homem muito responsável. Caso contrário, não teria cuidado tanto dela por mais de dez anos, a ponto de ela confundir responsabilidade com amor.

Percebendo que ela havia saído, ele a puxou para sentar na cama e começou a alimentá-la com a colher: "Está quente? Beba logo. O casamento está chegando, não pode pegar um resfriado agora."

Sophia baixou os olhos e bebeu em silêncio. Observando suas costas enquanto ele saía, seu coração estava repleto de um silêncio mortal.

Vincent... Você vai conseguir o que quer. Não haverá casamento...

No dia seguinte, Sophia saiu para resolver seu visto no departamento de imigração. Mal havia saído do prédio, encontrou Vincent e um grupo de seus estagiários.

Vincent olhou para o lugar de onde ela vinha, franzindo levemente a testa: "O que você veio fazer aqui?"

Ela respondeu com calma: "Alguém da banda vai viajar para o exterior. Vim ajudar com a papelada."

Ele não perguntou mais. Porque, por mais que pensasse, nunca imaginaria que a pessoa viajando seria a própria Sophia.

Um dos estagiários atrás dele falou: "Vamos jantar hoje, Dona Sophia. Vem conosco."

"Vamos. Depois voltamos para casa juntos", Vincent também convidou.

Eles acabaram em um restaurante de fondue. O primeiro impulso de Sophia foi olhar para Vincent. Antes, sempre que ela pedia para comer fondue, ele recusava, dizendo que o cheiro era muito forte.

"Estranho, como o doutor veio para um lugar assim?" comentou um estagiário, cruzando os braços. "É porque a Camila gosta. Não só fondue, mas qualquer barraquinha de rua, se a Camila gosta, o doutor vai com ela."

Sophia baixou os olhos, puxando os lábios num sorriso de autodepreciação. Não disse nada.

Lá dentro, colocaram Vincent e Camila para sentarem juntos imediatamente. Só então, como se a tivessem notado, disseram com surpresa: "Ah, desculpe, esqueci que a Dona Sophia também estava aqui. Sempre que saímos, o doutor senta com a Camila. A senhora não vai ficar chateada, né?"

Uma dor pontilhada surgiu em seu peito. Ela balançou a cabeça calmamente e sentou do outro lado.

De frente, ela podia ver claramente Vincent colocando o avental em Camila, lembrando-se de todas as suas preferências para preparar o molho, cozinhando a comida para ela enquanto ele mesmo mal comia.

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Sophia apertou os pauzinhos, olhando fixamente para sua tigela.

Vincent finalmente notou seu silêncio. Pincelou um pouco de comida aleatoriamente para sua tigela: "Come mais."

Olhando para o konjac em sua tigela, ela sorriu com amargura e colocou-o de lado.

Sophia era alérgica a konjac desde criança. Quase morreu por causa disso uma vez. Ele havia esquecido.

Durante toda a refeição, ela manteve a cabeça baixa, sem olhar uma única vez para as pessoas à sua frente.

Até que Camila falou de repente: "Senhorita Sophia, seu colar é tão bonito. Posso dar uma olhada?"

Sophia agarrou o colar em seu peito. Iria recusar, mas a pessoa sentada ao seu lado já puxou a corrente de seu pescoço, arrancando o colar com força.

"A Dona Sophia não é tão mesquinha. Olha, Camila."

Ela estendeu a mão para impedir a pessoa, olhando para Vincent e dizendo em voz alta: "Não!"

Vincent ficou incomodado com o tom alto dela, franzindo a testa: "É só um colar. Deixar a Camila ver qual é o problema? O que eu disse antes?"

Como ele ousava mencionar "antes"? Sophia olhou enquanto ele estendia a mão para pegar o colar e dar a Camila. Ela tentou arrancá-lo.

Vendo isso, Camila também estendeu a mão, como se estivesse recusando: "Se a senhorita Sophia não quer, então deixa para lá, doutor."

Com essas palavras, o colar escorregou das mãos e caiu no caldeirão fervente, respingando o caldo em suas mãos.

Sophia, desesperada, tentou pegá-lo, mas tocou o fundo escaldante do caldeirão. Seus nervos sensíveis à dor fizeram com que seus dedos doessem como se tivessem sido cortados.

Antes, em situações assim, Vincent sempre a atendia primeiro. Sua cabeça doía, tonta. Instintivamente, procurou por ele, mas viu-o segurando a mão de Camila, com algumas marcas vermelhas, soprando com cuidado.

Vendo Camila quase chorar de dor, ele a levou direto para o hospital, sem dar a Sophia, que quase desmaiou de dor, um único olhar.

Quando ela se recuperou, o restaurante estava quase fechando.

Ela pediu ao dono que pegasse o colar para ela. Abrindo o colar gorduroso, as cinzas dentro haviam se dissolvido no caldo.

Sophia, desmoronando, caiu no chão segurando o colar. Um choro de pura agonia ecoou pelo restaurante vazio, até que sua voz ficou rouca.

Nesta vida, ela nunca mais perdoaria Vincent.

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