Não resisti.
Respondi diretamente na caixa de verificação:
【Interrogação de quê? Quem é você?】
A resposta veio quase instantaneamente:
【A escola não te avisou?】
【Amanhã vamos para a cidade vizinha para uma palestra. Você vem comigo.】
Só então me lembrei…
recentemente, a escola realmente tinha organizado uma atividade de estudo para professores jovens em outra cidade.
E, como eu tinha enviado o formulário tarde — por causa do assunto das flores com Ricardo —
fui automaticamente colocada no último grupo.
Quanto a quem fazia parte desse grupo…
eu nem tinha prestado atenção.
Aceitei rapidamente a solicitação e me apresentei:
【Olá, professor. Sou Camila Souza, atualmente dou aula de português para o segundo ano do ensino médio.】
A resposta veio curta e direta:
【Lucas Montenegro.】
Eu estava prestes a mandar um print para minha melhor amiga para reclamar da frieza dele…
quando Lucas mandou outra mensagem:
【Amanhã, encontro na porta da escola.】
【Somos só nós dois neste grupo. Meu carro é um Mercedes G-Class, placa final 8888.】
Ao ler aquilo…
imediatamente me lembrei do carro que me ajudou no dia anterior.
Uma ideia surgiu na minha cabeça.
Será que…
não pode ser tão coincidência assim, né?
Na manhã seguinte.
Cheguei pontualmente na porta da escola.
Mas alguns professores já estavam lá antes de mim.
Eles sorriram e começaram a conversar comigo:
— “Professora Camila, hoje você deu sorte, hein! Ouvi dizer que o professor Lucas é novo na escola, veio de uma escola de elite, e ainda por cima é lindo!”
— “Sim! Ele acabou de chegar e já organizou essa atividade com a escola. Jovem e promissor!”
— “Agora que você não precisa mais pensar naquele ex-marido médico… pode considerar o professor Lucas. Um homem de qualidade!”
— “…”
Enquanto ouvia aquelas conversas…
aos poucos fui formando uma ideia sobre Lucas Montenegro.
Mais ou menos da minha idade.
Bonito.
Solteiro.
Com boas condições.
E, por algum motivo…
a imagem do homem que me ajudou na estrada voltou à minha mente.
Nesse momento, os professores foram entrando em seus respectivos carros.
Em poucos minutos…
fiquei sozinha na porta da escola, com minha mala.
Olhei para o relógio.
A hora combinada estava chegando.
Se esse tal de Lucas atrasasse…
eu definitivamente não teria uma boa impressão dele.
Mas, no momento em que pensei isso…
um G-Class parou suavemente à minha frente.
Era exatamente o mesmo carro de ontem!
Antes que eu pudesse reagir…
o motorista já tinha descido.
Nossos olhares se encontraram.
E, naquele instante…
vi um leve sorriso nos olhos dele.
— “Professora Camila, certo?”
— “Parece que você vai ter que me pagar aquele jantar.”
Assenti… e depois balancei a cabeça.
Lucas arqueou a sobrancelha, com um tom divertido:
— “O quê? Não quer?”
Olhei enquanto ele pegava minha mala com facilidade e colocava no porta-malas.
Depois abriu a porta do passageiro para mim com naturalidade.
Como um verdadeiro cavalheiro.
Eu ainda não tinha me movido.
Ele inclinou a cabeça e disse, em tom brincalhão:
— “Professora Camila, você não vai sentar atrás, né?”
— “São só 100 quilômetros até a cidade vizinha, mas você ainda precisa me ajudar com o GPS… e conversar comigo para eu não dormir dirigindo.”
Foi então que finalmente voltei à realidade.
Mas a dúvida dentro de mim escapou antes que eu percebesse:
— “Professor Lucas… você já sabia que eu era aquela pessoa cujo carro quebrou ontem… quando me adicionou?”
Ele não negou:
— “Claro.”
— “Você postou no status agradecendo ao ‘herói desconhecido’. Eu até dei like.”
Fiquei surpresa.
Abri o celular rapidamente…
e, de fato, havia uma curtida recente de:
Professor Lucas Montenegro
.
Ele voltou a falar, com um tom meio enigmático:
— “Professora Camila… parece que realmente temos destino.”
Não resisti.
Respondi diretamente na caixa de verificação:
【Interrogação de quê? Quem é você?】
A resposta veio quase instantaneamente:
【A escola não te avisou?】
【Amanhã vamos para a cidade vizinha para uma palestra. Você vem comigo.】
Só então me lembrei…
recentemente, a escola realmente tinha organizado uma atividade de estudo para professores jovens em outra cidade.
E, como eu tinha enviado o formulário tarde — por causa do assunto das flores com Ricardo —
fui automaticamente colocada no último grupo.
Quanto a quem fazia parte desse grupo…
eu nem tinha prestado atenção.
Aceitei rapidamente a solicitação e me apresentei:
【Olá, professor. Sou Camila Souza, atualmente dou aula de português para o segundo ano do ensino médio.】
A resposta veio curta e direta:
【Lucas Montenegro.】
Eu estava prestes a mandar um print para minha melhor amiga para reclamar da frieza dele…
quando Lucas mandou outra mensagem:
【Amanhã, encontro na porta da escola.】
【Somos só nós dois neste grupo. Meu carro é um Mercedes G-Class, placa final 8888.】
Ao ler aquilo…
imediatamente me lembrei do carro que me ajudou no dia anterior.
Uma ideia surgiu na minha cabeça.
Será que…
não pode ser tão coincidência assim, né?
Na manhã seguinte.
Cheguei pontualmente na porta da escola.
Mas alguns professores já estavam lá antes de mim.
Eles sorriram e começaram a conversar comigo:
— “Professora Camila, hoje você deu sorte, hein! Ouvi dizer que o professor Lucas é novo na escola, veio de uma escola de elite, e ainda por cima é lindo!”
— “Sim! Ele acabou de chegar e já organizou essa atividade com a escola. Jovem e promissor!”
— “Agora que você não precisa mais pensar naquele ex-marido médico… pode considerar o professor Lucas. Um homem de qualidade!”
— “…”
Enquanto ouvia aquelas conversas…
aos poucos fui formando uma ideia sobre Lucas Montenegro.
Mais ou menos da minha idade.
Bonito.
Solteiro.
Com boas condições.
E, por algum motivo…
a imagem do homem que me ajudou na estrada voltou à minha mente.
Nesse momento, os professores foram entrando em seus respectivos carros.
Em poucos minutos…
fiquei sozinha na porta da escola, com minha mala.
Olhei para o relógio.
A hora combinada estava chegando.
Se esse tal de Lucas atrasasse…
eu definitivamente não teria uma boa impressão dele.
Mas, no momento em que pensei isso…
um G-Class parou suavemente à minha frente.
Era exatamente o mesmo carro de ontem!
Antes que eu pudesse reagir…
o motorista já tinha descido.
Nossos olhares se encontraram.
E, naquele instante…
vi um leve sorriso nos olhos dele.
— “Professora Camila, certo?”
— “Parece que você vai ter que me pagar aquele jantar.”
Assenti… e depois balancei a cabeça.
Lucas arqueou a sobrancelha, com um tom divertido:
— “O quê? Não quer?”
Olhei enquanto ele pegava minha mala com facilidade e colocava no porta-malas.
Depois abriu a porta do passageiro para mim com naturalidade.
Como um verdadeiro cavalheiro.
Eu ainda não tinha me movido.
Ele inclinou a cabeça e disse, em tom brincalhão:
— “Professora Camila, você não vai sentar atrás, né?”
— “São só 100 quilômetros até a cidade vizinha, mas você ainda precisa me ajudar com o GPS… e conversar comigo para eu não dormir dirigindo.”
Foi então que finalmente voltei à realidade.
Mas a dúvida dentro de mim escapou antes que eu percebesse:
— “Professor Lucas… você já sabia que eu era aquela pessoa cujo carro quebrou ontem… quando me adicionou?”
Ele não negou:
— “Claro.”
— “Você postou no status agradecendo ao ‘herói desconhecido’. Eu até dei like.”
Fiquei surpresa.
Abri o celular rapidamente…
e, de fato, havia uma curtida recente de:
Professor Lucas Montenegro
.
Ele voltou a falar, com um tom meio enigmático:
— “Professora Camila… parece que realmente temos destino.”
Quanto àquela frase de Lucas — “temos destino”…
eu não disse nada.
Afinal, entre as pessoas…
o tal “destino” é a coisa mais imprevisível que existe.
Ignorei as mensagens de Ricardo…
e sentei diretamente no banco do passageiro do carro de Lucas.
Depois que já estávamos bem longe da escola, comecei a responder as mensagens no celular.
Primeiro, avisei meus colegas que já tinha me encontrado com o professor Lucas com sucesso.
Depois, respondi minha melhor amiga —
inclusive, tirei uma foto escondida do perfil dele e mandei para ela.
Como esperado…
ela surtou completamente.
Só então abri a conversa com Ricardo.
【Cami, eu já cortei totalmente o contato com a Helena. Meus pais voltaram para casa.】
【Eles disseram que, se você tiver tempo, pode voltar para jantar com eles.】
【Fica tranquila, eu não vou aparecer no mesmo dia. Não vou te deixar desconfortável.】
Para ser sincera…
fiquei um pouco curiosa sobre o que ele queria dizer com “cortar totalmente”.
Apagar contato?
Fazer promessas?
Ou apenas fingir que acabou…
mas, no fundo, ainda manter uma ligação invisível?
Curiosidade à parte…
não perguntei.
Respondi apenas:
【Ok.】
Dessa vez, a conversa dele ficou com “digitando…” por um bom tempo.
Mas, até chegarmos ao hotel na cidade vizinha…
ele não enviou mais nada.
O hotel era cinco estrelas.
A escola praticamente reservou um andar inteiro com a melhor vista.
Quartos duplos… ou individuais.
Tive sorte — fiquei com um quarto só para mim.
E Lucas…
era meu vizinho de porta.
Combinamos de jantar juntos mais tarde — eu pagaria, como prometido.
Depois de entrar no quarto, organizei as roupas e os itens que trouxe.
Afinal, essa viagem duraria duas semanas.
Demorei um pouco para terminar tudo.
Assim que terminei…
recebi uma ligação da minha ex-sogra.
Como sempre, ela foi direta ao ponto:
— “Cami, o Ricardo já te contou, né? Se tiver tempo, vem em casa. Eu e seu sogro vamos fazer suas comidas favoritas.”
— “Se não vier agora, depois vai ter que pegar avião só pra comer comida caseira.”
Ao ouvir isso…
não pude deixar de me sentir tocada.
Meus próprios pais, depois de se aposentarem, foram morar em uma cidade litorânea tranquila.
Vivem relaxados todos os dias.
Desde que saibam que eu estou viva e bem…
quase nunca me ligam ou mandam mensagem.
Como minha mãe costuma dizer:
— “Já te criamos até aqui. Agora é a nossa vez de aproveitar a vida de casal.”
Nesse momento, Dona Teresa continuou:
— “Na verdade, eu não deveria me meter na vida de vocês dois…”
— “Mas, Cami… não tem mesmo nenhuma chance de vocês voltarem?”
— “O Ricardo também foi enganado pela Helena.”
— “Só agora descobrimos que aquela história do ex-marido não era bem assim. Claro, violência nunca é justificável… mas ele também estava sendo pressionado. A Helena abriu um projeto médico e estava cheia de dívidas — foi o ex-marido quem estava pagando tudo.”
Segurei o celular, sentindo uma mistura de emoções.
Mas eu sabia…
mesmo que houvesse problemas entre Helena e o ex-marido…
o cuidado e a escolha de Ricardo por ela…
foram reais.
Ele escolheu Helena…
repetidas vezes.
E isso…
eu nunca poderia perdoar.
Respondi com sinceridade:
— “Dona Teresa… eu e o Ricardo realmente não temos mais como voltar.”
— “Eu ainda não consigo ultrapassar essa barreira dentro de mim.”
— “Talvez daqui a cinco ou dez anos eu consiga… mas, até lá, nós dois já teremos seguido caminhos diferentes.”
Dona Teresa rapidamente tentou defender o filho:
— “Não, não vai acontecer! Eu conheço o Ricardo. Ele é teimoso — quando decide algo, não desiste.”
— “Agora que ele percebeu que te ama… se você não o perdoar, ele não vai conseguir seguir em frente nunca.”
— “Cami… eu não estou te pressionando. Só… você o amou tanto antes…”
— “Agora, dá uma chance para ele te amar… pode ser?”
Eu estava prestes a responder…
quando alguém bateu na porta com urgência.