localização atual: Novela Mágica Horror Jogo Mortal na Mansão Selvagem Capítulo 6

《Jogo Mortal na Mansão Selvagem》Capítulo 6

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— Onde vocês estão escondidos?

Um sorriso leve surgiu nos meus lábios.

Então—

passos.

Uma sombra passou correndo diante de mim.

Bianca.

Ela virou o rosto, me olhando com puro pânico.

Com as mãos tremendo, enfiou uma chave na fechadura da porta principal—

e abriu o primeiro cadeado.

Quase ri.

A expressão dela parecia gritar:

“Por que eu fui colocar quatro cadeados mesmo?”

Segurei a faca.

E comecei a andar em direção a ela.

Passo a passo.

— Li… me desculpa… eu perdi a cabeça… por favor, me deixa ir…

O rosto dela estava coberto de lágrimas e muco.

Por um instante—

eu hesitei.

Na verdade… eu não tinha motivo real para matá-la.

O ódio era da dona original deste corpo.

Não meu.

Eu não compartilhava daquele passado.

Mas então—

uma mão pálida surgiu debaixo do sofá.

E agarrou meu tornozelo com força.

Ah.

Então você estava aí.

Soltei um grito e caí no chão.

No mesmo instante, a expressão de Bianca mudou.

O medo desapareceu—

substituído por satisfação.

— Lívia, no fim… você vai morrer nas nossas mãos!

O suposto cadáver sem cabeça começou a rastejar para fora debaixo do sofá.

Observei melhor.

O disfarce nem era tão perfeito assim.

Ele ergueu um martelo.

Tentando esmagar minha cabeça.

Mas—

mesmo que esse corpo fosse fraco…

minha memória não era.

Reflexo.

Instinto.

Desviei.

Rolei para o lado.

Arranquei o martelo da mão dele—

e o golpeei com toda a força.

Uma vez.

Fim de jogo.

Agora…

só restava a nossa querida protagonista.

Bianca.

O rosto dela voltou a se encher de desespero.

— Li… me desculpa… por favor… me perdoa…

Sorri.

— Não dá, Bia.

Inclinei a cabeça levemente.

— Você já perdeu a sua chance.

Sete horas.

O horário do “ritual”.

Eu estava ali—

coberta de sangue—

olhando friamente para o corpo dela no chão.

Depois, caminhei até a pia da cozinha.

Lavei as mãos.

Limpei o sangue do corpo com papel.

E então—

me sentei.

Desde o momento em que peguei o celular…

eu não tinha visto apenas fotos.

Havia também um diário.

A dona original deste corpo…

estava doente.

Uma doença terminal.

Por fora, parecia saudável.

Mas ninguém sobrevivia mais de três anos.

Ela não queria morrer.

Então começou a buscar qualquer coisa—

qualquer método—

qualquer ritual.

Qualquer milagre.

Naquele dia—

ela viu o homem matar o próprio pai.

Mas não disse nada.

Não chamou a polícia.

Apenas assistiu.

Viu ele levar o corpo…

e assumir a identidade dele.

Passou a viver ao lado do assassino.

Quanto à melhor amiga—

Bianca—

ela já havia sido escolhida.

Um recipiente.

Um corpo substituto.

E hoje—

às sete horas—

era o momento que ela esperava há muito tempo.

Mas—

não existe ritual nenhum.

Nenhuma troca de alma.

Nada disso é real.

Sentei no sofá.

Observando.

Os móveis ao redor começaram a se fragmentar.

Quadrados.

Pequenos blocos.

Como pixels.

O mundo—

estava colapsando.

Porque eu quebrei a história.

De repente—

vozes.

Como se viessem de longe.

Como se alguém estivesse conversando…

fora daqui.

Epílogo

1

— Ufa… depois de tantos finais, finalmente consegui salvar a protagonista.

— Ah, para… só conseguiu porque comprou aquele bônus pago. Aumentou a percepção dela e tudo mais. Mas e aquele bilhete? Por que ela avisaria a si mesma que era falsa?

— Sei lá… deve ser algum easter egg. Esses jogos gostam de parecer profundos.

— Esse jogo é difícil pra caralho. Se a protagonista não fosse tão gostosa, eu já tinha desistido faz tempo.

Dois universitários conversavam diante de uma tela de computador.

Na tela—

“FINAL CONCLUÍDO”.

Uma garota estava sentada no sofá, mexendo no celular.

— Esse jogo é bom mesmo… a história da protagonista é bem diferente. Essa coisa de entrar num livro… nunca tinha visto assim.

— Só é difícil demais. Se eu não tivesse pago aqueles 99, toda vez era final ruim.

Eles continuavam conversando, empolgados.

Sem perceber—

a tela havia mudado.

A garota na tela levantou os olhos.

Negros.

Profundos.

E olhou diretamente para eles.

Como se pudesse vê-los.

— Acho que ainda tem outros finais… vou jogar de novo.

Um deles clicou.

Recomeçar.

2

Abri os olhos.

Eu estava na cama.

E então percebi—eu tinha entrado em um livro.

De novo.

E, como antes—eu estava prestes a morrer.

Sentei, pronta para procurar pistas.

Mas então—notei algo.

Ao lado da cama—um bilhete.

“Lívia, você não é real.

Eles também não são.

Eu vou te mostrar… como sair desse jogo.”

(Fim)

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