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《Jogo Mortal na Mansão Selvagem》Capítulo 5

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Que situação absurda.

Sério… se não fosse o momento, eu aplaudiria esse roteiro.

Quem diria que por trás de um romance quente e aparentemente superficial…

havia um esquema tão podre.

Primeiro—

a protagonista não era nenhuma inocente.

Uma mulher que consegue seduzir o próprio pai da melhor amiga…

claramente não é uma “boazinha”.

Eu realmente achava que Bianca e a dona original deste corpo eram amigas de verdade.

Mas no fim—

os dois homens mais importantes da vida dela foram roubados pela mesma pessoa.

Soltei um suspiro.

Não pude deixar de sentir pena daquela garota.

Nesse momento, outra mensagem chegou.

“Li, eu achei que tudo isso fosse só obra daquela Bianca manipuladora… mas o que eu descobri é muito pior. Se prepara.”

Continuei lendo.

“Seu pai, Ricardo Carvalho… morreu há seis meses.”

Meu coração travou por um segundo.

“O homem que está com você agora… não é seu pai. É um impostor. Um tipo de ocultista.”

Engoli seco.

“Eu não sei exatamente como ele fez isso… parece absurdo, mas talvez ele tenha usado algum tipo de disfarce avançado. Ele matou seu pai e assumiu a identidade dele.”

“…Lívia, mesmo sendo apenas uma relação profissional entre nós, eu preciso te dizer: você está em perigo real.”

Continuei lendo, sem piscar.

“Se eu fosse você, e não tivesse como sair dessa casa… eu escolheria morrer por conta própria.”

Minha expressão não mudou.

“Porque você não tem ideia do tipo de tortura que te espera.”

Fiquei em silêncio por alguns segundos.

Curiosamente… eu estava calma.

Não pelo conteúdo.

Mas porque aquilo apenas confirmava uma coisa— o verdadeiro pai dela já tinha sido substituído há muito tempo.

Outra mensagem chegou.

“Lívia, eles três querem te matar e ficar com sua herança.”

Continuei.

“Você provavelmente contou à Bianca que sua mãe deixou noventa e cinco por cento dos bens para você… não para seu pai inútil. Foi aí que ela começou a te ver como alvo.”

“Ela se aliou a esse impostor, ganhou sua confiança… e ainda se envolveu com seu namorado.”

“Os três estão de olho na sua fortuna.”

Minha mandíbula se tensionou.

“Esse homem acredita em um tipo de ritual.”

“Um ritual que… não deveria existir.”

“Ele destrói completamente a sua alma… mas mantém o seu corpo intacto.”

“Depois, Bianca entra no seu corpo… e passa a ser você.”

“Assim, ela herda tudo legalmente.”

Meu olhar ficou frio.

Então era isso.

Troca de identidade.

Roubo de vida.

Roubo de tudo.

A mensagem continuava:

“O ritual exige três coisas.”

“Saltos vermelhos femininos.”

“Sapatos sociais vermelhos masculinos.”

“Representando yin e yang.”

“E também um par de chinelos vermelhos, colocados debaixo da cama, em posições opostas.”

Minha respiração desacelerou.

Tudo começava a fazer sentido.

Mas ainda não era o pior.

“Existe uma condição essencial.”

“O alvo precisa acreditar que existem fantasmas.”

“Só assim o ritual funciona.”

Fechei os olhos por um segundo.

Claro.

O terror.

A manipulação psicológica.

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“Eles estão tentando te assustar. Fazer você acreditar que há algo sobrenatural na casa.”

“Quando você quebrar mentalmente… eles vão te matar.”

“E Bianca vai se tornar você.”

A última mensagem chegou.

“Lívia… eu acho que eles enlouqueceram. Só posso te desejar boa sorte.”

Silêncio.

Fiquei olhando a tela por alguns segundos.

Então—

um sorriso frio apareceu no canto da minha boca.

Se eu realmente morresse hoje para esses três figurantes… então meu diploma não serviria pra nada.

Mas ainda havia algo estranho.

Se a mulher de salto alto era Bianca… por que ela me entregaria bilhetes escritos com a minha própria letra?

Saí do quarto e fui até a sala.

Como esperado—

o corpo de Mateus tinha desaparecido.

No chão, apenas uma mancha de sangue.

Claro.

Ele nunca esteve realmente morto.

Erro meu.

Eu estava com medo demais para analisar direito.

Se eles queriam me ver em pânico… então eu daria exatamente isso.

Soltei um grito alto:

— Cadê o corpo?!

Por dentro, porém… eu só pensava:

boa atuação.

Faltavam quinze minutos.

E eu precisava encontrar… os três “fantasmas”.

Comecei a procurar uma arma melhor.

Depois de olhar tudo… decidi que a melhor opção ainda era a faca grande da cozinha.

Com uma expressão fingidamente assustada, segurei a faca.

A lâmina brilhava— e refletia as cortinas pesadas do quarto.

E foi então que eu vi.

De novo.

Os sapatos vermelhos.

Desta vez— atrás da cortina.

Apenas as pontas, visíveis.

Paradas.

Imóveis.

Atrás da cortina havia uma silhueta.

Meu coração bateu mais rápido— mas meus lábios se curvaram levemente.

Fingi hesitação.

Aproximei-me devagar.

E puxei a cortina— com cuidado.

Mateus.

Lá estava ele.

Com o pescoço coberto de sangue.

Os olhos injetados.

Fixos em mim.

Os lábios abertos num sorriso distorcido…

manchados de vermelho.

Se eu não soubesse que ele ainda estava vivo…

eu teria gritado de verdade.

Levei a mão à boca, recuando em falso pânico.

— Mateus… você não morreu? Você é… humano ou… um fantasma?

Minha voz perfeita.

Digna de uma protagonista de filme de terror.

Ele avançou.

Rígido.

Os olhos carregados de violência.

Na mão— uma faca.

Fria. Letal.

Caí no chão, fingindo desespero.

Observando ele se aproximar.

Passo a passo.

Mateus começou a rir.

Uma risada doentia.

Exagerada.

Como um psicopata de filme.

Ele ergueu a faca— e avançou.

Eu senti o impacto.

Ele me pressionou contra o chão.

Dói.

Mas eu aguentei.

A mão dele apertou meu pescoço.

A outra levantava a lâmina— pronta para cortar minha garganta.

Mas— ele não conseguiu.

No último segundo— eu chutei.

Com toda a força.

Direto entre as pernas.

O grito dele ecoou.

A faca caiu.

Sem perder tempo, agarrei minha arma.

Encostei a lâmina no pescoço dele.

Os olhos dele tremiam—

mas não de medo.

Era… alívio.

— Lívia… dessa vez… você venceu.

Eu não entendi.

E nem me importei.

Com um movimento limpo—

cortei a garganta dele.

O sangue jorrou.

Muito mais do que qualquer cena de TV jamais mostrou.

Em segundos— ele parou de respirar.

Silêncio.

Limpei a lâmina.

Ainda faltavam dois.

Onde estavam?

Restavam cinco minutos.

E eles… precisavam me pegar logo.

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