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《Jogo Mortal na Mansão Selvagem》Capítulo 3

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Nós dois levamos um susto.

Mateus praticamente saltou no lugar e se escondeu atrás de mim.

Um homem de mais de um metro e oitenta… tremendo, segurando meus ombros.

— Li… será que o assassino tá no porão?

— Muito provavelmente.

Respondo, séria.

— Mateus… esses músculos aí não são só enfeite, né?

Ele era todo definido.

Os braços dele eram mais grossos que minhas coxas.

Ele ergue o punho, tentando parecer confiante.

— Claro que não. Derrubo qualquer um com um soco.

— Então, contra o assassino… quais são suas chances?

Pergunto.

Ele trava na hora.

— O… o assassino… tá mesmo lá embaixo?

Respiro fundo.

— Mateus, confia em você. Somos dois, ele é só um. E você é bem mais forte.

Aperto o braço dele, tentando animá-lo.

— Ficar esperando é pior. Vamos encontrar ele antes que ele encontre a gente.

Levanto a faca levemente.

Talvez minhas palavras tenham funcionado.

Depois de hesitar…

Mateus finalmente concorda.

Mas, para ser sincera…

eu também estou com medo.

Respiro fundo algumas vezes.

E aperto o botão.

Creeeec.

A parede do guarda-roupa começa a se abrir lentamente para os lados.

Revelando—

uma escada estreita, escura, descendo para o desconhecido.

Então era assim que o assassino entrava.

Um acesso secreto entre o quarto e o porão.

— Caralho… Lívia, que tipo de casa é essa? Isso tá ficando igual àquele filme…

A voz de Mateus treme.

A escada é completamente escura.

Passo a mão pela parede, tateando…

até encontrar um interruptor.

Um estalo elétrico—

e a luz acende.

Fraca. Amarelada.

Mas melhor do que a escuridão total.

Consigo ouvir meu próprio coração disparado.

Descemos.

Degrau por degrau.

Até chegar—

ao porão.

O lugar está cheio de tralhas.

E no meio—

uma banheira.

Nós dois ficamos encarando.

Porque—

uma mão pálida…

pendia para fora da borda.

Mateus parecia prestes a chorar.

Só depois que eu dei um chute nele, ele finalmente se aproximou.

— Caralho!

Ele caiu no chão de susto.

Dentro da banheira—

um corpo.

Sem cabeça.

Cortado de forma limpa.

Como se tivesse sido feito com uma serra elétrica.

E o mais estranho—

não havia sangue.

Tudo… limpo demais.

Era a primeira vez que eu via um cadáver de verdade.

Minha respiração falha.

Mateus fala, aterrorizado:

— Li… isso… isso parece seu pai.

Meu coração despenca.

No livro… o pai dela nem existia.

— Como você sabe?

Pergunto, tentando manter a calma.

Ele me encara, desconfiado.

— Lívia… você não reconhece o próprio pai? Esse terno fui eu que dei de presente pra ele… e esse relógio… ele sempre usava.

Claro que eu não saberia.

Eu não herdei as memórias dela.

Olho nos olhos dele.

Ele não parece estar mentindo.

Mas então—

ele começa a recuar.

Se afastando de mim.

O medo no rosto dele… agora é direcionado a mim.

— Lívia… você é mesmo a Lívia? Você tá calma demais… a Lívia de antes já teria surtado.

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Droga.

Quebrei o personagem.

— Mateus, espera, eu posso explicar—

Mas ele não espera.

Ele dispara escada acima.

— Merda!

Eu corro atrás, com a faca na mão.

Mas ele é mais rápido.

Quando chego—

a porta se fecha bem na minha frente.

— Inferno!

Eu já xinguei ele mentalmente umas mil vezes.

A voz dele vem do outro lado.

— Desculpa! Eu tô com medo! Eu acho que você é o assassino! Eu vou te soltar quando a polícia chegar!

Idiota.

Não tenho tempo pra isso.

Tem que haver outra saída.

Eu me viro—

E no instante seguinte—

um frio atravessa meu corpo inteiro.

A banheira.

O corpo…

sumiu.

Respiro fundo.

Mordo o lábio com força.

Calma. Calma.

Bato na porta do guarda-roupa com tudo.

— Mateus! Abre essa porta! A porra do corpo sumiu!

Silêncio.

Nenhuma resposta.

O suor frio escorre pela minha pele.

Isso… não faz sentido.

Era pra ser um romance erótico qualquer…

e virou um pesadelo.

E então—

as luzes apagam.

De repente.

Perfeito.

Tudo dando errado ao mesmo tempo.

No escuro, só consigo ver formas próximas.

E então—

eu vejo.

Um par de sapatos.

Parados no primeiro degrau da escada.

E eu consigo ver claramente—

porque eles são vermelhos.

Sapatos masculinos.

Vermelhos.

Vermelhos demais.

Não um tom escuro—

mas um vermelho vivo, quase brilhante.

Que tipo de homem usaria algo assim?

Então eu lembro.

Os chinelos vermelhos.

Um arrepio percorre meu corpo.

Só uma palavra vem à mente—

horror.

E então—

os sapatos se movem.

Quando o medo chega ao extremo… nem gritar a gente consegue.

Minhas costas estão encharcadas de suor.

Eu só consigo assistir—

enquanto aquela figura caminha em minha direção.

Tenho certeza.

É uma pessoa.

Mas—

o jeito que ela anda… na ponta dos pés.

Estranho. Errado.

Aperto a faca com força.

— Quem é você?

Silêncio.

Ela continua se aproximando.

Meu peito sobe e desce rápido.

Até que—

eu vejo o rosto.

Olhos negros exagerados.

Lábios vermelhos demais.

É um boneco.

Um boneco de papel.

Mas bonecos… não andam.

Eu não acredito em coisas sobrenaturais.

Isso não é uma história de fantasmas.

Eu chuto o boneco com força.

Ele cai.

E nas costas—

um dispositivo mecânico.

Então é isso.

O assassino estava tentando me assustar.

Queria me ver entrar em pânico.

Solto um riso frio.

E empurro o boneco para o lado.

Agora tenho certeza—

o assassino está aqui.

Em algum lugar.

E ele moveu o corpo.

Mas como?

Tão rápido?

A menos que… não fosse um cadáver.

Mas uma pessoa viva.

Na faculdade, eu conheci um cara de artes que fazia efeitos incríveis—

cortes, mutilações… tudo parecia real.

E nós… não examinamos direito.

Eu apenas assumi que era um corpo.

Mas pode ser ele.

O assassino.

Ou ele já fugiu… ou ainda está aqui.

O suor escorre pela minha testa.

E então—

eu noto algo dentro do sapato vermelho.

Forço a mão, ignorando o nojo.

Puxo.

Um chip de celular.

Provavelmente meu… ou do Mateus.

Guardo no bolso.

E começo a procurar outra saída.

Logo encontro—

um duto de ventilação.

Olho através dele.

Consigo ver a sala da casa.

Empurro a grade.

Uma vez.

Duas.

Ela cede.

Respiro fundo.

Ainda bem que esse corpo é pequeno.

Consigo passar.

Saio do outro lado.

E então—

ploc.

Algo cai no meu pescoço.

Levanto a cabeça.

E vejo—

o corpo de Mateus.

Pendurado.

Os olhos injetados de sangue… me encarando fixamente.

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