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《Meu Pecado, Meu Amor Verdadeiro》Capítulo 2

Pouco tempo depois, Lucas apareceu.

— Cami!

Ouvi alguém me chamar de longe. Levantei o olhar e o vi vindo na minha direção, vestindo uma camisa branca e calça social ajustada.

Cheio de juventude… simplesmente irresistível.

— Com essa chuva toda… por que você não se abrigou em algum lugar? — ele franziu a testa, me analisando de cima a baixo, e imediatamente tirou o próprio casaco, colocando sobre meus ombros.

Senti o cheiro da roupa dele…

e meu coração falhou uma batida.

— Eu estava preocupada que você não fosse me encontrar… — respondi, espirrando de propósito, encolhendo os ombros como se estivesse com frio.

Ele apertou os lábios.

— Vem… eu te levo pra minha casa.

Meu coração se alegrou.

Estendi a mão de propósito e toquei a dele.

Quando senti que ele não afastou… sorri de leve.

Mas percebi também… as bochechas dele ficando vermelhas.

Ele estava com vergonha.

Exatamente como eu queria.

Vinte minutos depois, cheguei ao apartamento dele.

Como eu já havia descoberto antes: ele morava sozinho, em um pequeno estúdio — provavelmente comprado pela mãe.

Simples… mas extremamente limpo e organizado.

Não pude evitar pensar:

como uma mulher como Verônica conseguiu criar um garoto tão bom?

Mas, ao imaginar que eu o transformaria… que o levaria para o meu lado… destruindo qualquer esperança daquela mulher…

Senti uma satisfação estranha.

— Minhas roupas estão todas molhadas… posso usar o seu banheiro pra tomar um banho? — falei, tirando o casaco dele e torcendo a barra da minha roupa.

Lucas se virou para mim. Ele segurava um secador de cabelo, mas, ao ver minha cintura exposta… seus olhos escureceram levemente, e o pomo de Adão subiu e desceu.

Claro que eu percebi.

E fiquei satisfeita.

Um garoto puro… não era páreo para mim.

Sorri e lancei um olhar provocante:

— Não pode?

Ele desviou o olhar rapidamente:

— Claro que pode.

Entrei no banheiro.

Tomei um banho rápido de propósito.

Cerca de dez minutos depois… soltei um grito.

— O que foi?! — a voz dele veio, tensa, do lado de fora.

Comecei a fingir que estava chorando.

Provavelmente ele pensou que eu tivesse caído — o barulho que fiz foi alto.

Ele bateu na porta… mas ela nem estava trancada.

Assim que empurrou…

A porta se abriu.

Lucas me viu… e virou o rosto imediatamente.

E eu… completamente nua.

Sem hesitar, caminhei até ele.

Abracei-o por trás, colando todo o meu corpo ao dele — sem nenhuma barreira.

Senti claramente o corpo dele enrijecer.

Aproximei meus lábios do ouvido dele e sussurrei:

— Garoto… você não gosta de mim? Porque eu gosto de você.

Gostar?

Desde o momento em que fui traída pelo meu marido, eu já não acreditava mais nisso.

Mas, para envolvê-lo… eu podia fingir qualquer coisa.

Lucas pareceu acreditar.

Depois de alguns segundos em silêncio, respondeu com a voz rouca:

— Você… devia se vestir primeiro.

Eu apenas sorri… e beijei o lóbulo da orelha dele.

Depois disso, tudo aconteceu naturalmente.

Eu achava que ele iria resistir um pouco… mas não.

Fui eu quem acendeu o fogo…

mas foi ele quem deixou tudo arder de verdade.

Ele me empurrou contra a cama estreita, e eu fui completamente tomada pela intensidade daquele jovem.

Fazia tanto tempo…

Tanto tempo desde que eu me sentia assim.

Mas o que eu não esperava era a resistência dele.

Uma vez… duas… três…

Quando finalmente terminou, minha cintura parecia prestes a quebrar.

Não consegui evitar pensar:

Ser jovem… é realmente outra coisa.

Eu pretendia descansar só alguns minutos e ir embora…

Mas acabei dormindo por horas.

Quando acordei, Lucas já não estava na cama.

Em vez disso, havia preparado comida para mim… e deixado um bilhete:

“Cami, tive que sair por causa de uma coisa urgente. Fiz um pouco de sopa. Quando acordar, pode comer, tá?”

Fiquei olhando aquele bilhete por alguns segundos.

Um sentimento estranho surgiu dentro de mim.

Por que… eu estava me sentindo culpada?

Desde quando eu fiquei tão… gentil?

Desde quando eu passei a achar errado manipular um garoto tão inocente?

Com o coração pesado, troquei de roupa às pressas, peguei minha bolsa… e fui embora.

Comecei a desaparecer.

Eu precisava pensar.

Durante três dias seguidos, ignorei completamente Lucas.

Mas ele continuava ligando, mandando mensagens… sem parar.

Minha intenção era simples:

Se ele desistisse… eu também pararia.

Mas, para minha surpresa, Verônica começou a agir ainda pior.

Ela estava tentando convencer meu marido — aquele arrogante — a transferir os bens do casamento.

Então, enviei uma mensagem para Lucas:

【Estou doente…】

Junto com um emoji triste… e o endereço da minha casa.

Logo depois, liguei para Ricardo.

Como esperado, ele rejeitou a chamada… e respondeu por mensagem:

【O que foi? Estou em reunião.】

Ao ler aquilo, senti o estômago revirar.

Reunião?

Eu já tinha confirmado com a empresa.

Ele não aparecia lá fazia três dias.

Três dias… passando tempo com Verônica.

Eu não esperava que ele voltasse para casa, então preparei tudo com antecedência.

Se Lucas aparecesse… eu o convidaria para assistir a um “filme”.

Mas aquele filme… era, na verdade, um vídeo que mandei gravar — Ricardo e Verônica juntos, na cama.

Eu não queria apenas me vingar.

Queria destruir Verônica… usando o próprio filho dela.

Isso… seria muito mais interessante.

Ding-dong.

A campainha tocou.

Puxei levemente a gola do meu pijama para o lado, deixando o ombro exposto, criando uma aparência desarrumada e sugestiva.

Caminhei lentamente até a porta… e abri.

Lucas estava ali, ofegante, como se tivesse vindo correndo.

Os olhos dele estavam vermelhos.

No instante em que nossos olhares se encontraram—

Ele não disse nada.

Entrou direto… e me pressionou contra a porta.

Antes que eu pudesse reagir—

Ele me beijou.

Um beijo intenso… quase violento.

Senti meus lábios sendo mordidos.

Naquele momento, um pensamento passou pela minha cabeça:

Como um garoto que ainda parecia tão inexperiente… melhorou tanto em tão pouco tempo?

O que aconteceu depois…

foi completamente natural.

Talvez… eu estivesse viciada no corpo dele.

Quando tudo terminou, Lucas cuidou de mim com delicadeza, enquanto eu estava deitada no sofá.

Tomei um gole da sopa que ele trouxe… e perguntei, de propósito:

— Eu sou casada… você sabe disso?

Por algum motivo, meu coração vacilou.

Por um instante, pensei…

se ele ficasse ao meu lado… talvez não fosse tão ruim.

Mas isso… era errado.

Eu não podia esquecer:

Ele era o filho de Verônica.

Eu não deveria ter piedade.

Eu já tinha imaginado essa cena várias vezes.

Achei que ele ficaria chocado… que brigaria comigo.

Mas não.

Lucas colocou a tigela de lado… e me abraçou com firmeza.

— Eu sei… mas mesmo assim gosto de você. Você me provocou… e agora que eu gosto de você, vou te proteger pelo resto da vida. Não vou te deixar ir.

Eu não sabia o que sentir.

Um pouco de dor… um pouco de medo.

Aquele garoto era… sincero demais.

Desviei o olhar, incapaz de encará-lo.

Ele insistiu:

— E você? Ainda ama ele?

— Quem?

— Seu… — ele travou, incapaz de dizer “marido”.

Soltei uma risada fria:

— Você conseguiria amar alguém que te traiu?

Ficamos em silêncio.

Depois de um tempo, ele respirou fundo, como se tivesse tomado uma decisão:

— Cami… eu gosto de você. Fica comigo. Não desaparece de novo… por favor.

A sinceridade dele… quase me fez desistir do plano.

Mas eu não esperava…

que tudo mudaria tão rápido.

A porta, que estava fechada, se abriu de repente.

No instante em que olhei—

Vi Ricardo.

E, ao lado dele…

Verônica.

Lucas também a viu.

Sua própria mãe.

— Vocês…! — Ricardo não era idiota. Bastou um olhar para entender tudo.

O choque e a raiva tomaram conta do rosto dele.

Verônica, por sua vez, ficou completamente transtornada.

— Lucas! Vem aqui agora! — ela gritou, furiosa. — Que relação você tem com essa mulher?!

Eu podia ver…

Ela estava à beira da loucura.

— Mãe… ela é minha namorada.

Eu não esperava aquilo.

Vi as mãos de Verônica tremerem… seu rosto distorcido pela fúria.

Caminhei lentamente até eles, ignorando a expressão de Ricardo.

Olhei diretamente para Verônica e sorri:

— Que coincidência… você está com o meu ex-marido… e o meu namorado é o seu filho.

Minhas palavras foram como gasolina no fogo.

Verônica perdeu o controle e levantou a mão, pronta para me dar um tapa.

Eu ia me defender—

Mas Lucas segurou o braço dela.

— Mãe, por que você vai bater nela?!

Ela olhou para ele, incrédula:

— Você sabe o absurdo que está dizendo?!

Lucas ainda segurava a mão dela. Ele me lançou um olhar complicado… que eu não consegui sustentar.

Abaixei a cabeça.

Depois disso… tudo ficou confuso.

Eu não ouvi mais nada com clareza.

Só sei que Lucas acabou levando Verônica embora.

— Está satisfeita agora? — Ricardo me olhou friamente. — Por que fez isso comigo e com a Verônica? Nós nos amamos de verdade.

— Amor? — ri com desprezo. — Então eu te ajudo.

Peguei os papéis do divórcio.

— Já assinei. Você sai sem nada. Se não aceitar… o vídeo de vocês dois na cama vai parar na internet.

Eu já estava pronta para isso há muito tempo.

Ricardo me encarava, em silêncio.

Liguei o projetor.

A sala foi tomada pelas vozes nojentas dos dois.

— Desliga isso! Agora! Sua louca!

Joguei o controle remoto nele.

— Minha paciência é curta. Quando o período de reflexão acabar… espero nunca mais te ver.

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