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《Renascida das Cinzas do Meu Casamento》Capítulo 9

Capítulo 9

Um mês depois, minha mãe recebeu alta e voltou para casa para se recuperar.

A empresa da família Almeida declarou falência.

A suspensão de Lucas Almeida terminou… mas o hospital não o reintegrou.

Ouvi dizer que ele bebia todos os dias.

Magro, irreconhecível.

A mãe dele veio me procurar uma vez, chorando, pedindo que eu fosse vê-lo.

Eu recusei.

Naquela tarde, fui ao hospital resolver os últimos trâmites.

A equipe médica para a África partiria na semana seguinte.

Eu precisava fazer a transição do meu trabalho, organizar tudo…

Quando passei pela entrada da cardiologia— alguém segurou meu pulso.

Virei-me.

Era Lucas.

Muito mais magro.

Olheiras profundas.

Barba por fazer.

Nada restava do homem elegante de antes.

— Sofia…

A voz rouca.

— Podemos conversar?

Retirei a mão.

— Não temos mais nada para conversar.

— Cinco minutos.

Ele insistiu.

— Só cinco minutos.

Olhei para ele.

E assenti.

Sentados no café do hospital.

Ele segurava a xícara, em silêncio.

Eu olhei o relógio.

— Restam três minutos.

Ele levantou a cabeça de repente.

— Sofia… eu sei que errei.

— Sobre a Camila… fui um idiota. Achei que ela realmente precisava de mim. Achei que o que eu sentia era só responsabilidade.

— Mas depois entendi… ela nunca precisou de mim.

— Ela só precisava de um homem que pudesse lhe dar vantagens.

Eu apenas bebi água.

Sem responder.

— Meu pai faliu… minha mãe chora todos os dias… nossa casa acabou.

Ele abaixou a cabeça.

— Liguei pra Camila… pedi dinheiro emprestado.

— Ela me bloqueou.

Coloquei o copo na mesa.

— Lucas Almeida… o que você quer dizer com tudo isso?

Ele levantou a cabeça.

Os olhos vermelhos.

— Eu quero dizer… que agora eu sei quem realmente esteve ao meu lado.

— Sofia… vamos recomeçar. Por favor.

Eu olhei para ele.

Por um longo tempo.

Então…

sorri.

— Lucas… você sabe no que eu estava pensando no dia da cirurgia da minha mãe?

Ele ficou imóvel.

— Eu estava pensando… se ela morresse… como eu continuaria vivendo.

— Eu estava pensando… como o homem que eu amei por cinco anos… se transformou nisso.

— Eu estava pensando… se eu deveria manter o nosso filho.

O rosto dele ficou branco.

— Sofia—

— Você me pediu para entender você. Para ter empatia. Para não fazer drama.

Levantei-me, olhando para ele de cima.

— Mas… quando foi que você tentou me entender?

— Quando você me abandonou no casamento por causa da Camila… você pensou em mim?

— Quando trouxe ela para minha casa… pensou em mim?

— Quando impediu a ambulância de salvar minha mãe primeiro… pensou em mim?

Ele segurou minha mão com força.

— Eu sei que errei! Eu sei! Me dá uma chance! Eu faço tudo o que você quiser—

Retirei a mão.

— Lucas… você sabe o que é amar alguém?

Ele ficou em silêncio.

— Amar… é não suportar ver a outra pessoa sofrer.

— Amar… é colocá-la em primeiro lugar.

— Mas você… nunca me colocou em primeiro lugar.

Virei-me.

Comecei a ir embora.

Atrás de mim, a voz dele ecoou:

— Sofia! E o nosso filho?!

Parei.

Virei-me lentamente.

Olhei para ele.

— Filho?

Sorri.

As lágrimas escorreram.

— Lucas… naquele dia… enquanto eu esperava do lado de fora da cirurgia…

— esperando sangue… esperando médicos… esperando minha mãe sobreviver…

— esperei tempo demais.

— E o nosso filho… não resistiu.

Ele se levantou abruptamente.

O rosto completamente pálido.

— O… o quê…?

Levei a mão ao abdômen.

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