localização atual: Novela Mágica Romance Memória Seletiva: A Farsa do Marido Capítulo 5

《Memória Seletiva: A Farsa do Marido》Capítulo 5

Capítulo 7

Rafael voltou e se sentou novamente à minha frente, fixando os olhos em mim.

Sorri com calma:

— O que foi, senhor Rafael?

Nos últimos dias, já estávamos acostumados com esse jogo de sorrisos falsos e cordialidade hipócrita.

Ele também sorriu:

— Nada… só achei que, depois do divórcio, o gosto da senhora Lívia mudou bastante.

Ergui levemente as sobrancelhas:

— Ah, é?

Rafael apoiou o queixo nas mãos, o olhar profundo como um abismo:

— Um perfume tão feminino… não combina muito com você.

Dei uma risada leve, folheando o contrato:

— Estou apenas seguindo o conselho do senhor Rafael… tentando agir mais como uma “mulher”.

Depois de tantos anos no mundo dos negócios, nós dois já sabíamos ler um ao outro.

Se ele percebeu a mudança no meu perfume, certamente também suspeitava do motivo.

Mas, mesmo sabendo que era uma armadilha…

Ele ainda vinha me procurar.

Porque eu segurava aquilo que ele mais precisava.

Houve um tempo em que nosso relacionamento era excelente.

Eu não apenas cuidava da minha empresa, como também ocupava um cargo na dele.

Dominava sua equipe principal, suas tecnologias, suas decisões.

Neste divórcio…

Eu levei tudo isso comigo.

Agora, com projetos em andamento, Rafael não tinha como, em pouco tempo, reconstruir uma equipe de elite ou desenvolver novas tecnologias.

Ele só tinha uma escolha:

Me procurar.

E eu pedi um preço absurdo.

Quinze bilhões.

Eu fiz as contas.

Mesmo com lucro máximo de vinte bilhões…

Após impostos, ele provavelmente nem ficaria com quinze.

Claro que ele recusou.

Então passou a insistir, a negociar, a apelar para sentimentos…

Esperando que eu cedesse.

Antes de sair, eu disse:

— Rafael… está vendo? A mulher “manipuladora” transformou você em alguém que só sabe implorar.

Ele se levantou bruscamente, avançando em minha direção, tentando me agarrar.

Mas antes que pudesse me tocar, os seguranças o contiveram.

Inclinei levemente a cabeça:

— Senhor Rafael… este é o meu território. Pense bem.

Pouco depois de ele sair, minha assistente perguntou:

— Qual é o próximo passo?

Olhei para o vídeo enviado pela governanta.

Na tela, os dois discutiam violentamente.

Toquei a imagem com a ponta dos dedos e sorri:

— Nós não precisamos fazer nada.

— Alguém já perdeu o controle.

No vídeo, Sofia estava completamente descontrolada.

Cabelos bagunçados, olhar enlouquecido.

Assim que Rafael entrou em casa, ela correu até ele, cheirando-o obsessivamente.

Quando sentiu novamente aquele perfume…

Explodiu.

— Quem é aquela mulher?!

Ela gritou, arremessando uma xícara no chão, quebrando-a em pedaços.

Já não havia mais vestígios da garota tímida e doce de antes.

Eu conhecia Rafael bem demais.

Quando ele ama alguém, dá tudo — mima, protege, promete até as estrelas.

Mas nunca coloca essa pessoa em posição de igualdade.

Esse amor…

É como tratar um animal de estimação.

Antes, eu não entendia isso.

Só achava que finalmente havia sido amada.

Se eu não tivesse ambição…

Talvez tivesse me tornado como Sofia.

Uma ave presa em uma gaiola dourada.

Rafael não contaria a ela que esteve comigo.

E seu orgulho jamais permitiria admitir que estava perdendo para mim.

Então ele apenas franziu a testa, olhando para Sofia com frieza:

— Olhe para você… no que se transformou?

Seus olhos eram gelados:

— Se continuar assim, eu vou sair de casa por alguns dias. Precisamos esfriar a cabeça.

Sofia entrou em pânico.

Apressou-se em segurá-lo, chorando desesperadamente:

— Não! Amor, eu errei…

— É por causa da gravidez… os hormônios… eu vou melhorar, prometo!

— Eu juro!

Rafael levantou levemente as pálpebras:

— É a última vez.

Ela assentiu repetidamente.

Desliguei o vídeo, sorrindo.

No dia seguinte, aproveitei que Rafael não estava em casa…

E fui até a mansão na zona oeste.

Sofia perguntou do lado de dentro:

— O que você veio fazer aqui?

Sorri:

— Vim buscar algo que deixei para trás.

Digitei a senha e entrei, sem lhe dar chance de recusar.

— Como você sabe a senha da minha casa?!

Apenas sorri, sem responder, e segui em frente.

Quando passei por ela, de repente—

Ela segurou meu braço com força.

Seus olhos se arregalaram, cheios de choque:

— Que cheiro é esse em você?!

Ela se aproximou, quase como um animal, tentando farejar.

Empurrei-a imediatamente:

— Você enlouqueceu?!

Mas meu gesto a irritou ainda mais.

Ela agarrou meu braço, gritando:

— Você viu o Rafael!

— Por que você ainda está atrás dele?! Ele é meu!

Aquela garota…

Eu a vi crescer.

Sempre delicada, sempre obediente.

Era a primeira vez que via aquele lado agressivo.

E me perguntei…

Era amor?

Ou pura inveja?

Meu braço já estava vermelho de tanto que ela apertava.

Com esforço, me soltei.

Olhei para ela, fria:

— Você acha mesmo que eu tenho o mesmo gosto que você? Que fico recolhendo lixo?

— Vá perguntar ao Rafael. Foi ele que veio até mim… não o contrário.

— Ridículo.

Lancei-lhe um último olhar de desprezo e saí.

Assim que cruzei a porta, recebi uma mensagem da governanta:

【Ela foi ligar para ele.】

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