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O professor Huang correu imediatamente em direção à sala de cirurgia.
Mas depois de dar apenas dois passos, ele congelou no lugar.
Seu rosto ficou branco como papel.
No segundo seguinte, como se tivesse visto um fantasma, ele se virou e começou a correr de volta, tropeçando.
Ao ver a reação dele, Bianca também esticou a cabeça para olhar dentro da sala.
Mas mal colocou o rosto para dentro da porta…
Ela se apoiou na parede e vomitou violentamente.
Os barulhos sucessivos chamaram a atenção de Helena.
Apoiada na parede, ela conseguiu se levantar e caminhou lentamente em direção à sala de cirurgia.
Mas antes mesmo de chegar à porta…
Ela parou de repente.
Um “monstro” completamente coberto de sangue, sem pele alguma no corpo, saiu lentamente da sala.
A cada passo, uma pegada ensanguentada ficava no chão.
Aquela criatura aparentemente reconheceu Helena.
Cambaleando, começou a correr em direção a ela.
Enquanto corria, sua respiração soava pesada e irregular.
— Mãe… sou eu… sou o Eduardo… mãe… me salva…
Cada palavra que ele pronunciava fazia um grande jorro de sangue escorrer de sua boca.
Bianca continuava encostada na parede, vomitando sem parar.
O professor Huang já havia desmaiado de susto.
Pelo silêncio absoluto dentro da sala de cirurgia, era fácil imaginar que os médicos e enfermeiros lá dentro também haviam desmaiado ao ver aquela cena.
Helena olhava, chocada, para aquela criatura sangrenta.
Ela também quis recuar.
Mas então viu a pulseira de prata no pulso dele — aquela que Eduardo usava desde criança.
— Mãe… sou eu… estou com tanta dor… me salva…
Eduardo continuava se arrastando lentamente em direção a ela.
Helena finalmente pareceu aceitar que aquele monstro coberto de sangue era seu próprio filho.
Cambaleando, ela se aproximou.
Queria abraçá-lo, mas não sabia onde tocar.
— Eduardo… o que aconteceu com você…
— Mãe… dói… dói demais… encontre um jeito de me salvar…
De repente, Helena viu Bianca ainda vomitando não muito longe dali.
Nunca a vi se mover tão rápido.
Enquanto Bianca ainda se apoiava na parede, Helena avançou, agarrou seu cabelo e bateu sua cabeça contra a parede.
Ela apontou para as pegadas de sangue no chão e apertou o pescoço dela, gritando furiosamente:
— Bianca! Foi você quem disse para eu te dar uma chance! Você disse que o corpo do Eduardo estava perfeitamente saudável!
— Agora ele está assim! Vá salvá-lo! Vá!
Bianca olhou para Helena com o rosto completamente pálido.
— Tia Helena… eu…
— Deve ser porque Eduardo fez algo errado! Isso não tem nada a ver comigo… nada a ver…
Antes de terminar a frase, ela vomitou novamente.
— Mãe… encontre Clara… encontre Clara!
Eduardo gritou desesperadamente.
Mais uma grande quantidade de sangue escorreu de sua boca.
Helena pareceu despertar de repente.
— Sim… Clara… precisamos encontrar Clara…
Enquanto murmurava para si mesma, ela pegou o celular.
Naquele momento, um toque de celular soou no bolso da minha roupa.
Eu ouvi.
Helena também ouviu.
Eduardo também ouviu.