《Dez Anos de Destruição: Até a Última Respiração​》Capítulo 6

Capítulo 6

Soltei o cinto de segurança, desci do carro e observei friamente Sofia, caída a poucos passos de distância.

As coxas e os braços dela estavam cobertos de arranhões e manchas de sangue. Sua aparência era miserável.

— Você deveria agradecer por eu ter desacelerado agora há pouco. Caso contrário, isso não teria sido apenas alguns arranhões — declarei calmamente.

Ela levantou a cabeça e me encarou com ódio, tentando manter a postura.

— Leonardo não vai te deixar escapar!

Peguei a bolsa que estava no banco do passageiro, suja com as cinzas, e usei a ponta dela para erguer o queixo dela.

— Muito melhor assim. Você fica mais agradável quando para de fingir.

Recuperei minha bolsa e bati nela algumas vezes, tentando tirar a poeira.

Atrás de mim, aquele grupo de pessoas já havia corrido até ali.

Leonardo ajudava Sofia a se levantar com urgência.

Peguei o celular, liguei para a ambulância e então joguei a bolsa na direção dela.

— Essa bolsa vale cerca de cento e vinte mil no mercado de segunda mão. Mais do que suficiente para pagar as despesas médicas e o conserto do carro.

— Valentina! — a voz de Leonardo carregava uma fúria contida.

Ignorei completamente e virei as costas.

Um gosto metálico de ferrugem subia pela minha garganta.

Mantive os lábios apertados e apressei o passo.

Praticamente fugi do local.

Quando virei a esquina e tive certeza de que já estava fora do campo de visão deles, apoiei-me na parede e vomitei um jato de sangue diretamente no canto manchado da parede.

Um zumbido ecoava nos meus ouvidos.

Minha visão começou a se tornar turva.

Apoiei-me com força e, guiada apenas pelo instinto, consegui voltar ao meu apartamento temporário.

Se meu corpo tivesse permitido, talvez eu tivesse voltado lá novamente para continuar provocando Leonardo.

Eu realmente queria ver a expressão dele — aquela mistura de raiva e impotência diante de mim.

Caí no chão da sala, ao lado da mesa de centro fria.

Com dificuldade, servi um copo de água para mim mesma.

Mas assim que dei um gole, tudo — água e sangue — foi cuspido de volta.

Meio copo de água clara ficou instantaneamente tingido de vermelho.

Desabei no chão, ofegante.

Meus órgãos pareciam estar sendo torcidos por uma mão invisível.

A dor era tão intensa que eu queria enlouquecer, mas não tinha sequer forças para cerrar os dentes.

Não sei quanto tempo passou.

O zumbido do celular e as fortes batidas na porta finalmente trouxeram de volta um pouco da minha consciência.

Por um momento, achei que não sobreviveria àquela noite.

Na tela do celular piscava o nome:

Leonardo

.

— BANG! BANG! BANG!

— Valentina! Abra a porta! Eu sei que você está aí dentro!

A voz dele atravessava a porta com uma ameaça incontestável.

— Se você não abrir, eu arrebento essa porta!

Eu sabia que ele faria exatamente isso.

Mas jamais permitiria que ele me visse naquele estado miserável, à beira da morte.

Jamais.

Usei as últimas forças que restavam para me arrastar até o quarto.

Empurrei o guarda-roupa e me escondi no pequeno compartimento secreto atrás dele.

Do lado de fora veio o estrondo da porta sendo arrombada, seguido por passos caóticos.

As mensagens dele continuavam aparecendo na tela do celular.

【Se esconder? Você acha que consegue fugir?】

【Saia! Precisamos conversar!】

【Se algo acontecer com Sofia, eu faço você pagar com a própria vida!】

Olhei para a tela.

Uma gota de sangue escorreu inesperadamente do meu nariz e caiu sobre o celular, abrindo uma pequena flor vermelha na superfície.

Minha consciência mergulhou novamente na escuridão.

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