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《Arrependimento na Queda das Pétolas》Capítulo 1

Capítulo 1

Eduardo Paiva foi pego fazendo sexo dentro do meu carro.

Desta vez, ele nem tentou disfarçar.

O vidro do carro desceu lentamente. Eduardo colocou a cabeça para fora e cobriu a garota no banco de trás com um cobertor de lã.

— Você não ia para a aula do MBA hoje? Por que voltou para casa de repente?

Atrás dele ouviu-se o som apressado de roupas sendo vestidas.

Ele se inclinou um pouco mais para trás, bloqueando a garota com o corpo, e murmurou baixinho:

— Não tenha medo.

Depois voltou o olhar para mim. Havia um leve desconforto em seus olhos.

Talvez estivesse lembrando de como eu costumava reagir quando flagrava suas traições.

Quebrava coisas. Gritava. Fazia escândalo sem fim.

Ele não sabia.

O pacto de sangue que assinei sete anos atrás… havia sido anulado hoje.

Ele e eu logo seríamos apenas estranhos.

Abri a porta do carro.

O banco de trás estava um caos: meia-calça preta rasgada, preservativos usados.

Uma onda de náusea subiu pela minha garganta. Não consegui evitar o enjoo.

— Por que trouxe alguém para dentro deste carro?

Eduardo abotoava a camisa calmamente.

Lançou um olhar para o carro.

— Aqui é mais conveniente. Nem pensei muito.

Ele ergueu os ombros.

— Também não posso levar alguém para casa, minha esposa.

A garota dentro do carro saiu às pressas. Ao passar por mim, quase tropeçou. Parecia frágil e culpada.

— Senhora Paiva… desculpa… eu não consegui me controlar…

Cruzei os braços e permaneci imóvel.

— Some.

Eu não queria mais sujar minhas mãos por causa dele.

Mas isso não significava que eu daria um bom tratamento a uma mulher que dormiu com meu marido.

Mesmo que ele estivesse prestes a deixar de ser.

Quando ela saiu correndo, eu a observei de relance.

Pouco mais de vinte anos. Universitária, aparência inocente.

Exatamente o tipo que ele gostava.

Histórico limpo, experiência de vida simples, excelente estudante.

Tudo o que eu não era.

Qual número ela era neste ano?

Já não contava mais.

Peguei o telefone.

— Sr. Antônio, venha até a garagem. Quebre o carro.

O velho Antônio fez o trabalho com cuidado.

O martelo estava envolto em couro macio. Cada golpe produzia um som abafado, como ossos quebrando dentro da carne.

Depois vinha o estalo nítido do vidro se partindo.

Eduardo desceu do carro, caminhou até mim e me puxou para seus braços, massageando minha cabeça suavemente.

Como quem acalma um gato arrepiado.

Afastei-me dele e me apoiei na parede, acendendo um cigarro. Não fumei.

Na luz fraca da ponta do cigarro, o Bentley negro de obsidiana que veio como parte do meu dote transformou-se em um monte de sucata.

Ele me seguiu para dentro de casa.

Seus braços envolveram minha cintura.

— Valentina, não fique brava. Compro um carro novo para você.

Ele apertou levemente meu rosto, parecendo até satisfeito.

— Minha esposa já não bate nas pessoas. Isso é progresso.

Depois acrescentou, com um tom despreocupado:

— Desde que você viva tranquilamente, ninguém vai ameaçar sua posição.

— Hoje é seu aniversário. Você está comigo em Jinghai há sete anos.

Como num truque de mágica, ele tirou uma caixa de presente.

Couro raro da Hermès.

Não senti surpresa.

Dentro da bolsa havia também um revólver “Python”.

Por instinto, retirei o carregador, puxei o ferrolho e verifiquei a câmara.

Vazia.

Fiquei um instante surpresa. Aproximei a arma do nariz.

Não havia cheiro de óleo de arma.

Apenas um odor industrial.

Uma falsificação.

Joguei o revólver de volta na bolsa. Meu olhar ficou completamente frio.

Eduardo estava jogado no sofá, com as mãos atrás da cabeça.

— É só um brinquedo. Uma lembrança do seu passado. A partir de agora, seja boazinha e pare de brincar com armas.

Seu tom era leve.

O passado que me trouxe honra para ele foi descartado com algumas palavras.

Sete anos.

Meu coração já estava morto havia muito tempo.

Peguei o acordo de divórcio que havia preparado.

— Eduardo Paiva, assine.

— Depois disso, cada um segue o seu caminho.

Um lampejo de pânico passou por seus olhos.

Logo desapareceu, substituído por um sorriso relaxado.

— Valentina Nunes, nós dois não podemos nos separar nesta vida. Esqueceu?

— Eu não devia ter usado seu carro. Não diga coisas assim por raiva.

Ele me abraçou por trás, esfregando o rosto na minha testa.

— Preparei uma surpresa de aniversário para você. Vamos sair.

Ele tentou tocar minha barriga.

Eu me desviei.

Talvez ele tivesse esquecido.

Naquela época, ele era apenas um intermediário de apostas em cassinos.

Queria abrir um negócio, mas recusava meu dinheiro.

Em vez disso, roubou mercadorias do inimigo mortal do meu irmão.

Carlos “Cão Louco” Chen.

Ele declarou:

Cortariam uma das mãos de Eduardo e o caso estaria encerrado.

Ou então a família Nunes assinaria um pacto de vida ou morte.

Meu irmão se recusou.

Eu mordi meu dedo até sangrar e pressionei a marca de sangue naquele contrato.

Segundo as regras do submundo, Eduardo e eu não poderíamos nos separar nesta vida.

Aquele pacto — que custou a reputação e a dignidade da família Nunes — nos amarrou um ao outro.

Até esta madrugada.

Carlos “Cão Louco” Chen morreu subitamente na cama de sua quarta esposa.

Enquanto trocava de roupa, enviei uma mensagem.

“Henrique, venha me buscar em Macau em dois dias.”

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