Capítulo 2
Quando chamaram o número de Camila, o celular dela tocou.
Era Leonardo.
A voz dele era tão suave que eu quase não reconheci:
— Não faça mais birra. Eu comprei um presente pra você.
Camila bufou com orgulho:
— Eu não acredito em você, seu velho! Eu não quero me casar com você!
De repente—
BUM!
No céu, inúmeras fitas coloridas começaram a cair.
Um helicóptero sobrevoava o hospital puxando uma faixa enorme:
“Camila, você quer se casar comigo?”
Pacientes e médicos ao redor sorriam enquanto entregavam uma rosa vermelha a Camila.
Em poucos minutos, ela ficou cercada por
um mar de rosas
.
Com os olhos marejados, ela não conseguia falar.
Segurando o celular, apenas assentia freneticamente:
— Eu aceito! Eu aceito!
Eu nem sei como saí do hospital.
Ainda segurava a
“rosa do amor verdadeiro”
que Camila havia enfiado nas minhas mãos.
Ela tinha dito sorrindo:
— Viu só, Isabela? Ele realmente me ama. Espero que você também encontre um homem que te ame de verdade.
Ela suspirou.
— Quanto a esse seu namorado… tantos anos e ele nunca te pediu em casamento. Termina logo com ele.
Fechei os olhos.
Meu nariz ardia.
Quando Leonardo e eu nos casamos, a guerra interna da família Faria havia acabado de terminar.
Por isso, tudo foi simples.
Eu fiz manha e pedi ao menos uma rosa.
Mas Leonardo disse que
ainda não era o momento
.
Quando todos os olhos ocultos desaparecessem, ele me daria
um campo inteiro de flores
.
E agora…
A
primeira rosa
que recebi dele
foi aquela usada para criar o romance
com outra mulher
.