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《Promessa Quebrada, Amor Renascido》Capítulo 7

Quebrei o chip do telefone em duas partes e o joguei na lixeira.

Arrastei minha mala e me preparei para embarcar.

Gabriel não sei como conseguiu a informação. Ele apareceu correndo na plataforma, completamente fora de si, segurando com força um pequeno frasco de desejos já desbotado.

— Helena, olha isto! — ele enfiou o frasco em minhas mãos, a voz embargada. — Você fez isso na praia há sete anos. Disse que, enquanto isso existisse, qualquer desejo que eu pedisse, você realizaria.

Dentro do frasco havia um desenho de areia do Atlântico, formando duas letras entrelaçadas.

Ao lado, com uma caligrafia ainda infantil, estava escrito:

“Cupom de desejo para Gabriel. Válido para sempre.”

— Durante todos esses anos eu sempre carreguei isso na pasta… todos os dias eu tocava nele várias vezes…

Ele segurou meu pulso, os olhos vermelhos.

— Nós ficamos juntos por sete anos… ainda temos um futuro tão longo pela frente. Não vá embora, por favor.

Sete anos de amor.

Era como um hábito gravado no sangue.

Como poderia desaparecer de uma hora para outra?

Virei o corpo de lado.

Retirei lentamente minha mão.

E entrei no trem passo a passo.

Talvez naquele momento eu ainda acordasse no meio da noite sentindo um vazio.

Mas eu entendia uma coisa.

Neste mundo, ninguém morre porque alguém foi embora.

O tempo acabará curando todas as feridas.

E um dia, nós dois seremos apenas um desenho de areia desbotado na memória um do outro.

Dois anos se passaram em um piscar de olhos.

De vez em quando eu ouvia algumas notícias antigas por meio de amigos.

Valentina começou a aparecer constantemente no quartel para procurar Gabriel, mas ele ordenou aos guardas que a impedissem de entrar.

Ela passou a ameaçá-lo com suicídio para obrigá-lo a aparecer.

Um dia fingiu novamente que iria se jogar de um prédio.

Mas dessa vez realmente caiu do sexto andar.

A coluna foi gravemente lesionada.

Ela passou mais de meio ano em um centro de reabilitação.

Desde então… suas pernas ficaram permanentemente incapacitadas.

Gabriel bebia todos os dias.

E nunca foi visitá-la no hospital.

Depois que eu fui embora, parecia que ele finalmente despertou.

Começou a perceber o quanto havia errado.

Até a pequena culpa que sentia por Valentina desapareceu completamente.

Eu sempre soube que um dia aquilo aconteceria.

Desde o momento em que ele me abandonou na sala de parto para ir procurá-la, entendi que Gabriel jamais aprenderia o que significa responsabilidade.

Quanto a Valentina…

mais cedo ou mais tarde ele também se cansaria dela.

O que ninguém imaginava era que tudo acabaria daquela forma caótica.

No terceiro ano no centro de reabilitação, Valentina finalmente aprendeu a sair sozinha usando cadeira de rodas elétrica.

Em uma noite de chuva, ela atravessou metade da cidade sozinha.

Parou em frente ao prédio do comando militar onde Gabriel trabalhava.

No início apenas olhava silenciosamente para a janela iluminada do escritório.

Depois que Gabriel começou a evitar o caminho, ela passou a esperar todos os dias em frente à mansão dele.

Gabriel sempre prezou muito pela imagem de militar exemplar.

Qualquer rumor já seria suficiente para destruir a reputação que ele construiu durante tantos anos.

Eu, mesmo quando estava sofrendo, nunca o incomodei enquanto ele estava em missão ou trabalhando.

Mas Valentina não.

Sempre que descobria que havia mulheres em algum banquete militar, ela invadia o evento chorando e gritando que ele era um traidor.

Dizia que havia perdido as pernas por causa dele.

Se Gabriel tentava evitá-la, ela aparecia diante de parceiros de trabalho contando repetidamente histórias antigas entre os dois.

Em menos de meio ano, aquele jovem oficial brilhante que todos admiravam no exército virou motivo de piada.

Quando uma amiga me contou isso, eu estava no jardim podando as flores.

— Foi ele quem cavou a própria ruína — disse ela com desprezo.

Cortei calmamente um galho seco.

Não respondi.

Porque, desde o dia em que ele me abandonou na porta da sala de parto…

a alegria ou a tragédia dele deixaram de ter qualquer relação comigo.

Minha vida continuou seguindo em frente, tranquila.

Algum tempo depois, minha mãe me ligou com cuidado.

Ela mencionou que o filho único do nosso antigo vizinho, o tio Wen — Daniel Monteiro — havia voltado após concluir os estudos na Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa.

— Vocês dois faziam dever de casa juntos quando eram crianças, lembra? Agora ele é diretor de um instituto de pesquisa militar perto da sua casa. Soube que você também trabalha por lá. Ele me pediu para perguntar se vocês gostariam de jantar um dia desses.

— Não precisa se sentir pressionada. É só para conversar.

Eu sorri e concordei.

Reencontrar um velho amigo parecia uma boa ideia.

Talvez fosse a hora de finalmente sair da sombra do passado.

Escolhemos um restaurante com vista para o rio.

Daniel estava muito diferente do garoto estudioso de óculos que eu lembrava.

Agora era elegante, educado e seguro.

Conversava com inteligência e humor, conduzindo a conversa com naturalidade.

Falamos sobre quando roubávamos mangas na escola.

Sobre a decisão dele de voltar ao país para trabalhar na indústria militar.

Sobre os avanços da inteligência artificial no campo militar.

Ele evitou cuidadosamente qualquer assunto sentimental.

A conversa era leve e confortável.

Percebi que fazia muito tempo desde a última vez que eu tinha rido assim.

Especialmente depois que ele descobriu que eu adorava mangas.

Mangas são frutas difíceis de cultivar.

Mas Daniel conseguiu plantá-las.

E acabou criando um pomar inteiro.

Sob a sombra das árvores, ele podava cuidadosamente os galhos.

Desde o nosso reencontro, todo verão ele aparecia com uma cesta cheia de mangas frescas.

— Helena — chamou ele um dia.

— Olha — disse apontando para a árvore mais carregada — todas amadureceram.

Sim.

Os frutos haviam amadurecido.

E uma nova história também estava prestes a começar.

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