localização atual: Novela Mágica Romance Promessa Quebrada, Amor Renascido Capítulo 3

《Promessa Quebrada, Amor Renascido》Capítulo 3

Naquela mesma noite, estávamos em uma sala reservada de um restaurante.

As duas famílias estavam sentadas ao redor da mesa redonda. O ar parecia tão pesado que até respirar era difícil.

Lucas aproximou-se discretamente de Gabriel e sussurrou em voz baixa:

— Valentina ainda está chorando no estacionamento. O segurança disse que ela se recusa a sair do carro.

Gabriel estava servindo sopa para mim.

Seus movimentos pareciam calmos e controlados.

Ele nem levantou os olhos.

— Deixa ela.

O silêncio dentro da sala ficou ainda mais opressivo.

A refeição perdeu completamente o sabor.

Valentina era filha do antigo comandante de Gabriel e de Lucas. Os três se conheciam desde pequenos.

Lucas nunca dizia nada abertamente, mas a atenção que demonstrava por ela, de forma direta ou indireta, era claramente maior do que aquela dedicada a mim, a “cunhada” apenas de nome.

Quando o prato principal foi servido, um peixe ao vapor foi colocado bem à minha frente.

Lucas falou de repente:

— Deixem um pouco desse peixe para a Valentina. É o prato favorito dela.

— Se a senhora quiser comer, podemos pedir outro.

Gabriel soltou uma risada fria.

Sem dizer nada, puxou o prato inteiro para diante de mim.

Sua voz saiu fria e firme:

— O que minha esposa gosta não precisa ser dividido com estranhos.

Apesar das palavras, depois que colocou os talheres na mesa, seu olhar escapava repetidamente em direção à porta da sala.

Quando o garçom começou a recolher os pratos e preparava-se para levar o lixo para fora, Gabriel ficou em silêncio por alguns segundos.

De repente, levantou-se.

— Eu levo.

O garçom ficou surpreso e entregou o saco de lixo com hesitação.

Assim que Gabriel saiu, Lucas imediatamente se mudou para o assento mais distante, fingindo mexer no celular.

Os pais de ambos os lados ficaram em silêncio constrangedor, mastigando mecanicamente.

Meu peito parecia apertado.

Levantei-me e saí para o corredor para tomar um pouco de ar.

Sem perceber, acabei caminhando até o estacionamento subterrâneo.

Então ouvi um choro contido.

Misturado com a voz baixa de Gabriel tentando consolar alguém.

Escondida atrás de uma coluna, vi que lá fora começava a cair uma neve fina.

Gabriel e Valentina estavam sentados lado a lado sobre o capô de um carro, dividindo uma caixa de comida.

Ele levantou a mão e limpou delicadamente as lágrimas do rosto dela.

Valentina, com os olhos vermelhos, deu um leve soco no braço dele.

Sua voz estava cheia de ressentimento.

— Você já vai voltar para ela… então por que ainda se importa comigo?

Gabriel deixou que ela o batesse.

Não havia a menor impaciência em seus olhos.

Aquele olhar era gentil, cheio de tolerância.

Totalmente diferente da calma forçada que ele sempre mantinha quando estava comigo.

Ele suspirou suavemente.

— Não diga bobagens.

— Eu prometi ao antigo comandante que cuidaria de você pelo resto da vida. Você acha que eu te abandonaria?

Valentina chorou e se encostou no peito dele.

Gabriel pegou um pedaço de costela com os hashis e levou até os lábios dela.

— Pedi especialmente para a cozinha do quartel preparar e trazer.

— É mais do seu gosto do que a comida do restaurante.

Ela deu uma mordida.

O choro foi diminuindo pouco a pouco.

Gabriel então explicou em voz baixa:

— Helena acabou de perder o bebê. Ela ainda está emocionalmente instável.

— Foi só um jantar com ela.

— Se ela ficar satisfeita, não vai ficar me pressionando para voltar para casa o tempo todo.

Então era isso.

Durante esses sete anos, todas as vezes que ele me favorecia em pequenas coisas…

era apenas porque achava que, assim, eu interferiria menos na vida de Valentina.

Um pouco de gentileza jogada como esmola.

E isso já bastava para que eu continuasse obediente ao seu lado.

Observei aquelas duas figuras sentadas juntas no estacionamento coberto de neve.

Gabriel tinha problemas de estômago e geralmente comia muito pouco.

Mesmo tendo acabado de jantar, mais da metade daquela marmita acabou sendo comida por ele.

Talvez fosse como as pessoas dizem…

Só quando se está com alguém que realmente se ama, a comida parece deliciosa.

Seja um amor de infância.

Ou alguém guardado no fundo do coração.

De qualquer forma…

essa pessoa nunca fui eu.

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