localização atual: Novela Mágica Romance Promessa Quebrada, Amor Renascido Capítulo 2

《Promessa Quebrada, Amor Renascido》Capítulo 2

Instintivamente, levei a mão ao meu ventre agora plano.

Ali havia existido uma pequena vida.

Era a prova de que, um dia, nós realmente nos amamos.

Mas naquele momento, tudo parecia uma ironia cruel.

Baixei os olhos e retirei lentamente minha mão da dele.

Minha voz saiu calma demais — assustadoramente calma.

— Gabriel.

— Você lembra quando tentou cozinhar canja de galinha pela primeira vez e encheu a cozinha de fumaça… só porque eu não conseguia comer nada por causa dos enjoos da gravidez?

— Você gravou escondido o batimento do coração do bebê e colocou como toque do celular, mostrando para todo mundo cheio de orgulho.

— Você ficou gritando do lado de fora da sala de exames: “Amor, não tenha medo!”, e as enfermeiras tiveram que te expulsar três vezes.

— Durante esses sete anos… você me mimou tanto que quase me tornei incapaz de cuidar da própria vida. Até para amarrar meus cadarços você se agachava para fazer por mim…

Levantei o rosto.

As lágrimas já corriam sem controle, e minha voz estava quebrada.

— Eu realmente acreditei… que seríamos felizes para sempre.

Mas no instante seguinte, as palavras saíram como fragmentos despedaçados:

— Só que agora… não vejo mais nenhum traço de amor ou de cuidado por mim nos seus olhos.

As memórias de sete anos vieram como uma maré.

O pomo de Adão de Gabriel se moveu violentamente.

Depois de um longo silêncio, ele finalmente disse com voz rouca:

— Mas Helena… a Valentina realmente precisa de mim agora.

Aquela frase —

“precisa de mim”

— esmagou o último pedaço de esperança que restava dentro de mim.

Olhei para ele.

De repente, aquele homem diante de mim parecia um completo estranho.

Com a voz tremendo, cerrei os dentes e soltei apenas uma palavra:

Sai daqui.

Ele ficou imóvel por um instante.

Parecia querer me abraçar, mas no final apenas virou-se e desapareceu no fim do corredor sem olhar para trás.

No dia do ritual de cem dias do meu filho, eu me ajoelhei diante do pequeno túmulo.

Gabriel não apareceu.

— Meu bebê… a mamãe veio te ver.

Minha voz era suave, mas tremia incontrolavelmente.

Minha mãe me abraçou pelos ombros, chorando.

— Helena… mamãe está aqui com você.

Encostei a cabeça em seu peito e soluçei.

— Não tem problema… pelo menos ele veio ao mundo e ficou comigo por um tempo.

— E, pensando bem… talvez, nas circunstâncias atuais, seja melhor que ele não tenha vindo para esta família.

Mal terminei de falar, Gabriel finalmente apareceu.

Ele se ajoelhou ao meu lado.

— Filho… o papai…

Eu o interrompi friamente:

— Eu disse naquele dia: se você saísse por aquela porta, deixaria de ser o pai dessa criança.

Gabriel franziu a testa.

— Helena, eu sei que você está triste, mas não diga coisas assim por impulso…

— Nosso filho morreu. Como pai, eu também estou devastado. Você…

Antes que ele terminasse, minha mãe levantou a mão e

deu um tapa

em seu rosto.

— Devastado? — ela gritou com os olhos vermelhos. — A sua devastação é abandonar a esposa em trabalho de parto para cuidar de uma mulher qualquer lá fora?

O rosto de Gabriel escureceu imediatamente.

Antes que ele pudesse responder, Valentina apareceu correndo do lado de fora do cemitério, os olhos vermelhos de tanto chorar.

Ela olhou para Gabriel e falou entre soluços:

— Gabriel… você já terminou de rezar?

— Você… vai embora de novo?

Meu pai avançou furioso.

— Gabriel! Você sabe que dia é hoje? Como teve coragem de trazer

essa mulher

até aqui?!

Gabriel parecia saber que aquilo era inadequado.

Com certo constrangimento, respondeu:

— Pai… eu não tive escolha. A Valentina não está bem psicologicamente ultimamente. Não posso deixá-la sozinha em casa.

Meu pai ficou ainda mais furioso.

— Não está bem? E desde quando o marido de outra mulher precisa cuidar dela?!

— Você sabe que hoje é o ritual de cem dias do seu filho? Sabe como Helena tem sobrevivido a esses dias?!

Valentina abaixou imediatamente a cabeça, falando com uma voz quase inaudível:

— Senhor… me desculpe… eu não fiz de propósito. É que Gabriel disse que sairia hoje, e eu fiquei muito assustada… então acabei vindo junto.

Ela limpava as lágrimas sem parar, parecendo extremamente frágil e indefesa.

Como esperado, Gabriel imediatamente se colocou na frente dela.

— Pai, se tem algo a dizer, diga para mim. Não a intimide.

Meu pai estava fora de si de raiva.

Ele virou-se para os pais de Gabriel.

— Foi esse o tipo de filho que vocês criaram?!

Minha mãe me ajudou a levantar, tremendo de indignação.

— Gabriel, você ainda é humano?!

Os pais de Gabriel também ficaram aflitos e tentaram intervir:

— Gabriel… realmente não foi apropriado hoje. Talvez seja melhor pedir para alguém levar Valentina para casa primeiro.

Mas Gabriel parecia não ouvir.

Ele apertou a mão dela com firmeza.

— O estado emocional dela acabou de estabilizar. Ela não pode sofrer mais estímulos agora.

Olhei fixamente para ele.

Minha voz saiu seca:

— Então… para você, ela não pode sofrer estímulos… mas eu posso?

— A morte do meu filho… eu devo suportar sozinha, é isso?

Antes que Gabriel respondesse, Valentina falou com expressão comovida:

— Está tudo bem, Gabriel… a Helena tem razão. Fui eu quem não soube me comportar. Você… volte para casa e cuide dela.

— Eu… vou voltar agora mesmo e arrumar suas coisas.

Ela se virou cambaleando.

De repente, o salto alto tropeçou na lápide e ela caiu no chão.

A mão de Gabriel apertou a minha com força.

Tão forte que parecia prestes a se soltar para correr até ela.

Mas, no final, ele não se moveu.

Apenas observou Lucas correr para ajudá-la a se levantar.

Depois de um longo silêncio, Gabriel falou em voz grave:

— Vou ficar com você por mais um tempo.

— Mas, Valentina… lembre-se: Helena é minha esposa.

— Quando ela precisar de mim, eu voltarei.

— Pare de criar confusão. Nestes anos todos, já fiz mais do que o suficiente por você.

Valentina mordeu o lábio.

Como se não conseguisse mais se controlar, começou a chorar e saiu correndo do cemitério.

Gabriel permaneceu ali, com o rosto impassível.

Não foi atrás dela.

Mas a mão que segurava a minha… tremia levemente.

Porque sentimentos não podem ser escondidos.

Anos atrás, quando tive uma gastroenterite aguda e fui hospitalizada, Gabriel voltou correndo de um exercício militar no meio da noite.

Seus olhos estavam vermelhos de preocupação, mas mesmo assim ele fingiu frieza enquanto me repreendia por não cuidar da alimentação.

Naquele tempo, ele era igual agora.

Falava palavras duras…

mas suas mãos tremiam tanto que mal conseguia segurar uma colher de sopa.

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