《A filha da minha ama vendeu o meu navio de cruzeiro》Capítulo 6

Capítulo 17

Não só eu fiquei surpresa, mas todos na multidão também:

— Parece que a família Eduardo não tem ninguém decente, todos tão libertinos!

Mas eu não me intimidei. Pelo contrário, encarei Rafael nos olhos:

— Pare de me difamar sem provas! Mostre as evidências e veremos a verdade.

Rafael bufou friamente e mostrou o celular.

Imediatamente, sinalizei para os seguranças, que rapidamente tomaram o aparelho de suas mãos e me entregaram.

As imagens estavam confusas, mas o rosto da mulher claramente era o meu.

Sorri para Marina, erguendo o celular:

— Fabricar provas e espalhar rumores, Marina, agora você merece ainda mais punição.

Rafael ficou atônito, mas diante da minha reação, não teve como negar a verdade.

Ele olhou, chocado, para Marina encolhida atrás de Leonardo, e gritou:

— Isso é uma foto falsa? Você ousou me enganar!

Marina, vendo que tudo estava perdido, finalmente desabou em prantos:

— Não fui eu, foi Leonardo que me mandou fazer isso!

— Eu, filha da empregada, nunca ousaria difamar minha patroa! Ele queria a morte de Isabela!

O silêncio se espalhou pela multidão enquanto ela gritava, rasgando o coração de todos.

Momentos depois, começaram a surgir comentários murmurados:

— Esses dois da família Eduardo, não são irmãos? Por que ele prejudicaria a própria irmã?

Capítulo 18

— Deve ser por causa da herança, tantos bens à disposição, quem não ficaria com inveja?

— Então é isso! Esse irmão é realmente cruel!

Leonardo estava quase enlouquecendo. Ele sacudia Marina com força, sem piedade, e lhe deu alguns tapas:

— Sua maldita, quem lhe deu direito de difamar Isabela assim?

— Você sentiu inveja dela e quis tomar o lugar dela. Por que agora está tentando me culpar?

Eles começaram a lutar violentamente, e eu aproveitei a oportunidade para me aproximar de minha mãe, perguntando baixinho o que estava acontecendo.

Com o relato da minha mãe, finalmente entendi:

Ela havia suspeitado das atitudes de Marina durante a viagem de negócios e ido investigar.

Infelizmente, Eduardo percebeu e plantou pessoas ao redor.

Para proteger o segredo da origem de Marina, eles tentaram atropelar minha mãe, planejando matá-la!

Minha mãe teve sorte e sobreviveu, sendo resgatada pelos enviados da minha avó.

Respirei aliviada.

Graças à providência divina, não só eu escaparia da morte injusta, mas minha mãe também estava segura.

Enquanto isso, a batalha entre Marina e Leonardo terminou.

Eles, apesar de tudo, conseguiram se reconciliar.

Marina se ajoelhou diante da minha mãe, com expressão triste e implorando:

— Tia, tudo foi um mal-entendido…

Minha mãe olhou para ela com um sorriso frio, sem dizer uma palavra.

Pouco depois, o som das sirenes policiais se aproximou.

Marina, aterrorizada, olhou ao redor, tremendo.

Ao ver os policiais chegando, ela rastejou até Eduardo:

— Pai, salve-me! Você prometeu proteger-me, não foi?

Eduardo se desvencilhou e a chutou ao chão:

— Afaste-se! Quem é seu pai? Pare de falar besteira!

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Capítulo 19

Minha mãe lançou os relatórios na cara de Eduardo:

— Eduardo, embora sejamos casados apenas há pouco tempo, seu filho Leonardo foi reconhecido por mim e recebeu os mesmos privilégios que minha filha.

— E você, ingrato, não só tentou me matar, como também ameaçou minha filha!

— Já avisei os advogados. Todos os seus bens serão apreendidos. Quanto a seu filho e à filha…

— Um difamou maliciosamente, outro vendeu nosso iate de oitocentos milhões. A justiça certamente punirá os crimes de cada um de forma clara.

Eduardo apertou os punhos com raiva:

— Tudo é culpa sua, mulher! Se não fosse você tão dominante, não teria chegado a esse ponto!

Minha mãe olhou friamente para Eduardo:

— Eduardo, você sabia que casar comigo era um grande privilégio, e ainda assim reclama da minha força?

— Homens que chegam a esse ponto são realmente repugnantes.

Eduardo olhou para as algemas que brilhavam diante de seus olhos, finalmente perdeu a resistência e tentou agarrar a mão da minha mãe:

— Querida, eu apenas fui enganado por um momento, foi Marina quem me influenciou!

— Sim, tudo foi obra dela. Eu nunca quis fazer nada contra você, minha esposa!

Capítulo 20

— Já que ele confessou, muito obrigado pelo trabalho de vocês — disse minha mãe aos policiais.

Dois policiais rapidamente saíram em seus carros para prender Clara, mãe de Marina.

Enquanto isso, com os culpados sendo algemados, a multidão explodiu em aplausos:

— Uau, no começo parecia apenas um escândalo, mas a história da família Eduardo é realmente cheia de reviravoltas!

— Eduardo e Leonardo são repugnantes, enquanto aproveitam os outros, ainda tentam destruí-los.

— Felizmente, Isabela foi perspicaz, caso contrário, teria sido difamada sem chance de defesa…

Eu sacudi a cabeça, segurando minha avó e minha mãe enquanto voltávamos para a mansão.

Só então minha mãe finalmente deixou a forte fachada de lado, olhando para mim com os olhos marejados:

— Isabela, tudo é culpa de sua mãe não ter percebido as pessoas ao redor. Você sofreu demais.

Abracei minha mãe com força, lágrimas da vida passada e desta se misturando:

— Mãe, eu senti tanto a sua falta.

Eduardo e os outros acabaram acertando a si mesmos.

Eles chamaram a mídia, mas acabaram sendo humilhados publicamente.

Agora, todos estavam presos na delegacia, sem poder ver notícias externas, e nem sabiam que Eduardo se tornara o “Chen Shimei moderno”, enquanto Marina se transformara na “nova Pan Jinlian”.

Sob a influência da opinião pública, foram rapidamente julgados.

Eduardo recebeu 20 anos de prisão por tentativa de homicídio.

Marina, por roubo de grande valor, foi sentenciada à prisão perpétua.

Clara, que arquitetou tudo, não pôde ser punida severamente por falta de provas, mas eu já havia contratado uma empresa de cobrança profissional. O restante da vida de Clara seria marcado por perturbações legais e psicológicas.

Leonardo, responsável apenas por difamação e disseminação de boatos, não ficou preso por muito tempo e logo foi solto.

Mas os bens da família já haviam sido confiscados. O ex-herdeiro, agora arruinado, vagava pelas ruas pedindo perdão, sempre expulso pelos seguranças.

Soube que ele acabou se tornando ladrão, entrando e saindo da delegacia com frequência, tornando-se um visitante constante.

Assim, pelo menos, ele podia acompanhar seu pai e sua irmã na prisão.

Quanto a mim, livre do noivado, fui para a universidade que sempre quis e finalmente comecei uma nova vida, plenamente minha.

FIM 

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