《A filha da minha ama vendeu o meu navio de cruzeiro》Capítulo 3

Capítulo 7

Durante a investigação policial, por segurança, fui direto para a casa da minha avó na periferia.

Ao me ver, ela me abraçou com força, lágrimas escorrendo pelo rosto:

— Minha querida, quanta injustiça você sofreu!

Respirei fundo, encostada em seu abraço:

— Está tudo bem, vovó… Minha mãe foi encontrada?

A avó acariciou meus cabelos com carinho, prestes a falar, quando a porta da mansão foi arrombada por um chute.

Era meu pai, Eduardo, acompanhado de Leonardo.

Ao me ver ali, Eduardo gritou furioso:

— Isabela, depois de tudo que fez de vergonhoso, ainda tem a cara de se esconder aqui!

— Volte comigo, peça desculpas à Marina e entregue o noivado a ela!

Ergui-me, sem medo, encarando-o nos olhos:

— Uma filha de empregada fala duas palavras e você já me considera vil e vergonhosa?

— Difamar alguém é tão fácil assim? Então eu diria que toda a família de Marina é suja!

— E o iate? Foi minha avó quem me deu, quero meu iate de volta!

Eduardo tremeu de raiva, estendendo a mão para me agarrar:

— Você sabe o que Marina fez? É tudo pelo seu bem!

— Sua filha desobediente, volte e fique confinada!

Capítulo 8

Nesse momento, minha avó, que até então permanecera em silêncio, apoiada na bengala, bloqueou nosso caminho:

— Eduardo, você agora está todo ousado, nem me chama de mãe ao me ver.

Ao ver minha avó, meu pai finalmente se acalmou.

Seu rosto mudou de negro para vermelho, e seus lábios se curvaram ligeiramente:

— Mãe, eu só queria disciplinar essa garota desobediente, não interfira.

Minha avó riu friamente, impondo autoridade sem precisar gritar:

— Eduardo, Isabela é da nossa família. Pense bem antes de falar.

Eduardo ficou sério, tirou o celular e enviou alguma notificação.

Em instantes, a entrada da mansão da avó estava cercada por várias pessoas, algumas com câmeras, outras com microfones, e um carro branco com Marina no centro.

Aproximei-me, ouvindo Marina chorar:

— Eu só queria ajudá-la, mas ela me humilha repetidamente… Hoje todos serão testemunhas para verificar se minha irmã é mesmo má!

Leonardo se aproximou para limpar as lágrimas de Marina:

— Marina, desculpe por tudo.

Ela então se colocou à frente da multidão e gritou para mim:

— Isabela, você diz que nunca fez nada errado. Agora os jornalistas e médicos estão aqui, você tem coragem de se submeter a um exame?

Meu cérebro fervia de raiva, e minha avó tremia de indignação:

— Vocês são monstros! Isabela é minha neta, como ousam tratá-la assim?

Eduardo entrou sorridente na multidão:

— Desculpem, mãe, o casamento entre nossas famílias é importante. Não podemos permitir que uma filha que tenha feito abortos estrague o acordo futuro.

A multidão, animada, comentou:

— Vejam, esse é um verdadeiro homem de palavra, não permite que seus filhos se desviem!

— Isabela parece pálida… Será que realmente fez algo errado?

— A segunda filha é tão calma, deve ter razão.

Fiquei no palco, apertando a mão da minha avó, e disse em voz alta:

— Muito bem. Já que meu pai se preocupa com o casamento, não se limite a mim.

— Que a segunda filha, a tal Marina, também seja examinada!

Capítulo 9

O rosto de Marina ficou pálido imediatamente, e ela quase desabou nos braços de Leonardo:

— Leonardo, veja só! Ser humilhada diante de todos…

— Estou limpa e inocente, não mereço isso! Eu realmente não quero mais viver!

Ela abaixou a cabeça, prestes a bater contra a parede, mas a multidão rapidamente a impediu.

Após acalmá-la, os espectadores me lançaram olhares de reprovação:

— Que audácia, Isabela! Você é a filha legítima da família e quer forçar alguém na rua?

— Que baixaria! Nem mesmo poupa sua própria irmã!

Varri o ambiente com os olhos, aumentando ainda mais o tom de voz:

— Acho que todos estão enganados. Minha mãe tem apenas uma filha, e eu não tenho irmã alguma.

— Quanto à Marina, ela é apenas filha da empregada.

Ao ouvir isso, todos ficaram surpresos:

— Ah? Como a filha de uma empregada ousa obrigar a patroa a fazer exames? Está louca?

— Não viram que Eduardo e Leonardo a protegem? Não é loucura, é Marina querendo tomar o lugar da herdeira?

Marina, antes cheia de confiança, agora tremia de raiva.

Ela me olhou com os olhos marejados e disse entre soluços:

— Irmã Isabela, sei que você despreza minha origem e me culpa por não proteger seus segredos…

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