Capítulo 1
A filha da empregada vendeu meu iate, avaliado em oitocentos milhões, dizendo que eu fazia abortos com frequência e que o dinheiro deveria ser doado ao templo para redimir meus pecados.
Meu irmão a defendeu, expondo-me publicamente.
Meus colegas espalharam a história como piada, e meu noivo, ao ouvir, achou que eu era demasiado libertina e cancelou nosso noivado.
Sem opções, fui à polícia, mas eles se uniram para provar que eu tinha problemas mentais e me internaram em um hospital psiquiátrico.
Sob a orientação da minha própria família, sofri tormentos e morri prematuramente.
Quando abri os olhos novamente, voltei ao dia em que o iate desapareceu.
Surpresa, abri os olhos e vi Marina, a filha da empregada, de braços abertos, teimosa, bloqueando meu caminho.
Ao perceberem meu ódio incontrolável, ela recuou ligeiramente e disse, com uma voz quase suplicante:
— Por que você precisa exibir o iate? Não podia levar os colegas a um hotel elegante?
— Olha só para ela, Leonardo, recém-formada e já tão extravagante, em breve gastará toda a herança da nossa família! — comentou alguém ao lado.
Leonardo, meu irmão, viu minha expressão e imediatamente colocou Marina atrás de si, protegendo-a:
— Já chega. O iate da Marina já foi vendido. Levem seus colegas embora.
Ele se abaixou para ajeitar alguns fios de cabelo dela e trocaram um olhar cúmplice, como se vender um iate de oitocentos milhões fosse irrelevante.
Eu os observei com raiva fervendo no peito, sentindo o estômago revirar.
Capítulo 2
— O iate foi um presente da minha avó para mim. Quem são vocês para tocar nas minhas coisas? — exclamei, minha voz carregada de indignação.
Meu irmão olhou para mim surpreso, como se não pudesse acreditar que eu ousaria contrariá-lo:
— Isabela, você não sabe quem é o verdadeiro herdeiro da família?
Antes eu não sabia, mas após a morte, percebi: eu era a verdadeira herdeira da família.
Lembrando do final da minha vida anterior, um arrepio percorreu meu corpo e minha voz adquiriu um tom gelado:
— Então é isso. A filha da empregada vendeu secretamente o iate do empregador, e meu irmão protege essa ladra? Parece que sem recorrer à polícia, vocês nunca admitiriam a culpa.
Marina começou a chorar, chamando alto para os colegas que a observavam:
— Eu só queria o seu bem, Isabela! Você sempre foi gastadora, sua vida pessoal é desordenada e você fez tantos abortos. Eu precisava fazer oferendas para redimir seus pecados.
— Por isso vendi o iate, para arrecadar dinheiro para as oferendas e garantir que as vidas que você interrompeu pudessem renascer.
Os colegas atrás dela sussurraram desaprovando.
Na vida anterior, eu fiquei furiosa com as desculpas de Marina e a havia estapeado severamente.
Para meu azar, Leonardo se irritou e ficou do lado de Marina, me acusando de espalhar escândalos amorosos.
O assunto virou piada entre meus colegas e logo chegou aos ouvidos do meu noivo, Rafael.
Capítulo 3
Desde então, a família Rafael cancelou nosso noivado. Aos olhos do meu pai, eu havia perdido todo o valor.
Logo, Marina se aproximou de Rafael. Para me eliminar de vez, ela e Leonardo inventaram provas de que eu era instável mentalmente, e minha família me enviou à força para um hospital psiquiátrico.
Sob instruções deliberadas, não demorou para que eu fosse maltratada até a morte.
E aqueles amantes traidores: um herdou a fortuna que deveria ser minha, outro casou-se com meu noivo.
Ao pensar nisso, tremi de raiva, tirando o celular:
— Uma filha de empregada ousa difamar seu empregador? Marina, você melhor manter a mesma coragem quando falar com a polícia.
— Vamos chamar a polícia para investigar quem faz abortos com frequência e… para descobrir onde está o meu iate!
Ao ouvir minhas palavras, o rosto de Marina ficou pálido, e ela olhou para Leonardo em busca de ajuda.
Ele imediatamente a protegeu, derrubando meu celular no chão:
— Isabela, não pense que ameaçar Marina vai apagar seus pecados!
— Hoje, vou ensinar você uma lição na frente de todos os seus colegas!
Na minha vida anterior, eu havia sido intimidada por sua expressão séria, mas desta vez, não seria mais explorada.
Eu me virei para os colegas, gritando:
— A filha da minha empregada roubou meu iate, e meu irmão protege essa ladra! Alguém pode chamar a polícia por mim?