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《A Madrasta Contratada pelo Don》Capítulo 9

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Léo bateu com os punhos na perna de Sebastião.

O homem soltou Nora por surpresa. Ela puxou o menino para trás do corpo.

— Augusto, leve Léo para dentro.

— Não! — gritou o menino. — Ele vai levar você.

— Olha para mim. Eu entro daqui a dois minutos.

Léo encarou o pulso avermelhado dela.

— Promete?

— Dois minutos. Se eu atrasar, você chama ajuda.

Augusto estendeu a mão. Léo recusou e abraçou a cintura de Nora.

— Minha mãe não fez nada errado. Ela é a melhor mãe do mundo.

Sebastião olhou para ele.

— O que você chamou ela?

— Minha mãe.

— Ela é babá.

— Sua família toda é babá!

Nora quase sorriu. Sebastião avançou um passo.

Luca apareceu no alto da escada. Desceu sem pressa, de camisa preta, seguido por dois seguranças. A rua ficou silenciosa.

— Tire a mão da minha família — disse ele.

— Sua família? Nora é minha esposa.

— Ex-esposa — corrigiu Nora.

Luca parou ao lado dela.

— Nora é minha mulher. Léo é meu filho. Você está no meu portão segurando o pulso dela depois de receber ordem para sair.

Sebastião ajeitou a camisa.

— Ela está manipulando você contra a Ferraz Capital.

— Os contratos foram encerrados antes de Nora entrar nesta casa. Sua empresa omitiu riscos e perdeu dinheiro de dois fundos meus.

— Podemos corrigir.

— Não com você na direção.

Sebastião apontou para Nora.

— Ela não entende desse mundo. Você está se destruindo por uma mulher que nem se controla diante de um prato.

Luca deu um passo. Nora segurou o braço dele.

— Não.

Ele olhou para a mão dela.

— Quero que ele vá embora, não que desapareça.

Luca fez sinal aos seguranças.

— Retirem o senhor Ferraz. Se voltar, chamem a polícia antes de me chamar.

— Você vai se cansar dela — gritou Sebastião enquanto era conduzido ao carro. — Todo homem se cansa!

Nora esperou o veículo sumir. O corpo começou a tremer quando o portão fechou.

Luca tocou o pulso ferido.

— Médico.

— Gelo basta.

Léo ainda a abraçava.

— Você vai entrar agora.

— Vou.

Dentro da mansão, Nora sentou no sofá com o menino no colo. Augusto trouxe gelo. Luca dispensou os seguranças e ficou de pé a alguns passos.

— Papai, ela vai ser minha mãe para sempre?

Nora olhou para Léo.

— Eu sou sua mãe enquanto você quiser me chamar assim. Mesmo se eu trabalhar fora. Mesmo se eu morar em outro lugar um dia.

O rosto dele desabou.

— Vai morar fora?

— Não estou indo hoje. Quero que entenda uma coisa: amor não some quando alguém atravessa uma porta.

Luca sentou à frente deles.

— Eu passei semanas tentando fazer sua mãe se apaixonar por mim para ela não ir embora.

Nora arregalou os olhos.

— Luca.

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— O quê? — perguntou Léo.

— Seu pai está falando demais.

— A doutora Helena manda falar a verdade.

Luca parecia quase satisfeito. Léo escorregou do colo e correu atrás do boneco, deixando os dois.

— Você planejou me fazer apaixonar? — perguntou Nora.

— Plano é uma palavra generosa. Tenho chegado para jantar.

— E encerrado contratos do meu ex.

— Isso foi auditoria.

Ela removeu o gelo.

— Proteção não pode ser desculpa para decidir por mim.

— Aprendi.

— Ainda está aprendendo.

— Então ensine.

Luca aproximou a cadeira.

— Nora, eu quero um casamento real. Quero você na mesa porque escolheu sentar. Quero que trabalhe, que discorde e que desligue meu telefone quando eu ignorar meu filho. Não quero pagar por histórias. Não quero que fique pelo dinheiro.

— Você me ofereceu dinheiro desde a primeira noite.

— Era a única coisa que eu sabia oferecer sem risco.

— E agora?

— Agora estou oferecendo risco.

Ele abriu a mão. O anel da família estava na palma.

— Não precisa responder hoje.

Nora pegou o anel e fechou os dedos, sem colocá-lo.

— Minha entrevista foi aprovada. Começo segunda.

— Parabéns.

— Quatro horas por dia. Léo entra na escola no mês que vem, se Helena mantiver a recomendação.

— Já conheci a diretora.

— Sem mim?

— Helena me levou. Estou tentando fazer certo.

Nora respirou fundo.

— E Sebastião?

— A polícia recebeu as imagens do portão. Você decide se registra ocorrência.

— Vou registrar.

Luca assentiu, sem tentar tomar o processo para si.

Na delegacia, Nora descreveu o aperto no pulso e as mensagens. Luca esperou fora da sala. Léo ficou com Helena. Quando Nora saiu, o ex-marido já tinha medida protetiva provisória contra aproximação.

Nos dias seguintes, Luca não repetiu a proposta. Levou Nora ao trabalho quando ela pediu, voltou às reuniões quando ela dispensou e participou da adaptação escolar de Léo. O menino conseguiu permanecer uma hora na sala, depois duas.

Sebastião enviou flores ao centro. Nora recusou. Mandou que toda comunicação passasse pela advogada.

No fim da semana, Nora recebeu o primeiro pagamento do trabalho. Era muito menor que a transferência de Luca. Abriu o comprovante várias vezes.

À noite, colocou o anel sobre a mesa do escritório.

Luca olhou para a joia e depois para ela.

— Esta é sua resposta?

— É o começo dela.

Luca guardou o anel na caixa, sem fechar a tampa.

— Quanto tempo você precisa?

— O tempo em que ninguém conta os dias.

— Difícil para um homem de contratos.

— Pratique.

Ele empurrou a caixa de volta para o centro da mesa. O anel permaneceu entre os dois, disponível e sem dono por aquela noite.

Antes de colocar o anel sobre a mesa, Nora participou da primeira reunião escolar de Léo. A professora explicou que ele evitava portas fechadas e reagia a vozes masculinas altas. Luca quis exigir uma sala exclusiva. Nora pediu adaptações discretas: lugar próximo à saída, aviso antes de exercícios sonoros e um adulto de referência.

— Ele precisa pertencer à turma — disse ela. — Não viver numa fortaleza menor.

Luca aceitou. No teste seguinte, permaneceu do lado de fora da escola com Nora. Léo entrou sozinho por vinte minutos. Ao voltar, entregou ao pai um desenho com três pessoas e um portão aberto.

— Quem é esse? — perguntou Luca, apontando a figura maior.

— Você. Sem arma.

Nora riu. Luca dobrou o desenho com cuidado e guardou na carteira.

Na mesma tarde, a advogada confirmou que Sebastião estava proibido de se aproximar. Nora assinou o pedido com a própria caneta.

Luca esperou, sem falar com o delegado nem acelerar o processo. O gesto silencioso pesou mais que todas as promessas de fazer o ex-marido desaparecer.

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