《Fingi Ter Perdido A Memória Depois Do Acidente… Mas Meu Marido Me Apresentou Outro Homem Como Meu Esposo》Capítulo 8

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Durante muitos dias, Rafael Vasconcelos tentou encontrar a maneira certa de falar com Isabela.

Ele preparou discursos.

Imaginou conversas.

Pensou em todas as possibilidades.

Mas toda vez que tentava se aproximar, percebia uma coisa que doía mais do que qualquer rejeição.

Isabela já não precisava dele.

Antes, quando eles brigavam, ela procurava uma solução.

Quando ele se afastava, ela tentava entender.

Quando ele errava, ela procurava motivos para perdoar.

Mas agora era diferente.

Ela não estava com raiva.

Não estava tentando machucá-lo.

Ela simplesmente tinha aprendido a viver sem ele.

E isso era o que mais destruía Rafael.

Porque uma pessoa com raiva ainda sente alguma coisa.

Mas uma pessoa em paz já fez sua escolha.

Naquela tarde, Rafael ficou parado em frente ao prédio da empresa de Isabela, no bairro Jardins.

O Grupo Almeida Montenegro Joias estava mais movimentado do que nunca.

Depois que voltou a participar dos negócios da família, Isabela havia recuperado sua antiga confiança.

Funcionários que antes quase não a viam agora procuravam sua opinião.

Investidores voltaram a respeitar suas decisões.

Ela não era mais apenas a esposa de Rafael Vasconcelos.

Ela era Isabela Almeida Montenegro.

Uma mulher com seu próprio nome.

Seu próprio império.

E Rafael percebeu algo doloroso.

Ele havia passado anos tentando construir um grande nome.

Enquanto Isabela já carregava um.

Ele apenas fez ela esquecer disso.

Quando ela saiu do prédio, Rafael se aproximou.

Ela parou ao vê-lo.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

Havia tantas coisas entre eles.

Cinco anos de casamento.

Memórias.

Promessas.

E uma mentira que mudou tudo.

"Precisamos conversar."

A voz de Rafael estava diferente.

Sem arrogância.

Sem aquela segurança de homem que sempre acreditava ter razão.

Isabela observou o rosto dele.

Pela primeira vez, ela viu um Rafael vulnerável.

Mas também viu o homem que a machucou.

"Sobre o quê?"

Ele respirou fundo.

"Sobre tudo."

Ela ficou em silêncio.

Depois de alguns segundos, respondeu:

"Eu tenho uma hora."

Rafael assentiu.

Era pouco tempo.

Mas talvez fosse mais do que ele merecia.

Eles foram até um pequeno café reservado em Vila Madalena.

Um lugar onde ninguém os conhecia.

Sem fotógrafos.

Sem empresários.

Sem pessoas importantes observando.

Apenas os dois.

Como no começo.

Mas agora eles não eram mais os mesmos.

Rafael segurava a xícara de café sem beber.

Parecia estar tentando encontrar coragem.

Finalmente falou:

"Eu preciso que você saiba toda a verdade."

Isabela permaneceu em silêncio.

Ele continuou:

"Quando aconteceu o acidente, eu achei que era a minha chance."

Ela franziu a testa.

"Chance de quê?"

Rafael abaixou os olhos.

"De consertar minha vida."

A resposta fez Isabela sentir um aperto.

Porque ela queria entender.

Mesmo sabendo que talvez doesse.

"Eu estava confuso."

"Eu tinha Helena novamente na minha vida."

"Eu achava que ainda existia algo entre nós."

Ele respirou fundo.

"Mas eu também não queria perder você."

Isabela ficou olhando para ele.

"Então você decidiu o quê?"

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Rafael fechou os olhos por um instante.

"Eu achei que poderia ter os dois."

O silêncio foi pesado.

Aquela frase era mais dolorosa do que qualquer explicação.

Porque era a verdade.

Rafael não queria escolher.

Ele queria manter Isabela como segurança.

E Helena como desejo.

"Eu pensei que você sempre estaria comigo."

Ele disse.

"Eu pensei que, mesmo se eu precisasse de um tempo, você estaria esperando."

Isabela sentiu os olhos marejarem.

Não porque queria voltar.

Mas porque finalmente entendia.

Rafael não tinha deixado de amar ela.

Esse era o pior.

Ele amava.

Mas amava de uma forma egoísta.

Ele amava a presença dela.

O cuidado dela.

A segurança que ela dava.

Mas não amava o suficiente para proteger o coração dela.

Rafael continuou:

"Eu nunca imaginei que você fosse se apaixonar por Victor."

Ele passou a mão pelo rosto.

"Eu achei que ele só cuidaria de você até eu resolver tudo."

Isabela respirou fundo.

"Até você resolver tudo?"

A voz dela tremeu.

"Rafael, você percebe o que está dizendo?"

Ele ficou em silêncio.

Ela continuou:

"Você não estava pensando em mim."

"Você estava pensando em você."

Ele não conseguiu negar.

Rafael olhou para ela.

"Eu sei."

Aquela simples resposta surpreendeu Isabela.

Porque durante anos ele sempre tentava justificar seus erros.

Agora ele apenas aceitava.

"Eu fui egoísta."

"Eu achei que meu amor por você me dava o direito de decidir sua vida."

Ele engoliu seco.

"Mas eu estava errado."

Algumas lágrimas caíram do rosto de Isabela.

Ela virou o olhar por alguns segundos.

Porque aquela era a parte mais difícil.

Se Rafael fosse um homem cruel, seria fácil esquecer.

Se ele nunca tivesse amado ela, seria fácil ir embora.

Mas ele amava.

Só que não da maneira que ela precisava.

"Você sabe qual foi a pior parte?"

Ela perguntou.

Rafael levantou os olhos.

"Qual?"

"Não foi você amar outra pessoa."

Ele ficou imóvel.

"Não foi nem você querer ir embora."

Ela respirou fundo.

"A pior parte foi você achar que eu continuaria aqui esperando."

Rafael sentiu a garganta fechar.

Isabela continuou:

"Você me conhecia."

"Você sabia o quanto eu amava você."

"Sabia que eu faria qualquer coisa pelo nosso casamento."

As lágrimas continuavam caindo.

"E mesmo assim decidiu brincar com meus sentimentos."

Rafael tentou falar.

Mas ela levantou a mão.

Não para impedir.

Mas porque precisava terminar.

"Você perdeu a minha confiança no momento em que decidiu me transformar em uma parte do seu plano."

Ela olhou diretamente para ele.

"Você perdeu minha confiança quando achou que eu era alguém que poderia ser devolvida depois."

Rafael ficou em silêncio.

Então Isabela disse:

"Você perdeu a mim naquele dia."

Ele abaixou a cabeça.

Mas ela continuou:

"Não foi quando eu conheci Victor."

"Não foi quando comecei a sorrir novamente."

"Não foi quando meu coração encontrou alguém que me valorizava."

A voz dela ficou mais firme.

"Você perdeu minha quando decidiu me usar."

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Rafael sentiu uma dor que não conhecia.

Porque durante semanas ele tinha medo de perder Isabela para Victor.

Mas naquele momento percebeu algo diferente.

Ele não perdeu ela para outro homem.

Ele perdeu ela para a própria escolha.

Victor não destruiu o casamento deles.

Victor apenas apareceu depois que Rafael já tinha quebrado tudo.

"Eu queria voltar no tempo."

Rafael disse.

Isabela olhou para ele.

"Eu também queria."

Ele se surpreendeu.

"Queria?"

Ela assentiu.

"Queria voltar para o dia em que ainda acreditava que você nunca faria isso comigo."

A frase destruiu qualquer esperança que restava nele.

Porque era verdade.

O que ela queria recuperar não era o casamento.

Era a mulher que ela era antes de descobrir a mentira.

Quando saiu do café, Rafael ficou parado observando Isabela caminhar até o carro.

Ele queria chamar por ela.

Queria pedir mais uma chance.

Queria dizer que mudaria.

Mas algo dentro dele sabia.

Pela primeira vez, ele precisava aceitar.

Ele não perdeu Isabela porque Victor era melhor.

Perdeu porque deixou de ser o homem que ela acreditava que ele era.

Naquela noite, Rafael voltou para a Mansão Montenegro.

Mas encontrou algo inesperado.

Na sala principal havia uma notícia na televisão.

Uma reportagem sobre Victor Almeida.

O apresentador sorria enquanto anunciava:

"Victor Henrique Almeida confirmou sua presença no próximo grande evento da família Almeida Montenegro ao lado de Isabela Montenegro."

Rafael ficou parado.

O sobrenome dela ao lado do nome de Victor.

A imagem dos dois juntos.

O sorriso dela.

Tudo parecia mostrar uma realidade que ele não queria aceitar.

Então seu telefone tocou.

Era Helena.

Ele olhou para a tela por alguns segundos.

Mas antes de atender, recebeu outra mensagem.

Uma mensagem de um número desconhecido.

Apenas uma frase:

"Se você quer recuperar Isabela, precisa descobrir o segredo que Victor esconde há anos."

Rafael ficou olhando para a tela.

Porque pela primeira vez desde o acidente...

ele percebeu que talvez ainda existisse uma verdade que ninguém havia contado.

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