localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Vingança da Perfumista Exilada Capítulo 11

《A Vingança da Perfumista Exilada》Capítulo 11

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Capítulo 11: O Expurgar dos Ratos

Fiora correu desesperada pelo galpão, esquecendo-se da postura aristocrática de Paris e de sua nova identidade corporativa ao ver o homem que tanto odiava morrendo para salvar a vida do filho deles. Ela desabou de joelhos na poça de sangue que se expandia pelo chão, pressionando o peito rasgado de Balthazar com as duas mãos enquanto as lágrimas lavavam a sua maquiagem.

O som das sirenes das ambulâncias e o clamor das viaturas do esquadrão tático do Capitão Marcos foram os últimos ecos de caos que cercaram o corpo paralisado do bilionário antes do silêncio cirúrgico da UTI do Hospital Sírio-Libanês.

Com Balthazar mantido sob coma induzido e flutuando na linha tênue que separava a vida da morte, Fiora não permitiu que o luto ou o medo paralisassem os seus passos.

Nas primeiras horas da manhã seguinte, as portas monumentais da sala do conselho de administração da Albuquerque Holding foram abertas sem aviso prévio.

Fiora cruzou o recinto com um terno preto sob medida que exalava uma autoridade dinástica inquestionável, trazendo ao seu lado os advogados de Paris e o documento de tutela legal de Dante Albuquerque Silva.

"Por qual direito legal a senhora ousa interromper a sessão extraordinária do conselho, Fiora Silva, sabendo que o meu sobrinho está clinicamente incapacitado de gerir estes ativos?" questionou o tio Tião Albuquerque, ostentando seu sorriso fácil e hipócrita enquanto ajeitava os papéis sobre a mesa.

"Eu assumo a presidência interina desta holding a partir deste segundo por direito de sangue do herdeiro legítimo de Balthazar, e o seu sorriso de sociopata não tem poder de veto nesta mesa, Tião" respondeu a nova matriarca, jogando a certidão de nascimento de Dante e o laudo de DNA oficial sobre o mármore.

Os conselheiros seniores murmuraram em um estado de pânico indescritível, enquanto Tião sentia o suor frio brotar na linha de sua testa ao perceber que o seu plano de usurpação estava ruindo.

Fiora iniciou doze horas de pura tirania corporativa, revisando cada livro contábil e acionando o Ministério Público e a Polícia Federal com as provas contidas no pendrive de titânio de seu falecido pai.

"Esta auditoria externa é uma violação dos estatutos da nossa família, você não passa de uma perfumista exilada que quer roubar o nosso patrimônio!" esbravejou o velho conselheiro, tentando se levantar para arrancar os relatórios das mãos dela.

"A perfumista exilada tem o controle acionário de cinquenta e cinco por cento da distribuição europeia e as provas de que o senhor desviou verbas para calar o perito médico do caso de divórcio, Tião" rebateu ela, sem alterar o tom de voz em um único decibel.

A faceta mais impiedosa e calculista de Fiora se consolidava a cada assinatura que desferia naquelas folhas confidenciais, eliminando os traidores do conselho com a precisão de um cirurgião que extrai um tumor.

Ela compreendeu que não estava apenas executando uma vingança fria; ela estava blindando o legado do homem que, apesar de todo o sofrimento passado, doara o próprio sangue para proteger o fruto do amor deles.

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"O comitê de ética já aprovou o pedido de destituição de todos os diretores envolvidos nas fraudes das contas offshore das Ilhas Caimã, senhora" informou Matías, entrando na sala com a elegância de quem acabara de assinar a certidão de óbito financeiro dos inimigos.

"Excelente, agora chame o Delegado Silva e os federais que aguardam no subsolo, pois está na hora de limpar o resto dos ratos que infestam este edifício" ordenou a presidente interina, olhando para o tio de Balthazar com um desprezo que congelou a sala.

Tião Albuquerque, percebendo que a votação do conselho se voltara inteiramente contra ele, tentou recolher seus pertences eletrônicos para iniciar uma rota de fuga em direção ao hangar privado da família.

Fiora deu um passo à frente e chutou as portas duplas de jacarandá da sala de conferências com a força de sua indignação, revelando os agentes armados da Polícia Federal posicionados no corredor.

"O senhor está preso em flagrante por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e tentativa de homicídio qualificado contra o menor Dante Silva" anunciou o Delegado Silva, avançando com as algemas metálicas em punho.

"Sua cadela maldita, você acha que pode destruir o nome dos Albuquerque na nossa própria cidade e sair ilesa com esse bastardo?!" gritou o tio de Balthazar, sendo jogado brutalmente contra o chão de mármore enquanto os agentes travavam o aço em seus pulsos.

"O nome dos Albuquerque pertence ao meu filho, e você vai passar os próximos trinta anos apodrecendo na ala de segurança máxima de Tremembé para aprender a respeitar a nossa essência" sentenciou Fiora, observando o velho ser arrastado pelos federais sob os olhares chocados dos funcionários da holding.

A limpeza cirúrgica da estrutura corporativa estava completa antes do pôr do sol, restando apenas o rastro do perfume gélido e triunfante da nova matriarca impregnado nas paredes da holding. Fiora recolheu a caneta de titânio de Balthazar e caminhou em direção ao elevador privativo, sentindo que a vitória jurídica estava finalmente em suas mãos.

Ela entrou no veículo blindado acompanhada por Matías e Dante, seguindo em alta velocidade pelas avenidas de São Paulo em direção ao hospital onde o destino do parceiro ainda era decidido pelas máquinas.

Quando Fiora cruzou as portas giratórias da recepção vip do Sírio-Libanês com os documentos de vitória nas mãos, o mundo pareceu parar de girar.

O bipe rítmico e eletrônico dos aparelhos de monitoramento cardíaco da UTI entrou em uma linha contínua e desesperadora exatamente quando ela tocou o vidro de proteção do quarto de Balthazar.

O som agudo e estridente do monitor indicava que o coração do bilionário sofrera uma parada cardiorrespiratória fulminante devido às complicações do tiro no peito.

"Código azul no leito três! Tragam o carrinho de parada e preparem o desfibrilador com duzentos jaules imediatamente!" gritou o doutor Bruno através do sistema de comunicação interna, rasgando o silêncio do corredor médico.

Fiora sentiu o ar sumir de seus pulmões com tamanha violência que a pasta com os documentos contratuais escorregou de seus dedos, espalhando as folhas de vitória pelo chão do hospital.

Uma onda de pânico doentio e desespero primitivo invadiu a sua espinha, destruindo a última barreira de gelo que ela passara os últimos quatro anos construindo em Paris.

"Não faça isso comigo, Balthazar! Você não tem o direito de me deixar sozinha com este império depois de me forçar a amar o seu sacrifício!" gritou ela para o vidro, com as lágrimas explodindo de seus olhos de âmbar.

Sem se importar com as normas de esterilização ou com a presença dos enfermeiros, Fiora arrancou os sapatos de salto alto de seus pés e os jogou no corredor, correndo descalça pelo piso frio de granito.

Ela invadiu a sala de isolamento da UTI com as mãos trêmulas de puro terror, assistindo aos médicos posicionarem as pás de choque contra o peito ensanguentado do homem que controlava a sua existência.

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