《A Rainha do Abismo: A Noiva Sombria do Magnata》Capítulo 7

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Capítulo 7: Sombras no Retrovisor (A Emboscada)

Lucas limpava desesperadamente o vinho tinto de seu peito enquanto o som dos próprios crimes continuava a ecoar pelo pavilhão, mas Helena já havia virado as costas, deixando-o submerso na certeza da sua destruição iminente.

Poucas horas depois daquele confronto, o cenário de vidro e concreto da capital cedeu lugar às curvas sinuosas e envoltas em névoa da estrada que levava a Campos do Jordão.

A loba não pretendia se esconder, mas atrair os ratos para fora do bueiro em um terreno onde as aparências da alta sociedade paulistana não pudessem protegê-los.

O ronco poderoso do motor do carro esporte blindado que Matheus lhe cedera cortava o silêncio da serra, quando os faróis altos de duas caminhonetes pretas surgiram repentinamente no retrovisor, acelerando de forma agressiva.

"Eles morderam a isca mais rápido do que eu imaginava, bando de amadores desesperados" murmurou Helena, ajustando o retrovisor interno com uma calma que desafiava a morte.

As caminhonetes fecharam o cerco em uma curva fechada, tentando esmagar o veículo blindado contra o paredão de rocha da estrada isolada. Em vez de pisar no freio ou entrar em pânico como qualquer herdeira indefesa faria, Helena cravou o salto alto no acelerador e assumiu o controle absoluto do volante.

"Vocês acharam mesmo que um susto na estrada seria suficiente para me parar duas vezes?" questionou ela em voz alta, jogando a traseira do carro esporte em uma manobra de derrapagem controlada que jogou a primeira caminhonete contra o guard-rail.

O som do metal retorcido ecoou pelo desfiladeiro enquanto os capangas contratados por Lucas disparavam contra os vidros blindados, gerando estalos secos que apenas alimentavam o fogo nos olhos de Helena.

Ela reduziu a marcha bruscamente, fazendo o carro girar em um ângulo perfeito sobre o asfalto molhado antes de acelerar na direção contrária, rompendo o bloqueio com uma precisão cinematográfica.

Na central de comando tático em São Paulo, o sinal de alerta do rastreador por satélite disparou na tela principal de Matheus Monteiro.

Ao ouvir o relatório de que Helena estava sob fogo cruzado na serra, o bilionário levantou-se da poltrona com uma fúria absoluta e avassaladora que fez o ar do escritório congelar.

"Mobilize o esquadrão inteiro agora mesmo e não quero nenhum desses desgraçados respirando se ousarem tocar em um único fio de cabelo dela" ordenou Matheus, com a voz vibrando em uma frequência mortal de pura possessividade.

"O esquadrão tático avançado já está posicionado na rota de fuga da serra, senhor Monteiro, ninguém vai escapar da nossa rede" respondeu Vitor, o líder do esquadrão de segurança de Matheus, ajustando o rádio de comunicação militar enquanto liderava a frota de helicópteros.

Vitor era um especialista implacável em operações táticas e interrogatórios de rua, conhecido por nunca deixar testemunhas ou pistas para trás em suas missões.

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Em menos de cinco minutos, o som das hélices cortando o céu escuro da montanha misturou-se ao barulho dos pneus de Helena escorregando na pista perigosa.

A segunda caminhonete emparelhou com o carro esporte, e o líder dos agressores apontou uma arma de grosso calibre diretamente contra a janela do motorista.

Helena sustentou o olhar do homem através do vidro blindado, sorrindo com a frieza de quem sabia que o destino daquela caçada já havia sido selado por forças muito maiores.

"O seu tempo acabou, seu verme" sibilou ela, acionando o freio de mão eletrônico e fazendo a caminhonete passar direto, perdendo o controle e capotando na vala lateral da pista.

Antes que os ocupantes sobreviventes pudessem rastejar para fora das ferragens do veículo destruído, uma cortina de fumaça preta cobriu a estrada isolada.

Os jipes pretos do esquadrão de elite de Matheus surgiram do meio da neblina como espectros, cercando os capangas feridos antes mesmo que eles conseguissem esboçar qualquer reação.

Vitor desceu do primeiro veículo com passos pesados e precisos, apontando seu fuzil tático para a cabeça do líder dos agressores que tentava alcançar uma arma caída no chão.

Helena desligou o motor do carro esporte e desceu com uma elegância intacta, caminhando sobre o asfalto até parar diante do homem rendido.

"Quem mandou você fazer isso? Foi o Lucas ou a Isabella?" questionou Vitor, desferindo um golpe seco com a coronha da arma no estômago do criminoso.

"Eles estão sem dinheiro, foram os velhos sócios... os sócios do pai dela que pagaram o serviço" cuspiu o homem, engasgando com o próprio sangue enquanto desmaiava no chão frio.

Ao se inclinar para avaliar o estado da testemunha, a luz dos faróis iluminou a mão direita do líder dos capangas, revelando um anel de ouro envelhecido com um símbolo cravado no metal.

Era o desenho de uma serpente entrelaçada em uma espada, o mesmo emblema heráldico que Helena vira nos documentos sigilosos do cofre de seu pai na noite em que ele sofrera o suposto infarto fatal.

"Esse símbolo... não foi o Lucas quem planejou a morte do meu pai, há algo muito maior por trás de tudo o que aconteceu" sussurrou Helena, sentindo o coração acelerar diante daquela revelação oculta.

"Nós vamos descobrir até o último nome envolvido nessa organização, senhorita Helena, eu garanto que o senhor Vitor tem métodos infalíveis para fazê-los falar" afirmou o chefe de segurança, recolhendo o anel como prova.

Matheus desembarcou de um dos helicópteros que pousara no meio da rodovia interditada, caminhando a passos largos e felinos até alcançar Helena sob a chuva fina que começava a cair.

Ele a envolveu em seus braços largos com uma força possessiva que misturava o alívio do resgate com o desejo ardente de destruir o resto do mundo para protegê-la.

"Você está segura agora, minha rainha, ninguém neste mundo vai conseguir machucar você enquanto eu estiver respirando" sussurrou ele, colando sua testa à dela enquanto o esquadrão limpava os vestígios do caos ao redor.

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