localização atual: Novela Mágica Moderno O Choro do Bebê no Ventre Parte 3

《O Choro do Bebê no Ventre》Parte 3

PUBLICIDADE

O silêncio dentro da sala de investigação parecia pesar mais do que qualquer palavra.

Naquele momento, todos os olhos estavam voltados para a tela do computador onde o vídeo escondido no celular de Clara Beatriz Almeida Monteiro começava a ser carregado.

Na sala estavam Rafael Augusto Vasconcelos, Clara ainda acompanhada por uma equipe médica, Delegada Mariana Carvalho e dois investigadores.

Ninguém sabia exatamente o que apareceria naquela gravação.

Mas todos tinham a mesma sensação.

Clara sabia que algo aconteceria.

E havia deixado uma mensagem para ser encontrada caso não conseguisse sobreviver.

O vídeo finalmente abriu.

A imagem mostrava Clara sentada no escritório particular do Grupo Vasconcelos Engenharia.

Ela parecia nervosa.

Seus olhos estavam cansados.

Mas sua voz era firme.

"Se alguém estiver assistindo esse vídeo, significa que alguma coisa aconteceu comigo."

Rafael sentiu o coração apertar.

Era a voz da esposa.

Mas era uma Clara diferente.

Uma Clara que estava lutando contra algo que ele não conhecia.

No vídeo, ela olhava diretamente para a câmera.

"Eu descobri irregularidades dentro da empresa. Existem transferências de dinheiro que não têm explicação e documentos falsificados."

Mariana aproximou-se da tela.

A gravação continuava.

"Eu tentei conversar com Rafael porque ele precisa saber o que está acontecendo dentro da própria família."

Rafael abaixou o olhar.

Ele sentia uma mistura de culpa e tristeza.

Durante anos, ele acreditou que conhecia todas as pessoas ao seu redor.

Mas sua esposa tinha descoberto uma ameaça dentro da própria casa.

No vídeo, Clara respirou fundo.

"Felipe está envolvido."

O nome ecoou na sala.

Rafael fechou os olhos.

Mesmo depois de tudo, ouvir aquilo ainda parecia impossível.

Seu irmão.

A pessoa que cresceu ao lado dele.

A pessoa que ele protegeu durante toda a vida.

A gravação continuou.

"Mas o que mais me preocupa é que Teresa sabe."

O rosto de Rafael mudou.

Ele olhou para a tela como se esperasse que Clara negasse aquela frase.

Mas ela não negou.

"Minha sogra sabe exatamente o que Felipe está fazendo. Ela sabe das transferências. Ela sabe dos documentos."

O vídeo terminou alguns segundos depois.

A tela ficou preta.

Ninguém falou nada.

O silêncio foi quebrado apenas pelo som dos aparelhos médicos ao lado de Clara.

Rafael permaneceu parado.

Ele não sabia o que doía mais.

A possibilidade de ter perdido sua esposa.

Ou descobrir que sua própria mãe poderia estar envolvida.

Mariana observou Rafael.

"Senhor Rafael, precisamos considerar todas as possibilidades."

Ele passou a mão pelo rosto.

"Minha mãe criou meu irmão e a mim."

A delegada manteve a expressão séria.

"E a senhora Clara estava dentro de um caixão por causa de alguém."

A frase atingiu Rafael como um golpe.

Ele não respondeu.

Porque pela primeira vez em toda sua vida, ele começou a duvidar de Teresa Vasconcelos Ribeiro.

Enquanto a polícia avançava nas investigações, Teresa iniciava sua própria estratégia.

Ela sabia que precisava controlar a história antes que a verdade aparecesse.

PUBLICIDADE

Na manhã seguinte, jornalistas cercavam a entrada da Mansão Vasconcelos.

Câmeras de televisão transmitiam ao vivo.

A família mais poderosa de São Paulo estava envolvida em um escândalo.

Mas Teresa apareceu diante das câmeras usando um vestido preto elegante, mantendo a postura de uma mulher fragilizada.

Ela respirou fundo antes de falar.

"Eu ainda estou tentando entender tudo o que aconteceu."

Os jornalistas se aproximaram.

"Senhora Teresa, a senhora sabia que Clara poderia estar sendo prejudicada?"

Teresa abaixou os olhos.

"Clara sempre foi uma mulher sensível."

Ela fez uma pausa.

"Depois da gravidez, ela passou por momentos de muita pressão."

Os repórteres ficaram atentos.

Então Teresa soltou a frase que mudaria a opinião de muitas pessoas.

"Minha nora estava emocionalmente abalada. Ela sofreu um grande trauma e talvez tenha interpretado algumas situações de maneira equivocada."

Naquele instante, a notícia começou a circular.

Clara, a mulher que quase foi enterrada viva, passou a ser apresentada como alguém confusa.

Como alguém que poderia estar exagerando.

Rafael assistiu à entrevista pela televisão dentro do hospital.

Sua expressão ficou completamente diferente.

Ele conhecia aquela estratégia.

Sua mãe sempre fazia isso.

Quando alguém ameaçava seu controle, ela destruía a reputação da pessoa.

Clara percebeu o olhar dele.

"Agora você entende."

Rafael olhou para ela.

"Eu não queria acreditar."

Ela segurou a mão dele.

"Eu sei."

A voz dela estava triste.

"Porque ela é sua mãe."

Rafael ficou em silêncio.

A dor daquela descoberta era mais profunda do que qualquer ferida física.

Poucas horas depois, outra informação chegou à polícia.

Felipe Henrique Vasconcelos havia comprado uma passagem internacional.

Destino:

Portugal.

Mariana recebeu a informação em seu escritório.

"Ele está tentando sair do país."

Um investigador colocou os documentos sobre a mesa.

"Ele reservou um voo para amanhã de madrugada."

A delegada olhou para a foto de Felipe.

"Ele sabe que estamos chegando perto."

Enquanto isso, Felipe estava dentro de uma sala privada da Mansão Vasconcelos.

Ele colocava documentos dentro de uma mala.

Seu rosto já não tinha a aparência tranquila de antes.

Agora havia medo.

Ele ligou para alguém.

"Eu preciso sair daqui hoje."

Do outro lado da linha, uma voz respondeu.

Felipe apertou os dentes.

"Não importa o que aconteça, eu não posso ser preso."

Depois desligou.

Ele olhou para a mansão.

O lugar onde nasceu.

O lugar onde sempre acreditou que teria poder.

Mas agora parecia uma prisão.

Na mesma noite, Delegada Mariana Carvalho recebeu uma nova informação.

Um funcionário antigo do Grupo Vasconcelos Engenharia decidiu falar.

Ele contou que havia visto Felipe entrando várias vezes no consultório particular de Dr. Marcelo Ribeiro Farias.

Mariana imediatamente solicitou os registros.

Em poucas horas, a polícia descobriu uma conexão inesperada.

O médico responsável por declarar Clara morta tinha uma relação antiga com a família Vasconcelos.

Mas não era apenas amizade.

Havia pagamentos.

Conversas.

Encontros escondidos.

Mariana analisava os documentos quando percebeu um detalhe.

Todas as reuniões entre Felipe e o médico aconteceram poucos dias antes da suposta morte de Clara.

Ela levantou os olhos.

"Isso nunca foi um erro médico."

O investigador perguntou:

"O que a senhora está pensando?"

Mariana respondeu:

"Estou pensando que alguém planejou tudo."

As investigações avançaram durante a madrugada.

A polícia conseguiu acesso às contas bancárias de Dr. Marcelo.

Durante horas, os técnicos analisaram cada movimentação.

Até que um depósito chamou atenção.

Um valor alto.

Transferido poucos dias antes da tentativa contra Clara.

O nome do responsável pela transferência apareceu na tela.

Mariana ficou imóvel.

Ela leu novamente.

Depois chamou os investigadores.

"Venham ver isso."

Todos se aproximaram.

O documento mostrava claramente.

O pagamento feito ao médico não vinha de Felipe.

Não vinha de nenhuma empresa falsa.

Não vinha de uma conta desconhecida.

O dinheiro tinha saído diretamente de uma conta ligada à família Vasconcelos.

Mariana sentiu um peso no peito.

Porque finalmente encontraram a ligação que procuravam.

O responsável pelo pagamento era:

Teresa Vasconcelos Ribeiro.

Na manhã seguinte, Rafael recebeu a notícia no hospital.

Ele ficou parado enquanto Mariana explicava.

"Senhor Rafael, precisamos conversar."

Ele percebeu pela expressão dela que não era algo simples.

"Encontramos quem pagou o médico."

Rafael respirou fundo.

"Quem?"

Mariana olhou para ele por alguns segundos.

E respondeu:

"Sua mãe."

Naquele instante, Rafael sentiu como se o chão desaparecesse.

Porque pela primeira vez ele entendeu que talvez o maior perigo para sua família nunca tivesse vindo de fora.

Estava dentro da própria casa.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia