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《Obsessão e Rendição》Capítulo 5

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Capítulo 5: O Sangue e a Promessa

O pânico que consumiu o escritório de Isabella não foi um grito, mas um silêncio absoluto e aterrador quando ela encontrou o berço de Mateo vazio.

Um bilhete, deixado sobre o travesseiro ainda quente, continha apenas as coordenadas de um armazém decadente nas docas e o símbolo da família de Helena.

Isabella não hesitou; ela ligou para o único homem que odiava tanto quanto precisava naquele instante.

Quando Leandro atendeu, sua voz não tinha o timbre de um CEO, mas o rosnado de um predador que teve a cria roubada.

"Eles levaram Mateo, Isabella. Encontre-me nas docas do setor sul em dez minutos ou o sangue deles vai tingir o cais."

Leandro chegou ao local em um carro blindado, os pneus cantando contra o asfalto úmido enquanto ele pulava para fora com uma arma em cada mão.

Isabella já estava lá, escondida atrás de um contêiner, os olhos fixos no armazém onde as luzes vacilavam em um ritmo agoniante.

"Eles são seis, fortemente armados," ela sussurrou quando Leandro deslizou para o seu lado, o rosto transformado pela fúria.

Leandro olhou para ela, o ódio do passado sendo substituído por uma clareza tática mortal e perigosa.

"Fique atrás de mim, Isabella. Eu não vou deixar que encostem um dedo nele."

Eles avançaram em sincronia, uma dança de morte que nenhum dos dois jamais imaginou executar juntos.

Leandro chutou a porta principal, sua presença imponente atraindo toda a atenção dos mercenários de Helena como um imã para a destruição.

O tiroteio foi ensurdecedor, os disparos de Leandro atingindo os alvos com uma precisão cirúrgica e brutal que desmantelou a defesa inimiga.

Ele se movia como uma sombra, cada movimento era um golpe direto contra o império que tentou tirar o que era dele por direito.

Isabella não ficou para trás; ela flanqueou os inimigos com uma agilidade que só o trauma e o desejo de justiça poderiam ensinar.

Eles eram um mecanismo único de destruição, movidos pelo medo e pela proteção feroz de uma criança.

Leandro foi atingido de raspão no ombro por uma bala perdida, mas ele não parou, o sangue manchando sua camisa de seda branca.

"Mateo!" ele rugiu em meio ao caos, a voz rouca pela fumaça da pólvora e pela adrenalina que fervia em suas veias.

No fundo da estrutura metálica, em uma cela improvisada, o choro de Mateo foi o gatilho final para a selvageria de Leandro.

Ele abateu o último mercenário com um soco violento, usando a coronha da arma para desarmar o inimigo antes de finalizá-lo com um tiro seco.

Isabella correu até a cela, suas mãos trêmulas finalmente arrebentando a trava com um pé de cabra que ela encontrara no chão.

"Mateo, querido, mamãe está aqui!" ela exclamou, envolvendo o menino em seus braços enquanto ele soluçava, protegido enfim.

Leandro observava a cena, o ombro ferido latejando, mas sua expressão era de um alívio que ele nunca tinha experimentado em sua vida de luxo.

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Helena, que observava tudo de uma sacada superior através de uma câmera, soltou um grito de frustração e ordenou a retirada total.

"Eles não podem escapar," Isabella apontou para uma maleta esquecida por um dos mercenários no meio do tiroteio.

Leandro se aproximou, pegando a maleta e verificando o conteúdo; ali estava a prova definitiva da ligação de Helena com o tráfico de armas.

"Ela cometeu um erro fatal hoje, Isabella. Ela tocou no meu filho, e isso é algo que eu não perdoo nem em mil vidas."

Eles se viraram para sair do galpão, a chuva do lado de fora lavando a pólvora e o sangue de suas mãos.

"Você está ferido," Isabella notou, sua voz suavizando enquanto observava a mancha de sangue no ombro dele.

"Não é nada que me impeça de fazer com que Helena pague cada centavo dessa audácia," ele respondeu, voltando a ser o leão ferido.

Entraram no carro, a tensão entre eles agora era feita de uma cumplicidade que nenhum dos dois ousava nomear.

Eles tinham sobrevivido ao inferno e, no processo, tinham se tornado uma força que o mundo de Helena não poderia conter.

"Onde nós vamos agora?" Isabella perguntou, os olhos fixos na estrada enquanto Mateo dormia tranquilamente no banco de trás.

"Nós vamos até a casa da família Vicente, e vamos expor tudo o que temos diante de todos os acionistas," Leandro decidiu.

Ele sentia que, pela primeira vez em dois anos, ele não estava lutando contra ela, mas ao lado da única pessoa que realmente entendia o peso daquele nome.

O carro cortou a neblina de São Paulo, rumo a um confronto que não deixaria nenhum Vicente de pé.

Eles haviam despertado o monstro, mas tinham descoberto, de maneira violenta, que o monstro tinha um nome e um protetor.

Isabella olhou para o lado, vendo o perfil de Leandro iluminado pelos postes de rua, a determinação em seus olhos era algo que a perturbava e a fascinava.

A guerra estava longe de acabar, mas a aliança que acabara de se forjar no sangue era inquebrável.

Helena acreditava que tinha vencido ao sequestrar uma criança, mas ela mal sabia que tinha colocado um alvo nas próprias costas.

Leandro encostou a cabeça no banco, exausto, sentindo o efeito do ferimento, mas sua mente trabalhava a mil por hora.

"Você sabe que, depois disso, não haverá mais uma vida normal para nenhum de nós," ele avisou, sem olhar para ela.

"A vida normal morreu no dia em que eles decidiram brincar com a nossa família," ela respondeu com uma convicção gélida.

O silêncio que seguiu no carro não era de hostilidade, mas de uma compreensão absoluta de que estavam no ponto de não retorno.

Eles eram dois náufragos em um oceano de mentiras, e o único barco que lhes restava era a sua própria fúria.

À medida que se aproximavam do centro da cidade, as luzes dos prédios pareciam faróis de um campo de batalha.

Leandro fechou os olhos por um instante, imaginando o rosto de Helena quando ela visse a maleta de provas em suas mãos.

Isabella acelerou, sua mente já projetando cada passo da próxima fase do plano.

Eles iriam queimar o passado para garantir que não houvesse futuro para aqueles que tentaram destruí-los.

O mundo veria que, quando você toca no que é deles, a única resposta é a total e completa obliteração.

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