localização atual: Novela Mágica Moderno A Rendição do Milionário Arrogante Capítulo 8

《A Rendição do Milionário Arrogante》Capítulo 8

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Ele chorava como uma criança, humilhado até o pó.

Os convidados na plateia soltaram suspiros de choque; alguns sacaram seus celulares para filmar.

Isabela olhou para aquela faca, para aquele homem que já foi tão arrogante e que agora estava ajoelhado pedindo misericórdia.

Ela afastou Ricardo suavemente e deu um passo à frente.

"Fernando." Ela começou, sua voz não era alta, mas foi transmitida claramente por todo o salão através do microfone.

"Você se lembra do que disse quando eu estava sob os escombros, implorando para que você me salvasse?"

Fernando congelou.

"Você disse: 'Bianca tem depressão e não pode ser estimulada; você é forte, aguente só mais um pouco'."

Isabela sorriu, embora grandes lágrimas caíssem no chão.

"E eu fiquei lá, aguentando, até meu sangue esgotar, até que a criança se esvaísse do meu corpo. Você sabe como é essa sensação? Sentir a vida se esvair pouco a pouco, enquanto meu marido saía dali abraçado a outra mulher."

Ela se agachou, encarando os olhos desesperados de Fernando.

"O médico disse que aquele aborto causou danos irreversíveis, e que, devido ao tempo que fiquei submersa na lama, a infecção foi grave. Nesta vida, eu nunca, jamais, poderei ser mãe novamente."

O salão inteiro entrou em alvoroço.

Fernando foi atingido como se por um raio; a faca em sua mão caiu no chão com um barulho metálico.

Ele abriu a boca, como se alguém estivesse apertando sua garganta, incapaz de emitir um som, apenas balançando a cabeça violentamente.

"Não... impossível... Isabela, você está mentindo para mim... nós teremos filhos..."

"Não haverá um futuro, Fernando."

Isabela levantou-se, secou as lágrimas e seu olhar tornou-se profundamente frio.

"Seu amor é caro demais, pago com meu sangue e a vida do meu filho. Eu, Isabela, não posso pagar e não ouso aceitar."

"Nesta vida, na próxima, por todas as eternidades, eu nunca vou te perdoar."

Após dizer isso, ela parou de olhar para o homem que estava prostrado no chão, como se sua espinha tivesse sido arrancada.

Ela se virou, encarou Ricardo e estendeu a mão esquerda voluntariamente.

"Sr. Ricardo, coloque o anel para mim."

Ricardo lançou-lhe um olhar profundo, segurou sua mão e deslizou lentamente o anel, símbolo de seu compromisso, em seu dedo anelar.

Naquele momento, o destino estava selado.

Fernando assistiu impotente enquanto aquele anel a prendia, selando também, definitivamente, qualquer esperança que ele ainda tivesse.

Ele abriu a boca, vomitou uma porção de sangue e, em meio ao caos e aos gritos, desmaiou completamente.

No palco, Isabela ficou na ponta dos pés e, sob o olhar de todos, beijou os lábios de Ricardo.

De forma resoluta e apaixonada.

Era como se estivesse se despedindo do passado e, ao mesmo tempo, declarando ao mundo:

Aquela Isabela, que amava Fernando a ponto de perder a si mesma, morreu naquela noite chuvosa.

A mulher que vive agora é a noiva de Ricardo.

Capítulo 16

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Fernando foi jogado na rua pelos seguranças do hotel como se fosse lixo.

O vento da noite de outono era gélido; ele estava caído na água suja à beira da estrada, cercado pelo som dos carros de luxo que partiam e pelos risos sarcásticos dos transeuntes.

"Olhem, aquele não é o Sr. Fernando? Como ele caiu tão baixo?"

"Que Sr. Fernando o quê? Ouvi dizer que, por causa de escândalos e má gestão da empresa, ele foi expulso pelo conselho administrativo. Agora é um inútil."

"Bem feito. Ele forçou a esposa a esse ponto por causa de uma amante, e agora que ela casou com uma família rica, de que adianta o arrependimento dele?"

Essas vozes perfuravam seus ouvidos como agulhas.

Fernando tentou se levantar, tentou gritar de volta, mas, ao abrir a boca, mais sangue brotou.

Ele olhou para cima, para aquela janela iluminada no topo do hotel.

Uma grande festa estava acontecendo lá.

Sua Isabela, neste momento, deveria estar nos braços de Ricardo, dançando suavemente ao som de uma valsa.

Ela era tão linda, tão brilhante, enquanto ele apodrecia na sarjeta.

Com as mãos trêmulas, ele tirou do bolso interno o pedaço amassado da foto de casamento.

Era a única foto que tinham juntos; ele estava com uma cara impaciente, enquanto Isabela sorria de forma tímida e doce.

"Isabela..."

Ele colou a foto em seu rosto coberto de lama e soltou um soluço contido ao extremo.

Ele finalmente entendeu que algumas voltas significam um "para sempre".

...

Três meses depois.

A primavera em Jiangnan chegava cedo, e as cerejeiras do Templo Puji floresciam por toda a colina.

Isabela segurava um rosário de dezoito sementes que acabara de adquirir e descia calmamente a trilha da montanha.

Ricardo tinha ido tratar de assuntos urgentes da filial, deixando alguns guarda-costas a uma distância segura para que ela pudesse espairecer.

Os três meses de casada com Ricardo tinham sido calmos como um belo sonho.

Ele a carregava na palma da mão, não permitindo que ela sofresse nenhum contratempo. As feridas em seu coração, sob tal gentileza diária, finalmente começavam a cicatrizar.

Ao chegar perto da lagoa de liberação de animais na metade da montanha, Isabela parou por um instante.

Sob uma cerejeira, alguém estava encolhido.

A pessoa vestia uma jaqueta velha, desbotada a ponto de não se identificar a cor original; o cabelo estava embaraçado e sujo, a barba por fazer, e ele estava tão magro que parecia irreconhecível.

Se não fossem aqueles olhos cheios de sangue que a fitavam intensamente, Isabela quase não reconheceria que era Fernando.

Ele segurava firmemente um livro de escrituras budistas, com as bordas desgastadas, e seus dedos estavam cobertos por curativos sujos.

Ao ver que Isabela olhava, uma luz incrível surgiu nos olhos desbotados de Fernando.

Ele correu tropeçando, mas parou a alguns passos de distância, como se temesse que o cheiro ruim de seu corpo a incomodasse.

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"Isabela... Isabela!"

Ele ergueu o livro de escrituras, com a voz tão rouca que parecia uma lixa arrastando sobre uma mesa:

"Eu venho aqui todos os dias... ajoelhado para copiar as escrituras, rezando por você, e... e para a alma daquele filho que não tivemos a chance de conhecer... veja, hoje eu também subi fazendo uma reverência a cada três passos... meus joelhos, meus joelhos estão em carne viva..."

Enquanto falava, ele tentou realmente enrolar sua calça jeans desgastada, revelando os joelhos em carne viva.

Isabela desviou o olhar, sem demonstrar qualquer emoção, nem mesmo o desdém; apenas levantou o pé para contorná-lo.

"Isabela! Não vá embora! Olhe para mim!"

Ao ver que ela ia sair, Fernando entrou em pânico e se jogou, agarrando desesperadamente a barra do sobretudo dela.

O casaco de alta costura ficou instantaneamente marcado por várias impressões de mãos sujas.

Isabela finalmente parou, baixando os olhos para observar o homem caído a seus pés, como um cão sarnento.

"Eu realmente mudei... Isabela, eu mudei tudo..." Fernando erguia a cabeça, chorando e babando. "Eu mandei Bianca para um hospício, ela nunca mais sairá de lá... minha empresa faliu, não tenho futuro nenhum... estou me punindo todos os dias, aprendi a fazer o serviço doméstico do jeito que você fazia, e meus dedos estão sempre sangrando ao cortar os legumes..."

Ele estendeu as mãos, que estavam de fato cobertas de cortes novos e velhos, uma visão chocante.

"Olhe para mim, por favor? Só uma vez... eu te imploro..."

Isabela observou-o em silêncio.

Olhou para este homem que ela antes admirava, a quem dedicou um amor que a fez se humilhar até o pó, agora em um estado tão miserável.

Muito tempo depois, ela soltou um leve suspiro.

"Fernando", disse ela com voz fria, "solte."

Capítulo 17

"Não solto! Mesmo que eu morra, não solto!" Fernando agarrou a barra da roupa com ainda mais força, seus nós dos dedos ficando brancos.

Nesse momento, um Maybach preto aproximou-se rapidamente e parou ao lado da estrada.

Ricardo desceu do carro.

Ele vestia hoje um casaco cinza-escuro casual, com uma postura ereta e uma presença dominante.

Ao ver a cena, seu olhar escureceu. Ele caminhou a passos largos, puxou Isabela para trás de si e desferiu um chute no ombro de Fernando.

"Saia!"

Fernando foi jogado de lado, mas logo se levantou novamente, ajoelhando-se no chão, com os olhos ainda fixos em Isabela.

"Isabela..." ele murmurava, como se estivesse sob um transe.

Isabela ajeitou a ponta do casaco que ele havia amassado e, de repente, lembrou-se de algo.

Ela tirou de sua bolsa um saco plástico transparente, dentro do qual havia um grampo de cabelo de plástico barato.

Era um item de banca de camelô, daqueles de dez reais, onde os strass já estavam quase todos caindo.

As pupilas de Fernando encolheram —

Era o grampo que, na época da faculdade, ele comprou casualmente em um mercado noturno para agradá-la; na verdade, ele nem chegou a pagar, o dono deu de presente porque viu que ele estava bem vestido.

Ele já havia esquecido disso, mas ela guardou por todo esse tempo, tratando-o como um tesouro.

Isabela segurou o grampo e caminhou até a margem da lagoa.

A água era profunda e sem fundo, com carpas nadando por lá.

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