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《A Rendição do Milionário Arrogante》Capítulo 7

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Mas ele não sentia a dor.

Porque o grande buraco em seu coração estava sendo preenchido por um vento frio, doendo a ponto de fazê-lo querer morrer.

Capítulo 13

Fernando foi "convidado" para o salão lateral da mansão pelos seguranças da família Qin.

Dizer convite era um eufemismo; ele foi escoltado. Foi jogado como um cão morto sobre o caro tapete feito à mão, ensopado, e o sangue de seus joelhos manchou uma parte do tapete.

Ricardo estava sentado no sofá de couro, despejando calmamente um uísque. O som cristalino do gelo atingindo as paredes do copo era particularmente estridente na sala silenciosa.

"O Sr. Fernando viajou milhares de quilômetros até aqui; se foi apenas para fazer loucuras, o que me resta é chamar a polícia." Ricardo balançava o copo, com um olhar divertido e gélido.

"Deixe-me vê-la." Fernando esforçou-se para se levantar, segurando firmemente os braços do sofá com as veias saltadas nas mãos e os olhos vermelhos, "Este é um assunto entre marido e mulher, não cabe a você interferir! Eu sou um canalha, mas eu a amo! Usarei o resto da minha vida para compensá-la, por favor, deixe-me vê-la uma última vez..."

"Amá-la?"

Ricardo riu, como se tivesse ouvido a piada mais engraçada do mundo. Ele tomou um gole da bebida e seu olhar tornou-se subitamente severo.

"Fernando, seu amor é de uma visão surpreendente. Amar a ponto de salvar a ex-namorada primeiro quando o deslizamento ocorreu? Amar a ponto de deixá-la sofrer um aborto? Amar a ponto de enviá-la para a delegacia apenas para limpar a barra da sua 'luz do luar'?"

Fernando tremeu todo e levantou a cabeça incrédulo: "Você disse... aborto? Que aborto?"

Ele só sabia que Isabela tinha ferimentos no baixo ventre quando partiu, mas nunca tinha pensado nisso.

Ricardo largou o copo e inclinou-se para frente, com uma pressão opressora: "Parece que você realmente não sabe de nada. Naquele deslizamento, enquanto ela estava enterrada sob os escombros esperando por você para salvá-la, o filho de vocês — já com três meses de gestação — perdeu-se naquele lodo."

"Quando eu a escavei, ela estava coberta de sangue. Antes de perder a consciência, ela agarrou minha mão implorando para salvar a criança, enquanto você estava fazendo o quê? Você estava abraçando a Bianca e dizendo para ela não ter medo."

Com um baque.

O mundo de Fernando desmoronou.

Ele lembrou-se das manchas de sangue nas calças de Isabela no carro naquele dia, lembrou-se do rosto pálido dela quando Bianca disse que aquilo eram "lóquios", lembrou-se dos olhos mortos dela quando ela disse "não importa se vocês se beijarem".

Então... era ali que, naquele momento, já havia uma vida separando-os.

"Não... eu não acredito..." Fernando abraçou a própria cabeça, com as unhas enterradas profundamente no couro cabeludo, "Como poderia haver uma criança... ela não me contou..."

"Contar a você?" Ricardo riu com desdém. "Para que você a obrigasse a abortar e abrisse espaço para a Bianca?"

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Fernando desabou no chão, emitindo um soluço como o de uma besta à beira da morte.

O remorso roía seu coração como milhares de formigas, fazendo-o encolher-se de dor.

Muito tempo depois, ele levantou a cabeça, com o rosto banhado em lágrimas, sem qualquer dignidade.

"Deixe-me vê-la..." sua voz era rouca e quebrada, "Eu te imploro, deixe-me vê-la... mesmo que eu tenha que me ajoelhar e bater a cabeça até sangrar, ou que eu morra, não importa..."

Ricardo olhou para ele de cima a baixo, por muito tempo.

Tanto tempo que Fernando pensou que seria jogado para fora.

"Quer vê-la, é?" Ricardo apontou para o pátio sob a chuva torrencial do lado de fora da janela de vidro. "Vá se ajoelhar lá. Fique de joelhos por vinte e quatro horas; se ela quiser vê-lo depois disso, eu não impedirei."

Fernando não hesitou nem por um segundo.

Ele se levantou apoiando-se nos joelhos doloridos e tropeçou em direção à chuva.

Com um baque seco.

Ele caiu de joelhos na estrada de pedra fria e dura, com as costas retas, voltado diretamente para aquela janela iluminada no segundo andar.

Capítulo 14

A tempestade na cidade durou a noite inteira.

A água da chuva do final do outono era gelada e cortante. Fernando estava completamente encharcado; feridas antigas reabriram, e a febre alta começou a turvar sua visão enquanto seu corpo tremia sem parar.

Mas ele não se movia, como uma estátua de pedra desgastada pelo tempo.

No quarto do segundo andar.

Diante da janela de vidro, Isabela vestia um roupão, segurando uma xícara de leite quente, observando silenciosamente a figura ajoelhada na chuva lá embaixo.

Ricardo aproximou-se, abraçando-a por trás, apoiando o queixo em seu ombro, com sua respiração quente borrifando ao lado da orelha dela.

"Amoleceu o coração?" perguntou ele, com um toque de nervosismo imperceptível.

Isabela tomou um gole de leite, com o olhar calmo como se estivesse observando um cão de rua na chuva.

"Não."

"Eu só estava pensando que, se eu tivesse sido tão impiedosa naquela época, talvez todas essas coisas posteriores não tivessem acontecido."

Ricardo suspirou aliviado, beijou o topo da cabeça dela e estendeu a mão para fechar a cortina opaca, isolando completamente a cena do lado de fora.

"Durma. Amanhã é um grande dia."

Isabela virou-se e entrou em seus braços, fechando os olhos.

Do lado de fora da janela, trovões e chuva, mas ela dormia profundamente.

Na manhã seguinte, a chuva parou.

Fernando já estava de joelhos na chuva por um dia e uma noite inteiros.

Sua consciência estava nublada; ele sustentava-se apenas por pura teimosia. Seus joelhos já não tinham sensação, como se não lhe pertencessem.

O portão se abriu e o mordomo da família Qin saiu.

"Sr. Fernando, o tempo acabou." O mordomo estava inexpressivo.

Fernando levantou as pálpebras com dificuldade, seus lábios estavam arroxeados e trêmulos ao tentar se levantar, mas suas pernas cederam, e ele caiu pesadamente na água acumulada.

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Ele lutou para rastejar para frente, seus dedos cravando nas fendas dos azulejos, saindo sangue.

"Isabela... deixe-me ver a Isabela..."

O mordomo não o ignorou, apenas acenou com a mão.

Dois guarda-costas se aproximaram, levantaram-no como se arrastassem um cão morto e o jogaram em um quarto de despejo próximo.

"Dêem um pouco de glicose a ele, que não morra na casa da família Qin, dá azar."

Fernando foi forçado a ingerir medicamentos, trocou de roupa seca e adormeceu num estado de torpor.

Ao despertar, foi acordado pelo barulho ensurdecedor de fogos de artifício.

Já estava escuro.

O salão de banquetes do Hotel Peninsula estava iluminado, cheio de carros de luxo.

Esta noite, era o banquete de noivado de Ricardo e Isabela. Embora fosse um noivado, a pompa era maior que a de um casamento; metade da elite da cidade estava presente.

Fernando rolou para fora da cama e correu para fora tropeçando.

Ele não sabia de onde vinha a força, empurrou os criados que o impediam, roubou um carro e correu loucamente em direção ao hotel.

Ele tinha que chegar a tempo.

Se ela realmente se noivasse, ele nunca mais teria outra chance.

Capítulo 15

Dentro do salão de banquetes, o lustre de cristal brilhava intensamente.

Isabela usava um vestido vermelho de cauda de sereia, deslumbrante de uma forma que tirava o fôlego. Ela estava de braços dados com Ricardo, parada no centro do palco, recebendo as bênçãos de todos.

O mestre de cerimônias segurou o microfone, sorridente: "A seguir, peço aos futuros noivos que troquem suas alianças."

Ricardo retirou um anel de diamante com um design único, prestes a colocá-lo no dedo de Isabela.

"BUM——!"

As portas do salão foram violentamente arrombadas.

O som estrondoso fez com que todo o local ficasse subitamente em silêncio, e todos viraram a cabeça, chocados.

Fernando invadiu o local tropeçando.

Ele estava em um estado deplorável: o terno não lhe servia bem, o cabelo estava bagunçado e seu rosto estava pálido como papel, com exceção de seus olhos, que brilhavam de forma assustadora.

Os seguranças correram para detê-lo, mas ele os empurrou como um louco. Ele derrubou a torre de champanhe, vidros quebrados voaram por toda parte, e ele correu até a frente do palco sob uma onda de exclamações.

"NÃO COLOQUE——!!"

O rugido rouco e dilacerante ecoou pelo salão.

Os dedos de Isabela pararam levemente. Ela se virou e olhou para ele, lá de cima.

Fernando subiu ao palco usando as mãos e os pés, tentando agarrar a mão de Isabela, mas foi bloqueado pelo corpo de Ricardo.

"Isabela..." Fernando ajoelhou-se no chão, olhando para ela, com lágrimas misturadas ao suor frio rolando pelo rosto. "Não se case com ele... eu imploro, não me abandone..."

Tremendo, ele tirou de dentro do casaco uma faca de mesa que havia pegado no restaurante e a pressionou contra o próprio peito.

A ponta da lâmina perfurou a camisa, manchando-a de sangue.

"Você me odeia, não é? Odeia que eu tenha causado o seu aborto, odeia que eu tenha te ferido por causa da Bianca... então me mate! Isabela, enfie isso em mim! Se isso te fizer sentir melhor, leve minha vida! Mas eu te imploro, não vá embora com outra pessoa..."

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