localização atual: Novela Mágica Moderno A Rendição do Milionário Arrogante Capítulo 5

《A Rendição do Milionário Arrogante》Capítulo 5

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"Impossível..." O rosto de Fernando empalideceu instantaneamente, seus dedos tremiam violentamente, "Como ela ousaria... Isso é falso! Ela está apenas fazendo cena!"

Xiao Zhang baixou a cabeça, sem coragem de encará-lo: "Sr. Fernando... é real. O advogado disse que o processo foi concluído. A esposa levou tudo o que lhe pertencia, só deixou isso."

Xiao Zhang abriu a palma da mão, onde repousavam a aliança simples e uma chave fria.

Com um "estrondo", algo explodiu na mente de Fernando.

Ele empurrou violentamente Bianca, que tentava apoiá-lo, pegou as chaves do carro e correu para fora.

"Fernando! Aonde você vai?"

Fernando não ouviu, pulou no carro esportivo, pisou fundo no acelerador, e o motor emitiu um rugido como o de uma besta antes de mergulhar na chuva torrencial.

Ao chegar à mansão, no momento em que abriu a porta, Fernando quase sufocou.

Vazio.

Estava vazio demais.

No hall de entrada, aqueles chinelos cor-de-rosa que ela costumava usar não estavam lá.

No banheiro, das escovas de dente que sempre ficavam em pares, restava apenas uma solitária escova azul.

O closet estava metade vazio; as roupas e bolsas que pertenciam a ela não deixaram vestígios.

Até mesmo os vasos de suculentas que ela cultivava na varanda foram levados.

Apenas a caixa de papelão, escondida em um canto da sala, permanecia.

Fernando correu até lá, rasgando a fita adesiva com as mãos trêmulas.

Dentro, amontoadas de qualquer jeito, estavam todas as "bugigangas" que ele havia lhe dado ao longo dos anos — coisas que ele mesmo tratava como lixo:

Dois ingressos de cinema vencidos — naquele dia ele prometeu acompanhá-la ao filme, mas foi chamado por Bianca no meio do caminho, e ela assistiu ao filme inteira sozinha.

Uma caixa de remédios para gripe ainda lacrada — que ele comprou casualmente na farmácia quando ela estava com febre, jogou para ela e foi comemorar o aniversário de Bianca.

Havia até um bilhete que ele tinha descartado por erro, mas que ela guardou com cuidado, após alisá-lo com carinho.

Ela levou tudo o que era dela, mas deixou para trás, junto com ele mesmo, todas essas lembranças cheias de sarcasmo que carregavam apenas o desprezo que ele lhe oferecia.

"Para onde a esposa foi?!" Fernando virou-se bruscamente, com os olhos vermelhos, e agarrou Dona Helena, que secava as lágrimas, rugindo.

A governanta levou um susto e chorou: "Senhor! A esposa foi embora! Ela realmente foi! O que o senhor ainda quer?! Ela estava com febre alta e mancando quando saiu. O senhor a abandonou na delegacia e não se importou, e agora volta para procurar o quê?!"

"Ela disse que a coisa de que mais se arrepende nesta vida foi ter ficado cega e se apaixonado por um homem sem coração como o senhor!"

Fernando foi atingido como se tivesse levado um golpe, tropeçando dois passos para trás.

"Ela voltou para a casa dos pais? Sim, ela deve ter voltado para a casa dos pais!"

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Como se tivesse agarrado um salva-vidas, Fernando correu novamente para a chuva.

A mansão da família da esposa estava com os portões fechados.

Quem abriu a porta foi o irmão de Isabela, Li Qinghe, um renomado especialista na área médica, geralmente gentil e elegante, mas que agora tinha um olhar tão frio quanto um bisturi.

"Sr. Li!" Fernando estava encharcado, parecendo um rato afogado. "Deixe-me ver a Isabela! Eu sei que errei, vou mudar, vou buscá-la para casa!"

"Casa?" Li Qinghe ajeitou seus óculos de aro dourado e soltou um sorriso frio. "Sr. Fernando, não sou seu irmão. Quando a Isabela quis se casar com você, toda a família se opôs, e ela ficou ajoelhada no chão suplicando a noite inteira. E o resultado? O que você fez dela nestes três anos? Uma governanta? Um saco de pancadas? O banco de sangue da Bianca?"

"Você não tem noção do quanto minha irmã sofreu e do quanto sangue ela derramou na sua casa? Você teve coragem de deixá-la ir para um lugar como uma delegacia?"

Li Qinghe deu um passo à frente, agarrando a gola de Fernando, sua voz baixa, mas carregada de um ódio profundo:

"Fernando, cada ferida que ela sofreu, nossa família anotou. Não sonhe em saber para onde ela foi. Nesta vida, você nunca mais terá o prazer de vê-la."

"Vá embora!"

O portão fechou-se pesadamente diante dele.

Fernando permaneceu rígido na chuva, olhando para a porta fechada, percebendo pela primeira vez, com clareza —

Isabela não o queria mais.

A Isabela que, não importava o quanto ele a negligenciasse ou ferisse, sempre esperava por ele no mesmo lugar, realmente desapareceu.

Capítulo 10

Três dias depois, no bar mais movimentado da capital.

Fernando estava jogado no canto de um camarote VIP, com garrafas vazias espalhadas aos seus pés.

Sua barba estava por fazer, a camisa que costumava ser impecável estava amassada como vegetais em conserva, e suas olheiras eram profundas; não restava nada da imagem daquele executivo frio e imponente.

A porta do camarote foi aberta bruscamente, e seu amigo de infância, Gu Yan, entrou a passos largos. Ao ver aquele estado deplorável, Gu Yan franziu a testa, avançou e agarrou Fernando pela gola, puxando-o do sofá.

"Fernando! Veja o estado em que você se encontra!"

Fernando estava com o olhar embriagado e murmurava incoerentemente: "Isabela... Isabela esvaziou a casa..."

Gu Yan estava tão furioso que sua têmpora pulsava. Ele levantou o punho e desferiu um soco certeiro no rosto de Fernando!

Com um estrondo, Fernando tombou para o lado, sangue escorrendo pelo canto da boca, mas ele apenas passou as costas da mão, como se não sentisse dor.

"Por que diabos você está fingindo sofrimento agora?" Gu Yan o segurou e repreendeu furiosamente: "Que mulher incrível a Isabela é! Como ela te tratou nesses três anos, todos nós vimos claramente! Ela daria a vida por você, e você? Você jogou o coração dela no chão e pisou!"

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"Bianca derrama uma lágrima e você perde a alma! Isabela está com febre alta e queimaduras, e você a manda cozinhar! Isabela é levada pela polícia, e você está tomando chá com a Bianca! O seu coração é feito de pedra?"

Fernando tinha um olhar vazio, sem rebater.

Gu Yan ficou ainda mais furioso e o jogou de volta no sofá: "Você se lembra do inverno passado? Você estava com uma gripe forte, febre de quarenta graus, e foi a Isabela quem ficou sem dormir cuidando de você por três dias e três noites, limpando seu corpo a cada meia hora para baixar a temperatura! No final, ela desmaiou de cansaço e, com medo de te preocupar, aguentou firme e não me contou! E você? O que estava fazendo? Estava consertando o encanamento da Bianca!"

"Você sempre diz que é por responsabilidade, por causa do falecido. Mas eu acho que você é estúpido! É cego!"

"Você sabe quem você chama pelo nome quando está bêbado? É Isabela! Não é Bianca! Naquela última viagem de negócios que você fez, você deu uma volta enorme para comprar aquele lenço de seda, dizendo que ficaria lindo nela, e no final? Quando Bianca disse que gostou, você deu para ela!"

Gu Yan se aproximou dele, rangendo os dentes: "Fernando, pergunte a si mesmo: você realmente não ama a Isabela? Você já a amava há muito tempo! Amava até os ossos! Você só é arrogante demais; tratou aquela obsessão juvenil por algo que nunca pôde ter como um tesouro, e forçou a saída da pessoa que realmente te amava e que você também amava!"

Cada palavra era como uma lâmina afiada, perfurando o coração de Fernando.

Aqueles detalhes que ele ignorou deliberadamente, aqueles que fingiu não ver, vieram como uma maré violenta —

A luz que ela deixava acesa para ele à noite;

O brilho nos olhos dela toda vez que o via;

A dependência quando ela se encolhia em seus braços, doente, e sussurrava baixinho "marido, estou passando mal";

E aquele último olhar de morte quando ela foi levada pelos policiais...

Então, aqueles hábitos que já faziam parte da vida, aquelas preocupações involuntárias, a irritação inexplicável ao vê-la sorrir para outra pessoa...

Não era responsabilidade, não era hábito; era amor.

Ele já a amava, essa mulher que aqueceu seu coração aos poucos ao longo de três anos.

Mas ele amava sem saber.

"Ah——!!"

Fernando abraçou a própria cabeça, emitindo um lamento como o de uma besta, lágrimas misturadas ao sangue que escorria de sua boca.

Ele estava errado.

Errado de forma absurda, errado de forma irremediável!

"Eu preciso encontrá-la..." Fernando levantou-se bruscamente, cambaleando para fora, "Preciso trazê-la de volta... Preciso me ajoelhar e implorar seu perdão..."

Gu Yan, vendo seu estado de loucura, disse friamente: "Onde vai procurar? A cidade é imensa. Se Ricardo a escondeu, você acha que vai conseguir encontrá-la?"

"Vou revirar o país inteiro, mas vou encontrá-la!" rugiu Fernando.

Gu Yan silenciou por um momento e suspirou: "Antes disso, resolva a bagunça que você fez. Descobri algo sobre a Bianca. Aquele laudo de 'depressão' que ela trouxe do exterior parece ter sido comprado."

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