localização atual: Novela Mágica Moderno A Rendição do Milionário Arrogante Capítulo 3

《A Rendição do Milionário Arrogante》Capítulo 3

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Bianca seguia ao lado, chorando copiosamente, mas completamente ilesa.

Ao ouvir os vizinhos comentarem, descobriu que, no hospital, eles encontraram uma confusão com um paciente, e alguém avançou com uma faca contra Bianca. Fernando, sem pensar duas vezes, entrou na frente.

Após ouvir, Isabela apenas soltou um leve "oh", fechou a janela e puxou as cortinas, isolando-se daquela confusão externa.

E continuou a arrumar sua mala.

Capítulo 5

A notícia do ferimento de Fernando espalhou-se rapidamente pelo condomínio.

O assistente, Tiago, veio bater à porta: "Sra. Isabela, o Sr. Fernando não quer colaborar com a troca de curativos no hospital; diz que dói e quer tomar a sopa de peixe que a senhora prepara..."

Isabela estava sentada no sofá lendo um livro e nem levantou a cabeça: "Eu não sei fazer."

Tiago ficou ansioso: "Sra. Isabela, o Sr. Fernando se feriu para salvar alguém, como pode..."

"Ele se feriu para salvar Bianca; Bianca está ao lado dele, peça para ela fazer."

Tiago voltou sem sucesso.

Depois disso, por várias vezes, Fernando enviou amigos e executivos da empresa para servirem de mensageiros.

"Irmã Isabela, o Fernando quer te ver..."

"Cunhada, que desavença de casal não se resolve..."

A resposta de Isabela sempre continha apenas três alternativas: "Estou ocupada", "Não vou" ou "Procure outra pessoa".

Até que, no terceiro dia, Isabela estava prestes a lacrar a caixa de armazenamento cheia de lembranças.

Passos pesados soaram atrás dela.

"Você é mesmo tão cruel?" Fernando estava com o braço na tipóia, parado na porta com o rosto pálido, seus olhos carregados de raiva e incompreensão.

Isabela virou-se, com tom de voz indiferente: "A senhorita Bianca não está cuidando de você? Por que eu iria? Para ser uma vela?"

"Isabela!" Fernando estava tão irritado que seu peito subia e descia. "Bianca é uma convidada! Como posso deixar uma convidada me servir, inclusive limpar minhas necessidades? Você é minha esposa, não deveria estar ao meu lado nessas horas?"

"Então é só nessas horas, servindo você, que você se lembra que sou sua esposa." Isabela sorriu, mas o brilho não alcançava seus olhos. "Sr. Fernando, seus cálculos são realmente precisos."

"Você..." Fernando estava prestes a explodir quando, de repente, ouviu-se um "crás" na porta.

Bianca estava lá, com uma cesta de frutas quebrada aos pés.

Seus olhos estavam vermelhos e ela parecia desfalecer: "Então... então é por minha causa... que a Irmã Isabela não quer cuidar do Fernando. Eu que sou sem noção, ficando aqui e incomodando... Vou embora agora, voltarei para aquele apartamento alugado onde chove dentro..."

Dito isso, ela cobriu o rosto e saiu correndo, com as costas curvadas em sofrimento.

"Bianca!" O rosto de Fernando mudou drasticamente; ignorando o ferimento, ele empurrou Isabela e correu atrás dela: "Pare aí!"

Isabela foi empurrada contra o armário, e o lugar da queimadura, que mal tinha cicatrizado, latejou novamente.

Ela olhou para a porta vazia, com o semblante apático.

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Fernando mimou Bianca durante toda a noite.

Na manhã seguinte, ele voltou trazendo Bianca.

Bianca segurava o braço bom dele, com uma expressão de desculpas, embora seus olhos carregassem um toque de desafio: "Irmã Isabela, desculpe-me. O Fernando diz que não estou segura e insistiu para que eu morasse aqui. Ele diz... ele diz que o quarto principal é voltado para o sul, tem boa luz do sol, é bom para minha recuperação, e quer que você ceda o quarto principal para eu ficar alguns dias."

Isabela olhou para Fernando.

Um flash de embaraço passou pelo rosto de Fernando, mas logo foi encoberto por um ar de autoridade: "Isabela, Bianca tem depressão severa e precisa de um ambiente com muita luz solar. Você é a dona da casa, precisa ter generosidade. Durma no quarto de hóspedes ou se ajeite no escritório, afinal, é apenas por alguns meses."

Alguns meses?

Isabela deu um sorriso frio por dentro.

Fernando já tinha até preparado o discurso: você tem boa saúde, não importa onde durma; Bianca é a doente, precisamos cuidar mais dela...

Antes que ele pudesse terminar, Isabela interrompeu calmamente:

"Tudo bem. Vou abrir espaço para vocês."

Capítulo 6

Fernando parou, claramente surpreso por Isabela ter concordado tão prontamente, sem nem sequer fazer um escândalo.

Isabela não lhe deu atenção e chamou a governanta: "Ajude-me a mover as coisas do quarto principal para aquele quarto menor ao lado do depósito."

A ação foi incrivelmente rápida; em menos de duas horas, o quarto principal estava vazio.

Ela empacotou todos os seus pertences pessoais e até trocou os lençóis por novos.

Após terminar a mudança, Isabela caminhou até Fernando, que ainda estava atordoado, e Bianca, que escondia um sorriso de satisfação.

Ela tirou da bolsa um cartão bancário e uma chave, colocando-os sobre a mesa de centro.

"Já que a senhorita Bianca se mudou e o Sr. Fernando disse que ela é de confiança, a partir de agora, as despesas da casa e as relações sociais ficarão por conta dela. Este cartão contém os salários e dividendos dos últimos anos, a senha é a data do seu aniversário."

O semblante de Fernando mudou: "Isabela! O que você está fazendo? Isso é o controle da casa! Como pode entregar isso a uma estranha?"

Bianca, porém, teve os olhos brilhando e puxou a manga de Fernando com um ar manhoso: "Fernando... eu também quero aprender a administrar a casa. Acontece que, na próxima semana, haverá um banquete beneficente da empresa. Poderia me deixar tentar organizar? Quero ajudar você..."

Fernando olhou para os olhos cheios de expectativa de Bianca e depois para o rosto gélido de Isabela.

"Tudo bem," disse ele, quase como se estivesse agindo por despeito. "Já que você quer se livrar das obrigações, deixe Bianca tentar."

Isabela assentiu, virou-se e entrou naquele quarto menor, escuro e estreito, trancando a porta atrás de si.

Fernando olhou para a porta fechada, sentindo um pânico inexplicável.

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Ele tinha a sensação de que, ao entregar o poder, Isabela parecia ter entregado também o próprio lar.

Nos dias que se seguiram, a casa foi transformada em um caos por Bianca.

Ingredientes nobres eram comprados e apodreciam na geladeira, a conta do condomínio não era paga, causando cortes de energia... Fernando não ignorava o fato, mas, toda vez que Bianca chorava, ele amolecia.

Até o dia do banquete beneficente.

Bianca vestiu um traje feito sob medida e, com arrogância, disse a Isabela: "Irmã Isabela, em uma ocasião como a de hoje, é melhor que você não vá, para não me envergonhar."

Isabela, feliz com a tranquilidade, ficou lendo em seu pequeno quarto.

No meio da madrugada, a porta foi violentamente arrombada.

Fernando invadiu o quarto envolto em uma aura gélida, com o rosto pálido; era um pânico que Isabela nunca tinha visto antes.

"Isabela," ele correu até a cama e agarrou seus ombros com força, "faça-me um favor! Um favor de vida ou morte!"

"Diga."

"No banquete de hoje, Bianca... ela quebrou um vaso acidentalmente." A voz de Fernando tremia. "Não era um vaso comum; era um presente de Estado que a primeira-dama preparava para dignitários estrangeiros! Vale uma fortuna! Agora, as autoridades estão furiosas, exigindo responsabilidade, e querem levar a culpada para interrogatório sob a acusação de 'sabotagem à diplomacia comercial'!"

Ele encarava Isabela fixamente, com os olhos injetados de sangue: "Com aquele psicológico dela, se for para a delegacia, ela vai colapsar e se suicidar! Além disso, se investigarem e descobrirem que ela já tem ficha, a vida dela estará arruinada! Isabela, você sempre foi forte e tem um emocional estável... você poderia... poderia assumir a culpa por ela?"

"Basta dizer que foi você quem quebrou acidentalmente. Você é a Sra. Fernando e é ré primária; no máximo, será detida por alguns dias e terá que pagar uma multa! O dinheiro sai do meu bolso! Assim que você sair, eu certamente a compensarei em dobro!"

Isabela olhou para aquele homem à sua frente.

Olhou para seu rosto ansioso, aterrorizado e até suplicante.

Ela sentiu, de repente, que seus cinco anos de juventude foram uma piada.

Ela pensou que seu coração já tivesse virado cinzas e que não pudesse mais doer.

Mas, ao ouvi-lo exigir, com tamanha naturalidade, que ela fosse para a prisão assumir a culpa por sua "luz do luar", a cicatriz em seu peito, há muito tempo entorpecida, foi rasgada violentamente, sangrando intensamente.

Lentamente, ela foi soltando os dedos dele, um a um.

"Fernando, você não suporta vê-la sofrer, mas pode sacrificar a mim com tanta naturalidade?"

"Não é sacrifício! É uma medida de emergência!" Fernando gritou, desesperado. "Faça isso por mim! Estou te implorando! Depois disso, se quiser minha vida, eu te dou!"

Neste momento, sirenes foram ouvidas lá embaixo.

Vários policiais e o chefe de segurança da empresa subiram as escadas e bateram à porta.

O policial principal tinha uma expressão severa: "Sr. Fernando, sobre o incidente do vaso quebrado no banquete, quem foi o responsável? A delegacia central aguarda a resposta."

Todos os olhares convergiram para Fernando.

Bianca escondia-se atrás dele, tremendo, suas unhas cravadas na carne dele.

Fernando estava rígido, seus punhos cerrados rangiam.

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