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《A Rendição do Milionário Arrogante》Capítulo 2

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Assim que o período de reflexão terminasse, ela levaria o documento ao cartório, e tudo estaria definitivamente encerrado entre ela e Fernando.

Capítulo 3

Ao sair do escritório de advocacia, uma forte tempestade começou a cair.

Isabela não usou guarda-chuva e, ensopada, caminhou de volta até a mansão.

Assim que entrou, sentiu o mundo girar e desmaiou no hall de entrada.

A febre alta persistiu por um dia e uma noite.

Em seus sonhos, não havia nada além das mágoas desses três anos.

No seu aniversário, Fernando prometeu jantar com ela, mas, quando recebeu uma ligação de Bianca dizendo que estava com medo porque a energia da casa tinha acabado, ele foi embora.

Quando Isabela fez a cirurgia de apendicite, ele estava em uma viagem de negócios no exterior, mas Bianca postou nas redes sociais fotos de Fernando a acompanhando em um resort — revelando que a viagem de negócios tinha terminado há muito tempo.

Ao acordar, sua garganta estava seca como poeira.

Fernando estava sentado na cadeira ao lado da cama, mexendo no celular. Ao vê-la despertar, ele guardou o aparelho e falou com seu tom habitual de sermão: "Acordou? Que idade você tem? Depois de fazer o exame, por que não pegou um táxi? Teve que voltar na chuva só para fazer cena e se passar por vítima?"

Isabela olhou para o teto, com a voz rouca: "Quero beber água."

Fernando serviu um copo d'água e entregou a ela. Ao notar a palidez dela, seu tom suavizou um pouco: "Já critiquei o motorista por não ter cuidado de você. Não fique fazendo birra; Bianca não consegue ficar sozinha, ela sofreu um grande susto desta vez."

Isabela terminou de beber a água e colocou o copo na mesa de cabeceira: "Senhor Fernando, aqui é nossa casa. Se você está tão preocupado com Bianca, pode ir morar com ela. Não precisa ficar aqui me vigiando, eu não faço questão."

"Isabela!" Fernando franziu a testa. "Você não vai parar? Eu já disse que vou te compensar. Da próxima vez, se acontecer algum perigo, eu certamente salvarei você primeiro, está bem?"

Isabela fechou os olhos.

Da próxima vez?

Uma pessoa só tem uma vida, não existe uma próxima vez.

Além disso, o bebê em seu ventre — o bebê que ela nem teve tempo de contar a ele — já havia sido perdido nos escombros.

Foi justamente porque ele salvou Bianca primeiro que perdeu o tempo ideal de resgate.

Vendo que Isabela não respondia, Fernando presumiu que ela havia concordado e suspirou aliviado.

Ele olhou para o relógio e, hesitando um pouco, falou: "Já que a febre passou, pode me fazer um favor?"

Isabela não abriu os olhos: "Diga."

"Bianca está sem apetite há dois dias, não consegue comer nada. Ela só quer aquele macarrão feito à mão que comeu no clube antigamente. Só você sabe fazer daquele jeito em nossa casa. Você poderia... se levantar e fazer uma tigela para ela? Apenas uma, para abrir o apetite."

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Isabela abriu os olhos bruscamente e encarou Fernando com intensidade.

"Você sabe por que eu sei fazer aquele macarrão?" Sua voz era fraca como um fantasma.

Fernando ficou surpreso: "Não é porque eu gosto de comer?"

Isabela riu, rindo até as lágrimas caírem.

No primeiro ano de casamento, o estômago de Fernando era sensível e ele era exigente com comida. Para agradar ao seu paladar, ela aprendeu com chefs renomados por muito tempo, ficando com as mãos cheias de calos até aprender a fazer aquele macarrão artesanal.

Sempre que o via comer tudo, ela se sentia feliz.

Até que, mais tarde, ela viu uma postagem na conta secreta de Bianca nas redes sociais: "Sinto falta do macarrão que eu costumava fazer para o Fernando; ele dizia que era o sabor mais gostoso do mundo."

Então, ele não amava macarrão.

Ele estava, através daquela tigela, sentindo falta de outra pessoa.

"Tudo bem," Isabela levantou o cobertor e saiu da cama, "eu farei."

Esta tigela de macarrão servirá como o último ritual para enterrar esses três anos de humilhação.

Fernando não esperava que ela aceitasse tão prontamente e, ao contrário, sentiu-se um pouco culpado, tentando ajudá-la: "Você ainda está fraca, que tal..."

"Não precisa," Isabela evitou a mão dele e caminhou vacilante até a cozinha.

Uma hora depois, uma tigela de macarrão fumegante estava dentro de uma marmita térmica.

Fernando pegou a marmita e, olhando para Isabela, que estava pálida, disse com uma raridade de ternura: "Obrigado pelo esforço. Quando você estiver melhor, te levarei para relaxar em um resort."

Isabela, apoiada na bancada da cozinha com uma faca afiada na mão enquanto descascava uma maçã, nem sequer levantou a cabeça: "Vá logo, se o macarrão esfriar, ela não vai querer comer."

Fernando foi embora.

Isabela olhou para a porta trancada, e a faca em sua mão escorregou, cortando seu dedo.

Gotas de sangue surgiram, mas ela não sentiu dor.

Ela pegou o celular e discou aquele número que já estava gravado em sua mente.

"Alô, Sr. Ricardo? Eu vim cumprir a minha parte no trato."

Capítulo 4

Esse assunto era como um espinho cravado no coração de Isabela há muito tempo.

Só de pensar que ela passou anos aprimorando suas habilidades culinárias apenas para que ele pudesse sentir falta de outra mulher através do paladar, seu estômago revirava.

Mas agora, talvez porque seu coração estivesse completamente morto, ao ouvir tal pedido, ela achou até um pouco engraçado.

Ela não disse mais nada, nem sequer demonstrou qualquer emoção, e virou-se para a cozinha.

Meia hora depois, o macarrão estava pronto, e o aroma característico de cebolinha perfumava a cozinha.

Isabela estava pálida, com a testa coberta de suor frio; o corpo, que acabara de sair da febre, ainda estava instável, e ela precisou se apoiar na bancada de mármore para se manter de pé.

Fernando entrou sentindo o aroma e, ao ver a tigela, um brilho de complexidade surgiu em seus olhos.

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Ele observou as costas fracas de Isabela e, raramente, sentiu uma ponta de remorso.

"Obrigado pelo esforço," ele suavizou o tom, "quando Bianca estiver melhor, vou tirar férias e te levarei para Yunnan. Você não queria conhecer o lago Erhai?"

Isabela estava prestes a dizer "não precisa", quando o celular de Fernando tocou — era o toque exclusivo de Bianca.

Do outro lado, ouviu-se um choro: "Fernando... meu estômago dói... estou com tanta fome..."

A suavidade no rosto de Fernando congelou instantaneamente. Ele olhou para Isabela e, com movimentos apressados, foi procurar a marmita para embalar o macarrão.

"Estou indo agora mesmo, não chore," ele disse, mimando-a enquanto segurava o celular.

Justo quando ele despejava o caldo quente na marmita, por causa da pressa, seu cotovelo esbarrou acidentalmente na chaleira elétrica que acabara de ferver!

Com um estrondo, a água fervente despejou-se, atingindo a maior parte das costas dos pés e panturrilhas de Isabela, que calçava apenas chinelos de pano!

"Ah!" Isabela gemeu de dor, cambaleando para trás e batendo contra a geladeira.

Sua pele clara ficou instantaneamente vermelha e inchada, surgindo bolhas.

Fernando se assustou e, instintivamente, largou a marmita: "Você está bem?"

Mas, ao perguntar isso, seus olhos ainda estavam fixos na marmita para ver se tinha derramado, e a ponta de seus pés já estava virada para a porta; sua mente claramente já estava no hospital.

Isabela olhou para seus pés queimados; a dor ardente era profunda, mas a sensação de absurdo em seu coração superava tudo.

Ela balançou a cabeça, engolindo o grito de dor: "Estou bem. Não vou morrer."

Fernando observou sua reação, olhou para o relógio e, finalmente, suspirou: "Tem pomada para queimaduras em casa, aplique você mesma. Bianca está esperando, vou indo."

Dito isso, ele pegou a marmita e saiu rapidamente, sem olhar para trás.

A porta bateu com um "bum", derrubando uma partícula de poeira do hall.

Isabela mancou de volta para a sala e procurou a caixa de remédios.

Não havia mais pomada para queimaduras; Fernando tinha usado tudo na última vez que se machucou jogando bola e não a repôs.

Ela sentou-se no chão frio, olhando para os pés inchados e com bolhas. Calmamente, pegou uma agulha, estourou as bolhas e usou iodo para uma desinfecção simples.

O álcool ardia, mas ela nem sequer franziu a testa.

"Não dói," disse a si mesma, "logo tudo isso terminará."

Nos dias seguintes, Isabela tirou licença médica e ficou em casa tratando os ferimentos.

Nas redes sociais, Bianca postou uma colagem de fotos:

【O melhor Fernando, alimentando-me pessoalmente com macarrão feito à mão. Embora esteja difícil ficar doente, meu coração está muito doce.】

A foto mostrava uma mão masculina, com nós dos dedos bem definidos, segurando aquela tigela de macarrão que Isabela fizera apesar de sua dor e doença.

Isabela, sem expressão, deslizou a tela e curtiu a foto.

Até que, naquela tarde, um alvoroço começou lá embaixo no condomínio.

"Rápido! Chamem uma ambulância!"

"Está saindo muito sangue!"

Isabela olhou pela janela e viu Fernando sendo ajudado a sair de um carro; seu braço estava envolto em ataduras grossas, já encharcadas de sangue.

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