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《O Amor que se Desfez em Cinzas》Capítulo 4

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Clara, sentada no chão, com o rosto banhado em lágrimas, começou subitamente a rir, tremendo por todo o corpo.

A risada era profundamente melancólica, fazendo o coração de quem ouvia palpitar de angústia.

O coração de Thiago apertou: "Clara..."

Clara levantou a cabeça bruscamente, com os olhos avermelhados, e olhou para ele.

No instante seguinte, ela afastou a mão dele com um tapa e partiu para cima de Beatriz.

Capítulo 7

Clara usou quase toda a sua força, agarrando o pescoço de Beatriz e derrubando-a diretamente.

Beatriz, pega de surpresa, soltou um grito de pavor: "Sr. Thiago! Salve-me!"

Mas Clara já tinha uma mão firme no pescoço de Beatriz, enquanto a outra desferia tapas impiedosos em seu rosto.

Pah!

Pah, pah!

A voz de Clara era fria, entremeada de fúria:

"Já que dizem que eu bati, então vou mostrar para vocês como é!"

"Querem me usar para treinar coragem? Pois vou usar você para treinar a precisão! Quero ver se esse rosto tão descarado é mesmo mais grosso que o das pessoas comuns!"

A raiva em seu peito se misturava à dor, e suas palmas estavam ardendo.

Beatriz, sendo estrangulada e agredida, nem precisou fingir desta vez; ela parecia verdadeiramente lamentável, soluçando e gritando por socorro.

Os movimentos de Clara eram rápidos demais. Quando Thiago e os seguranças reagiram, ela já havia desferido quase vinte tapas em Beatriz.

"Clara! Você enlouqueceu! Solte-a agora!"

Thiago correu apressado, abraçou Clara e a arrastou para longe à força.

Beatriz, caída no chão, tinha sangue escorrendo pelo canto da boca e hematomas no pescoço; ela parecia miserável.

Depois de ser puxada, Clara usou todas as forças para se livrar de Thiago e caiu sentada no chão.

Com os cabelos despenteados, ela parecia uma louca, questionando-o com teimosia e lágrimas nos olhos:

"Doeu no coração? Desta vez vai proteger sua secretária novamente? Vai me dar vinte tapas por causa dela, ou serão cem?"

Thiago a observava atordoado.

Beatriz, caída no chão, tossia de dor enquanto gemia: "Sr. Thiago... salve-me..."

Thiago, sem dar atenção a Clara, correu rapidamente, pegou Beatriz nos braços e saiu.

Beatriz abraçava o pescoço de Thiago com força, virando a cabeça para olhar Clara.

Naqueles olhos, havia apenas puro veneno.

Clara levantou a mão para enxugar as lágrimas do rosto e, ao ver o sangue na palma, percebeu que havia ferido a mão ao cair no chão.

Mas Thiago, que sempre fora o primeiro a notar se ela estava ferida, já não tinha olhos para ela.

Clara levantou-se, pegou o kit de primeiros socorros e fez o curativo sozinha.

No entanto, ao fazer o curativo, ao lembrar da expressão fria e insensível de Thiago, as lágrimas rolavam uma após a outra, lavando a pomada em suas bochechas.

Clara não aguentou mais e começou a chorar copiosamente, abraçando a si mesma.

Thiago levou Beatriz e não voltou.

Na enorme mansão, apenas ela restou.

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Clara chorou por muito tempo até adormecer em um estado de torpor.

Quem diria que, no meio da noite, a porta do quarto seria chutada, acordando Clara instantaneamente.

Com um olhar gélido, Thiago correu para o lado da cama, olhando-a de cima para baixo.

Seus olhos vermelhos fervilhavam com emoções intensas.

Olhando para aquele olhar perigoso, Clara recuou instintivamente, com a voz trêmula:

"Thiago, o que você vai fazer de novo?"

Thiago olhou para ela sem expressão:

"Embora Beatriz tenha sido salva pelos médicos, ela sofreu um trauma psicológico e tentou se matar no quarto do hospital."

O coração de Clara deu um salto, seu rosto empalideceu instantaneamente.

Mas, logo, ela sentiu que Beatriz não era o tipo de pessoa que tentaria o suicídio.

Ela não pôde deixar de lembrar daquele olhar que Beatriz lançara antes de partir.

E o tom de Thiago carregava um sarcasmo intrigante: "Você também sente medo?"

Clara apertou as palmas das mãos:

"Eu não fiz nada de errado, foi ela quem me bateu primeiro. Se pudesse voltar atrás, eu faria exatamente a mesma coisa!"

Thiago a encarava fixamente e, então, começou a rir de repente.

O riso ecoou pelo quarto na calada da noite, causando um arrepio na espinha de Clara.

No segundo seguinte, Thiago se jogou sobre a cama e a imobilizou por baixo dele.

Clara lutou, aterrorizada:

"O que você está fazendo? Me solte, por favor, me solte..."

Na ponta dos dedos de Thiago, não se sabe de onde, surgiu uma adaga.

Capítulo 8

Seu olhar frio e violento a prendia, enquanto ele brincava com a adaga e dizia lentamente:

"Embora Beatriz tenha sido encontrada a tempo, devido à grande perda de sangue, ela ainda está na sala de cirurgia lutando pela vida..."

"Ela foi levada ao suicídio por você, e você ainda diz que não fez nada errado?"

"Clara, desde quando você se tornou tão indiferente à vida humana?"

"Desde quando você se tornou essa pessoa fria e cruel!"

"Já que você não se arrepende... então..."

"Você também vai sentir o gosto de ser cortada por uma faca!"

Ele agarrou o pulso dela com força.

"Este golpe! É para pagar o que você fez a ela!"

Ele apertou a adaga com força e a arrastou cruelmente pelo braço dela.

"Aaaaaaa!!!"

Clara soltou um grito agonizante instantaneamente.

No entanto, o homem permaneceu indiferente, desferindo outro golpe profundo.

Com os olhos vermelhos, ele disse: "Este golpe é a punição por você abusar do seu poder e ser arrogante!"

O sangue espirrou por todos os lados; Clara tremia de dor, chorando e gritando em meio às lágrimas:

"Thiago! Eu nunca fui contra ela, foi ela quem me provocou todas as vezes! Eu não fiz nada! Eu não a intimidarei!"

"Foi tudo encenação dela, me solte... me solte!"

No entanto, a resposta foi o terceiro golpe de Thiago.

"Este golpe é a punição por sua extrema maldade, por não se arrepender!"

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Três cortes profundos foram feitos sucessivamente em seu braço.

O sangue florescia em manchas vermelhas sobre os lençóis.

No instante em que Thiago a soltou, Clara desabou sobre a cama, exausta.

"Thiago..."

Ela olhou para ele atordoada, a dor intensa e a perda de sangue fazendo sua consciência desaparecer aos poucos.

Com a forte oscilação emocional, até seu baixo ventre começou a sentir uma dor estranha e opressiva.

As lágrimas fluíam mecanicamente, seu rosto ficando cada vez mais pálido à medida que o sangue se esvaía.

Com a voz trêmula, ela murmurou:

"Por que... por que você se tornou assim..."

Thiago respirava com dificuldade; a imagem de Beatriz deitada na cama do hospital, coberta de sangue, chocava sua razão.

Neste momento, ao ver a aparência desesperada e apática de Clara, foi como se ele finalmente tivesse recobrado a consciência.

A adaga em sua mão caiu no chão.

Ele deu um passo em direção a ela instintivamente, e Clara arregalou os olhos em pavor.

O coração de Thiago apertou de dor; ele correu, pegou Clara no colo e correu em direção à saída:

"Para o hospital! Imediatamente para o hospital!"

Não sabia se era pela perda de sangue ou pela crueldade de Thiago.

Clara sentia apenas frio, como se estivesse submersa em um gelo infinito.

Logo ela foi levada para a sala de cirurgia e, diante de uma escuridão, perdeu a consciência completamente.

Quando acordou novamente, ela já estava no quarto do hospital.

O local do ferimento no braço havia sido enfaixado, mas a dor ainda era intensa.

Ao abrir os olhos, ela encontrou os de Thiago.

Seus olhos estavam injetados, parecendo que ele não dormira a noite toda cuidando dela.

Ao vê-la acordar, ele se levantou imediatamente e olhou para ela com preocupação:

"Clara, você acordou! Desculpe, ontem eu estava com muita raiva, perdi o controle das minhas emoções, e por isso acabei te ferindo acidentalmente."

"Desculpe... eu..."

Ele estendeu a mão para tocá-la, mas Clara estremeceu instintivamente e murmurou:

"Não me toque!"

O gesto de Thiago paralisou.

Clara, sem qualquer cor no rosto, olhava fixamente para ele.

Em seus olhos, ódio e lágrimas se entrelaçavam, e ela disse, palavra por palavra, lenta e firmemente:

"Thiago, eu me arrependo tanto de ter te conhecido."

"Eu, Clara... nesta vida... nunca, nunca vou te perdoar."

"Tudo o que vocês fizeram comigo, eu certamente farei com que paguem de volta!"

Thiago tremia profundamente, seu olhar desesperado feria seu coração.

Antes que pudesse falar, a porta foi batida e o médico entrou com uma pilha de relatórios.

"Sr. Thiago, os resultados dos exames da Srta. Clara saíram; ela está grávida..."

Nesse exato momento, o toque do celular de Thiago soou de repente, abafando as palavras do médico.

Capítulo 9

Thiago pegou o celular mecanicamente e atendeu.

Clara pôde ouvir vagamente a voz de Beatriz do outro lado da linha:

“Sr. Thiago, onde você está? Acordei e não te encontrei, estou com tanto medo...”

“Estou indo agora.”

Thiago evitou encontrar o olhar de Clara, dizendo apenas em voz baixa:

“Desta vez eu realmente passei dos limites, mantenha a calma primeiro. Venho te ver mais tarde.”

Dito isso, ele saiu a passos largos.

O médico olhou atônito para as costas dele e, em seguida, voltou-se para Clara:

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