《Destinos Cruzados: O Segredo de Dez Anos》Capítulo 7

PUBLICIDADE

Beto leu por muito, muito tempo, aqueles caracteres pareciam atravessar a puberdade ingênua, caindo palavra por palavra em seu peito.

Então, Lana gostava dele.

Ele parecia ter entendido um pouco.

Entendeu por que Clara, no momento em que soube que Lana tinha voltado, veio até ele voluntariamente.

Ela disse a ele: "Fingiremos ser um casal."

Sabendo que tal método a machucaria.

Mas mesmo na frente dela, quando Beto comprou camisinhas, Lana ainda agia de forma indiferente.

Como se não se importasse com nada.

Beto apertava os bilhetes com força, sentindo uma tristeza indescritível.

De repente, neste momento, ele não sabia mais o que a odiava...

A mãe de Clara limpava os pertences de Clara, organizando-os um a um e colocando-os na caixa.

Ela disse de repente: "Clara, neste momento, deve ter reencontrado Igor, né? Os dois juntos sempre brigam, não sei se Clara vai conseguir ganhar uma discussão contra Igor."

O quarto silenciou.

As lágrimas da mãe de Clara não paravam de cair, ela disse: "É bom..."

"Pelo menos ela não está mais sofrendo."

Capítulo 13

Nesses dez anos.

Lin Wanqing parecia ter se tornado outra pessoa, vivendo mecanicamente, mas apenas vivendo.

A mãe de Lin tentou inúmeras maneiras, levando-a a psicólogos, viajando, apresentando-a para pretendentes.

Até que Lin Wanqing disse.

"Mãe, eu não posso esquecê-lo."

Beto ouvia em silêncio.

Ele não sabia o que responder, apenas disse: "Hum."

A mãe de Lin de repente largou o que tinha nas mãos e olhou para ele seriamente.

"Qibai, dez anos se passaram desde aquele incidente."

"Você também deveria deixar isso para trás."

"O que Lana passou nesses anos foi muito mais do que imaginávamos."

"Eu sei que você não a odeia de verdade, mas a culpa; culpa-a por ter ido embora e não ter dado notícias por dez anos."

"Você a fere com as palavras mais cortantes, mas não é, no fundo, porque quer que ela tome a iniciativa de contar a verdade, que quer ouvir um pedido de desculpas dela?"

"Mas Qibai, ela perdeu os pais e o melhor amigo da noite para o dia. Ela é uma paciente com depressão severa, pensando todos os dias em como acabar com sua própria dor. Como você espera que ela responda?"

"Ela não quer ser um peso, muito menos trazer sofrimento a você."

"Portanto, Qibai. Lana mal conseguiu juntar os pedaços de si mesma, mal conseguiu voltar para Lanyang. Ao tocar no passado, você não está, na verdade, estilhaçando-a novamente?"

Um tiro direto no coração.

Beto odiava Lana por não se importar com ele, por não expor aquelas cicatrizes diante dele; odiava que ela preferisse fazer trabalhos tão medíocres a baixar a cabeça para ele.

Mas agora ele entendeu.

Desde que ela pudesse acordar, ele não queria mais nada.

Não precisava de explicações, nem de desculpas, bastava que ela estivesse bem viva.

Nesse momento, o celular tocou.

Era uma ligação do hospital.

PUBLICIDADE

Disseram do outro lado: "Lana acordou."

Beto dirigiu como um louco até o hospital.

Correu até a porta do quarto.

Ele viu Lana deitada dolorosamente na cama, com uma máscara de oxigênio, respirando com muita dificuldade.

A imensidão da culpa oprimia Beto, deixando-o sem fôlego.

Beto respirou fundo antes de chamar seu nome: "Lana..."

No entanto, Lana ergueu os olhos para ele, mas no fundo deles havia apenas indiferença, como se olhasse para um estranho irrelevante.

O médico puxou Beto para o lado e explicou: "A paciente está com transtorno de estresse pós-traumático e amnésia seletiva."

"Ela acabou de acordar, ainda está em período de recuperação, não a estimule excessivamente."

Amnésia?

Então ela o esqueceu.

Após um longo silêncio, Beto perguntou: "Pode se recuperar?"

O médico suspirou profundamente: "Isso depende da recuperação da paciente."

"Para pacientes com amnésia psicogênica, nós médicos esperamos que eles nunca se lembrem."

O paciente escolhe esquecer partes das memórias dolorosas.

Portanto, a pessoa que a fazia sofrer era ele.

Lana olhou para Beto e perguntou ao Sr. Liu, que estava ao lado: "Tio Liu, quem é este..."

O tio Liu hesitou, sem saber como responder.

Beto estendeu a mão por iniciativa própria, apresentando-se: "Olá, sou o policial encarregado do seu caso, meu nome é Beto."

Sua voz tremia, mas ele ainda suportou a dor e disse:

"Ficamos aliviados por você ter acordado."

"Descanse bem, não vou incomodar."

Ele estava com medo, medo de que, se ficasse mais um segundo no quarto, não conseguiria conter sua emoção.

Beto sentou-se no corredor fora do quarto.

Ele apertava firmemente o bilhete no bolso, aquele em que Lana escrevia que gostava dele.

Ele acariciava cada traço da caligrafia, sentindo o peito arder.

Pouco tempo depois, o Sr. Liu saiu do quarto.

Ele olhou para a pessoa lá dentro e fechou a porta.

O Sr. Liu perguntou confuso: "Inspetor, por que você não conta a ela quem você é."

Beto curvou os lábios com amargura.

Levantou-se e disse: "É bom que ela tenha esquecido..."

Esquecer aquela memória dolorosa é bom.

Esquecer alguém que, dez anos depois de sofrer, quase a matou, é bom.

Beto levantou-se, sentou no carro e fumou cigarro após cigarro.

A fumaça envolvia seus olhos.

Ele sentou até a noite cair profundamente, então olhou mais uma vez na direção do quarto.

Ele murmurou: "Lana, se essa memória realmente te traz tanto sofrimento."

"Por favor, nunca se lembre disso na vida."

Capítulo 14

Um mês depois.

Lana recebeu alta, transferiu a boate para o tio Liu e abriu uma floricultura.

A floricultura tinha um bom movimento, e ela precisava trabalhar até as dez da noite todos os dias.

Em uma tarde comum, Lana estava arranjando flores na loja quando viu Beto, vestindo uma jaqueta preta, parado do lado de fora da vitrine.

Lana abriu a porta e o cumprimentou sorrindo.

"Inspetor Beto, que coincidência."

"Você veio comprar flores? Que tipo você quer, deixe-me ajudar a escolher?"

PUBLICIDADE

Era um dia nublado e chuvoso, e ao olhar através da vitrine, Lana viu um par de olhos hesitantes.

Beto estava parado do lado de fora, um pouco sem jeito: "Vim buscar o buquê encomendado."

Os dois entraram na loja.

Lana sentiu o clima um pouco estranho e, por instinto, disse: "Faz tempo que não nos vemos, Inspetor."

A música tocando na loja era justamente "Long Time No See", de Eason Chan.

[Você vai aparecer de repente?

Na cafeteria da esquina

Eu vou ter um sorriso no rosto e acenar um cumprimento

Sentar e bater um papo

Eu quero tanto te ver

Ver como você mudou ultimamente

Sem falar do passado, apenas amenidades

Dizer a você, apenas dizer a você

Faz tempo que não nos vemos]

Beto assentiu e disse: "É, faz tempo mesmo."

Lana verificou as informações do pedido e encontrou o buquê encomendado por Beto.

Era um buquê de violetas pontuado com flores-mosquitas, embalado em papel de seda branco, que, sob a luz, refletia um brilho muito bonito.

Lana sorriu e entregou o buquê a Beto.

"A linguagem das flores da violeta é um amor que não se ousa expressar, não esperava que o Inspetor fosse tão contido ao se declarar."

Beto ficou em silêncio por um momento e disse calmamente: "Lana, estas flores são para você."

Lana ficou atônita, com as orelhas totalmente vermelhas.

Então viu o homem à sua frente rir gravemente: "Srta. Lana, não entenda mal, foi nossa delegacia que encomendou para você."

"Estávamos ocupados com casos e não conseguimos ir ao hospital quando você teve alta, estas flores são para celebrar sua recuperação."

Lana baixou os olhos e viu que, nas informações do pedido do buquê, havia de fato uma pequena observação.

"Renascimento, que o caminho adiante seja tranquilo!"

Lana pegou o buquê e franziu os lábios: "Obrigada."

Na verdade, Lana queria dizer que o acidente de sua lesão foi um imprevisto, eles não precisavam se preocupar.

Mas se isso pudesse aliviar um pouco o desconforto deles.

Ela aceitou.

Lana colocou o buquê sobre o balcão.

Ela levantou os olhos para Beto, achando que seu rosto severo parecia ter suavizado um pouco.

Beto disse: "A notificação da sentença do tribunal chegou, a pessoa que te machucou foi condenada à prisão perpétua. Você não precisa mais viver com medo."

Lana pensou por um momento e repetiu.

"Obrigada."

Beto olhou para Lana, ela usava tranças penduradas no peito, com fitas florais.

Ela usava uma maquiagem leve e um vestido amarelo claro.

De repente, ele ficou atordoado.

Faz muito, muito tempo que não a via vestida assim.

Também faz muito, muito tempo.

Que não conversava direito com ela.

Mas não esperava que esse convívio pacífico acontecesse só depois que ela perdeu a memória, como estranhos.

Ao falar novamente.

A voz de Beto tinha um pouco de rouquidão: "É nossa obrigação."

Terminado o assunto, Beto parecia não ter motivos para ficar ali.

Ele se levantou para sair, mas lá fora houve vários trovões de repente, seguidos por uma chuva torrencial.

Beto mal tinha saído e já estava encharcado.

Ele não tinha vindo de carro e o lugar era isolado, não conseguia um táxi.

Lana saiu correndo e o chamou: "Inspetor, essa chuva está muito forte, espere ela diminuir para ir embora."

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia