《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 042

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Capítulo 042: Reencontro em Outra Vida

Pérola não esperava reencontrar Thiago nessas circunstâncias. Por estar no meio artístico, o cabelo dele tinha um tom castanho claro e ele usava um brinco preto na orelha esquerda, o que lhe conferia um ar misterioso e levemente rebelde, apesar da camisa branca clássica.

Thiago paralisou ao ser notado. Para ele, Pérola parecia uma fada sentada ali, com seu vestido verde e cabelos negros cascateando até a cintura. A melodia que ela tocara era exatamente como a da primeira vez que a vira.

Ele estivera no auditório o tempo todo, escondido em um canto para observá-la sem ser visto. Quando ela saiu, ele a seguiu. Não pretendia se mostrar, mas ao ouvi-la tocar

驚鴻

, não resistiu e aproximou-se da janela para vê-la melhor.

Agora, o silêncio entre eles trouxe uma súbita timidez a Thiago. Ele, que nunca tivera problemas sociais, não sabia se cumprimentava ou se fugia. Ele simplesmente não tinha coragem.

Até que ela sorriu para ele. Um sorriso como o pôr do sol.

— Thiago. — Ela o chamou.

O coração dele saltou. O som do seu nome saindo da boca dela era diferente de tudo. Thiago manteve a fachada calma, embora suas mãos estivessem suadas. — Senhorita Paes — respondeu ele, formalmente.

O sorriso de Pérola vacilou por um instante.

Senhorita Paes...

Que tratamento frio. Na vida passada, após salvá-la, ele a chamava carinhosamente de "Íris", seu apelido de infância. Mas ela rapidamente recuperou a compostura e sorriu com sinceridade.

— O que faz aqui? — perguntou ela, levantando-se.

Thiago sentiu que o tom dela mudara. No encontro às cegas, ela fora rígida e o rejeitara friamente. Agora, havia uma abertura. Os relatos que Ricardo lhe dera sobre o comportamento dela no shopping pareciam ser verdadeiros.

— Vim visitar a escola e acabei caminhando até aqui — ele sorriu. — Quer dar uma volta?

— Claro. — Pérola não poderia pedir por algo melhor. — Espere um momento.

Ela saiu da sala e, assim que saiu da vista dele, começou a correr. Correu pelo corredor até sair do prédio, impulsionada por uma vontade desesperada de confirmar que ele estava bem.

Ao chegar ao lado de fora, viu Thiago esperando perto de um canteiro. Ela parou, surpresa. Ele estava do lado de fora da janela; para chegar ali naquele tempo, ele teria que ter corrido ou se apressado muito, apesar da pose agora calma. Pérola notou os fios de cabelo dele levemente desalinhados pelo vento e entendeu tudo.

Ela recompôs sua postura de dama e caminhou até ele. Em seu íntimo, sentia-se tão próxima dele que pequenos deslizes de etiqueta não importavam. Olhando para ele, lembrou-se do sacrifício dele na vida passada. Como ele morrera para salvá-la e ainda deixara tudo preparado para que ela vivesse segura em Pequim.

Ela sentiu vontade de abraçá-lo. De chorar em seu peito e dizer como foi exaustivo cuidar da família dele sozinha por vinte anos, tornando-se uma "viúva negra" impiedosa para sobreviver. Mas ela se conteve.

— Vamos? — ela sorriu.

Caminharam lado a lado, mantendo uma distância respeitosa. O silêncio reinou por um tempo até que ambos pararam e falaram ao mesmo tempo:

— Você...

— Pode falar primeiro.

— Não, você primeiro.

Ambos riram. Pérola soltou uma risada baixa e genuína, sentindo um peso sair de seu peito. Thiago não sabia por que ela ria, mas sorriu junto. Se ela estava feliz, o motivo não importava.

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